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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

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Cidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e Olimpíadas esperam cooperar com a China

O assessor especial da Subchefia de Assuntos Federativos, ligada à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil, Alberto Kleiman, disse recentemente em Sanya, sul da China, que as cidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e das Olimpíadas querem cooperar com a China.



O assessor lembrou que, no ano passado, o Brasil enviou uma delegação de cidades para a Expo Shanghai, que se reuniu com investidores chineses para que eles invistam, por exemplo, em construção, em cidades da Copa do Mundo 2014. Além disso, existe uma possibilidade de Beijing, que acumulou experiência na organização da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, estabelecer uma relação com o Rio de Janeiro, que sediará os Jogos em 2016, visto que as duas cidades são cidades-irmãs. Além disso, o assessor disse esperar que os turistas chineses venham em grande número aos dois eventos que serão realizados no Brasil.

Sobre a cooperação de nível regional entre os dois países, Kleiman citou os números da Associação de Amizade do Povo Chinês com o Exterior, dizendo que existem 48 pares de cidades e províncias/estados dos dois países com relação de cooperação, mas que muitas delas não estão ativas. No entanto, um exemplo dessa relação é o estado brasileiro da Bahia. Segundo o funcionário, o governador do estado virá à China ainda este mês para promover as relações. O estado da Bahia atualmente têm relações de cooperação amistosa com as regiões provinciais chinesas de Shandong (leste) e Chongqing (sul). Por outro lado, este ano cinco governadores brasileiros vieram ou virão à China.


O funcionário apontou que o Brasil recebe com bons olhos o investimento direto chinês em favor da infraestrutura produtiva, quer dizer, o país não deve só importar produtos chineses, mas deseja que as empresas chinesas se instalem no Brasil oferecendo emprego, visto que a China tem muitos setores competitivos. Por isso, essa relação tem que ser mais equilibrada. Em relação à infraestrutura, como portos e aeroportos, sempre há oportunidades no Brasil para companhias chinesas, explicou.

No entender do Brasil, disse o funcionário, a relação com a China precisa ter maior complementaridade produtiva em vez de competição produtiva, além de transferência mútua de tecnologia, como nas áreas de fabricação de aviões pela Embraer na China, e no campo aeroespacial e de lançamento de satélites, entre outros.

Quanto à diversificação do comércio exterior entre os dois países, o funcionário apontou que seu país quer exportar mais produtos agropecuários e de alto valor agregado à China. "Não há nenhum mal para o Brasil exportar produtos agrícolas e minerais ao país asiático, mas que pelo menos os produtos tenham um valor agregado maior. O Brasil não quer se tornar um mero país exportador de matéria-prima", disse.

Sobre as relações culturais entre os dois países, o funcionário brasileiro disse concordar que as relações bilaterais não devem se resumir e se limitar a relações econômicas e comerciais. O Brasil tem um rica cultura, mas que não é conhecida amplamente na China, enquanto os brasileiros sempre falam em crescimento econômco quando se referem à China e conhecem muito pouco de sua diversidade cultural. O funcionário assinalou que as relações governamentais não se devem direcionadas apenas por assuntos econômicos e comerciais, sugerindo que as cidades e estados criem centros culturais, através dos quais "o Brasil fique na China e a China fique no Brasil".

Fonte: Agência Xinhua

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

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China investe no Brasil somente metade do que anuncia

A China investe no Brasil somente metade do que anuncia, de acordo com um levantamento feito pela Folha dos principais projetos no país. A reportagem, de Patrícia Campos Mello e Gustavo Hennemann, foi publicada na edição deste domingo da Folha.

Dos projetos chineses no Brasil anunciados em 2009 e 2010, 25% não saíram do papel e 29% são financiados por grupos brasileiros ou de outra nacionalidade.

Um exemplo é a fábrica da montadora chinesa JAC Motors na Bahia. Do investimento total anunciado de R$ 900 milhões, 80% virão do sócio local.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

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Huawei quer produzir tablets no Brasil até o ano que vem

A chinesa Huawei pretende produzir tablets no Brasil até o primeiro semestre de 2012 e não descarta aquisições de fabricantes nacionais para atuar de forma mais agressiva no país, afirmou o presidente da Huawei do Brasil, Li Ke.


A companhia - que anunciou nesta segunda-feira o início da montagem de seu smartphone Ideos no Brasil e a fabricação nacional de alguns componentes do aparelho por meio da terceirizada Flextronics, em Sorocaba, no interior de São Paulo - também pretende se beneficiar da lei de incentivo fiscal para tablets.

"Queremos estar produzindo e comercializando os tablets até o início do ano que vem", afirmou Li Ke durante a Futurecom, evento do setor de telecomunicações em São Paulo.

A Huawei já fabrica no Brasil equipamentos de infraestrutura de telefonia. Com o investimento de US$ 350 milhões para os próximos cinco anos anunciado mais cedo em 2011, também vai produzir aparelhos do segmento de transmissão, outros modelos de celulares e os tablets, além de financiar um centro de pesquisa e desenvolvimento e o treinamento de mais de 3.000 técnicos.

"A modalidade de fabricação [dos novos aparelhos] pode ser terceirizada, ou podemos investir em uma fábrica própria. Ainda estamos analisando se o restante será produzido pela Flextronics", disse Li Ke em chinês, acompanhado de um intérprete. Segundo ele, a Huawei não descarta aquisições para o caso de uma unidade de fabricação própria no país.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

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Chineses compram parte de brasileira CBMM por US$ 1,95 bi

Três empresas chinesas pagarão US$ 1,95 bilhão por 15% das ações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), o maior produtor mundial de nióbio, um metal altamente valorizado, informa a imprensa chinesa.


O Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do CITIC Group e Baosteel Group, chegaram a um acordo para a operação, informou a agência oficial Xinhua.

A CBMM extrai, processa, fabrica e comercializa produtos à base de nióbio, metal fundamental para a produção de aços inoxidáveis especiais, caracterizado pela extraordinária estabilidade ante a ação dos agentes químicos.

É utilizado em ligas de alta temperatura e em ligas supercondutoras. Pode ser utilizado na fabricação de automóveis, reatores nucleares, jatos e mísseis.

A China está em busca de reservas estratégicas de recursos chave em todo o mundo para suprir a alta demanda de sua indústria, em particular de matis de terras raras.

O acordo é similar a outro obtido por um consórcio de empresas japonesas e sul-coreanas em março para a compra de uma participação na CBMM, também por 1,95 bilhão de dólares.

O consórcio é integrado pelas japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sojitz e a estatais Japan Oil, Gas and Metals National Corp, assim como as sul-coreanas Posco e National Pension Service (NPS).

Fonte: Folha.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Brasil tem de se reinventar para tratar com a China, diz Antonio de Castro

Morreu, neste domingo (21), o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Antônio Barros de Castro, 73, vítima de um desabamento, no Rio. Abaixo, leia entrevista concedida à jornalista Claudia Antunes no dia 11 de abril deste ano.


O Brasil tem de se reinventar para ser bem-sucedido em uma economia mundial radicalmente mudada pela China, diz o economista Antonio Barros de Castro.

Diante da competição chinesa, afirma ele, não adianta proteger setores industriais para que eles fiquem "um pouco mais sofisticados", como se fez no passado, porque os asiáticos fazem o mesmo com maior velocidade.

"Mesmo se o câmbio e o custo Brasil forem neutros, boa parte da indústria brasileira não é competitiva porque o sistema industrial chinês é mais eficiente."
Barros de Castro diz que o Brasil deve aproveitar a "trégua" oferecida pelo boom de matérias-primas para desenvolver produtos originais, como plástico de álcool e aços especiais usados na exploração de petróleo.

Folha - O sr. vem estudando as mudanças provocadas pela China. Qual a conclusão?

Antonio Barros de Castro - Há seis anos eu comecei a suspeitar que a emergência chinesa representava uma ruptura na trajetória do sistema econômico mundial. Não se tratou de uma mudança só de tamanho, de aumento do peso do país.

Que ruptura é essa?

Antonio Barros de Castro - Nos anos 50, o economista alemão Hans Singer sintetizou assim o dilema da época: "Países industrializados têm o melhor de dois mundos, como consumidores de produtos primários e produtores de manufaturados, enquanto os subdesenvolvidos têm o pior, como consumidores de manufaturas e produtores de matérias-primas".

Ele se baseava na tendência de queda dos preços das matérias-primas, enquanto os dos industrializados ficavam iguais ou subiam.

Com a ascensão do leste asiático, capitaneada pela China, isso virou de pernas para o ar. Países mais atrasados compram manufaturados baratos e exportam matérias-primas cada vez mais caras. Angola, por exemplo, cresce a 15% ao ano. É um movimento tectônico.

Mas o Brasil teme a desindustrialização. Como o país pode se adaptar a isso? Há exemplos bem-sucedidos?

Antonio Barros de Castro - As realidades são diferentes. Uma parte da Ásia evoluiu com a China e não enfrenta os mesmos dilemas enfrentados pelo Brasil.
Outro bloco já havia se especializado na exportação de matérias-primas, incluindo latino-americanos como o Chile. Agora, os clientes pagam melhor, mas historicamente esse caminho tende a ser visto como maldito.

Estados Unidos, Alemanha e Japão ainda podem ser dinâmicos combinando capacidade alta de inovação com a vigilância de seus direitos de propriedade intelectual. Já o Brasil é um híbrido industrial e agrícola.

Mas só o lado agrícola continua competitivo. Por quê?

Antonio Barros de Castro - Nos anos 90 e no início deste século, a indústria brasileira se preparou para competir com os produtos dos EUA e da Europa. Conseguiu bons resultados, basta ver o crescimento das exportações de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, entre 2003 e 2005.
Mas durou pouco. As exportações de produtos primários foram de 30% do total em 2004 para 44% em 2010, e as de manufaturas caíram de 57% para 43%.
Isso ocorreu porque a competição deixou de ser com EUA e Europa e passou a ser com o sistema comandado pela China. Atualmente, um país como o Brasil, que no novo contexto tem vantagens máximas no setor primário e mínimas no industrial, tem que se reinventar.

Como?

Antonio Barros de Castro - Falando de maneira simplificada, temos duas opções. A primeira é proteger a indústria que existe, tentando agregar valor às cadeias de produção, completando-as e sofisticando-as. Foi o caminho entre 1950 e 1980.

Mas havia a premissa, correta na época, de que as economias mais avançadas eram tecnologicamente maduras e tinham crescimento lento da produtividade. Tratava-se de fechar um hiato, atingir um nível em que nossos concorrentes estavam mais ou menos parados ou evoluíam devagar.

Essa premissa hoje não existe mais. Nossos concorrentes ainda estão amadurecendo, estão alcançando novos patamares de produtividade e agora aumentando o esforço tecnológico para acelerar sua eficiência.

A China busca produtos menos poluentes, verdes. Está exportando fábricas para países vizinhos e deslocando outras para sua região oeste, com mão de obra mais barata. É o que chamo de China 2.

A China 1 é a do "made in China" (fabricado na China), e eles deram uma surra baseada em trabalho barato e em imitação tecnológica. A China 2 quer ser a do "created in China" (criado na China).

Portanto, o ataque vem de baixo. Só faz sentido reforçar aquilo em que temos chance de correr mais rápido do que eles, que é a nossa segunda opção. O resto tem que ser redirecionado ou desaparecer.

E temos tempo?

Antonio Barros de Castro - Sem nosso potencial em produtos primários, em longo prazo estaríamos numa situação dificílima.

Mas hoje temos três bons problemas: segurar o balanço de pagamentos por 10 ou 15 anos com petróleo, outras matérias-primas e produtos agrícolas; manter a expansão do mercado interno colocando areia para limitar a sua ocupação por importações; e desenvolver o potencial industrial visando não otimizações, mas mudanças.

Não tem que melhorar, tem que mudar. Otimização a China faz melhor.

Quando o sr. fala em colocar areia, significa proteção.

Antonio Barros de Castro - Não estou reproduzindo o discurso de que é atrasado proteger. O que digo é que não adianta proteger quando sua produtividade cresce mais devagar do que a do concorrente.

Um produtor de válvula brasileiro, por exemplo, está condenado. Ele sabe que pode não morrer hoje, mas morre no próximo governo.
É necessário conter as importações não para que algumas indústrias sobrevivam, mas para que possam ser transformadas.

Em que casos apostar?

Esse mapa completo ainda deve ser feito. Seriam setores protegidos pela especificidade dos nossos recursos naturais, por costumes, estrutura industrial e demanda. Áreas em que o chinês não está nem vai estar.

Não proponho uma volta ao agrário. O agrário é uma trégua para você, por exemplo, construir uma indústria ligada ao pré-sal, de satélites, de novos materiais, de aços especiais. É aplicar os conhecimentos existentes para desenvolver coisas próprias e originais.

A química do etanol permite desenvolver plásticos verdes. A indústria automobilística chinesa deseja vir para cá? Vamos fazer um acordo para em dez anos os plásticos serem todos verdes; nós garantimos a evolução do produto. É usar a China como mercado.

É possível mudar os tratores para que eles se adaptem às necessidades do Brasil. Não é pegar o americano e fazer outro um pouco mais sofisticado. É fazer máquinas adaptadas às condições tropicais de solo, clima.

O embaixador chinês, respondendo às críticas ao câmbio desvalorizado do país, disse que cabe ao Brasil se tornar mais competitivo. Ele está certo?

Antonio Barros de Castro - Os chineses acham que se a gente trabalhar mais e for mais sério não teremos problemas. Não é isso, é uma questão de estratégia.

A indústria reclama do câmbio e do custo Brasil (impostos, infraestrutura). Há alguma razão nisso?

Antonio Barros de Castro - Se o câmbio e o custo Brasil forem neutros, boa parte da indústria brasileira não é competitiva porque o sistema industrial chinês é mais eficiente. Até 2004, eles já arrombavam todos os mercados e não tinham câmbio desvalorizado.

Alega-se que antes os produtos chineses eram só mais baratos, porque o salário era ínfimo e a fábrica era um galpão velho. Mas agora são boas fábricas e amanhã serão excelentes. A produtividade sobe tão rápido que, mesmo com a alta dos salários, os produtos ainda podem custar menos.

O real está sobrevalorizado? Claro, sou 100% a favor de botar areia no câmbio. Agora, ou você enfrenta as causas da nossa perda relativa de competitividade ou não vai a lugar nenhum.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 20 de julho de 2011

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Ilustração brasileira quer espaço no disputado mercado chinês

Depois de sete edições no Rio e em São Paulo, o IlustraBrasil! busca novos ares. O evento que reúne os destaques da produção anual da ilustração brasileira vai ao exterior explorar um dos mercados mais aquecidos do momento: a China.

A partir de 20 de agosto, na The Foundry Gallery, em Xangai, acontece a primeira edição especial do evento fora do Brasil. Mais de cem trabalhos serão expostos durante duas semanas para um público que a SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil), organizadora do evento, acredita ser incalculável.


Com 400 mil estrangeiros morando na maior cidade chinesa, de cerca de 20 milhões de habitantes, "é difícil saber quantos visitantes a exposição terá", afirma Bruno Porto, brasileiro radicado em Xangai há cinco anos, um dos ilustradores à frente do IlustraBrasil!.

"Queremos espaço no mercado asiático. Existem inúmeras oportunidades de negócios para a ilustração brasileira na China."

A SIB articulou a ida do evento para a China e conseguiu o apoio do Consulado-Geral do Brasil em Xangai. A representação brasileira investiu US$ 9.500 na impressão e na montagem dos trabalhos, dos catálogos e do material de divulgação.

O cônsul-geral adjunto do Brasil em Xangai, Joel Sampaio, acredita que o evento será essencial para aumentar a sensibilidade dos chineses em relação ao Brasil.

"Muitos estudantes e grupos de idosos virão à exposição. Será ótimo para que eles tenham um conhecimento mais amplo sobre o nosso país", afirma o diplomata.

As ilustrações que irão à China possuem temas essencialmente ligados à cultura e ao folclore do Brasil. Na 8ª edição do evento, no Rio e em São Paulo --ainda sem data marcada--, os trabalhos foram produzidos em 2010 e possuem temas diversos.

Profissionais brasileiros, como Marcelo Martinez e Orlando, ilustrador da Folha, irão à China para ministrar palestras e oficinas em universidades e um seminário para editores e publicitários.

Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

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Vale manterá política de preços para minério de ferro

A Vale não vai alterar sua fórmula de preços para minério de ferro, afirmou o diretor de marketing global da mineradora, Pedro Gutemberg.


A maior produtora mundial de minério de ferro, no entanto, está sugerindo uma nova fórmula de preços para pelotas, disse o executivo em uma conferência em Genebra.

Atualmente, a pelota de minério de ferro é integralmente negociada entre clientes e produtores a cada trimestre.

"Estamos tentando convencer os clientes a aceitar que temos um preço de conteúdo de minério de ferro, como fazemos com multas, e depois temos um prêmio de conversão", afirmou Gutemberg.

"É um conceito dúbio e queremos separar (os dois componentes do preço)", acrescentou ele.

O executivo disse ainda que espera que a demanda por minério de ferro no Japão alcance 90% dos níveis pré-crise no quarto trimestre.

"A demanda de minério de ferro no Japão estava em quase 90% dos níveis pré-crise antes do terremoto (em março) e após a recuperação do desastre irá retornar a esse nível no quarto trimestre."

Segundo Gutemberg, a demanda na Europa foi retomada e está em cerca de 85% dos níveis pré-crise global.

"Todos os mercados estão se recuperando bem da crise. Vemos a China muito forte", completou.

Ele afirmou que a Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, não estava preocupada com o impacto que teria o aperto monetário na China sobre a demanda de minério de ferro.

"Ele (aperto) é uma acomodação natural", disse o executivo.

A China importa cerca de 60% do minério de ferro que necessita para produzir aço.

A Vale exportou cerca de 260 milhões de toneladas de minério no ano passado, sendo 130 milhões de toneladas para a China, contra um pico de 140 milhões de toneladas em 2009.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 17 de maio de 2011

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China vai investir US$ 8 bi no Brasil em 2011, diz Pimentel

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) anunciou nesta segunda-feira que a China vai investir US$ 8 bilhões no Brasil em 2011. A informação foi dada após reunião com o ministro do Comércio chinês, Chen Deming, no Ministério do Desenvolvimento.

Esse valor já inclui os investimentos que serão feitos pela Foxconn no país para a montagem do iPhone e iPad em sua fábrica em São Paulo --a previsão é de que somem US$ 12 bilhões (R$ 19 bilhões) em cinco anos no país.

"O número que nós estamos estimando é em torno de US$ 8 bilhões em investimentos chinês esse ano. Contando aí já a primeira parte da Foxconn", declarou Pimentel.

Pimentel disse ainda que o Brasil deve aumentar em 20% suas exportações para a China. O país asiático é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil e, em 2010, importou R$ 30,8 bilhões em produtos brasileiros.

"O nosso comércio com a China está aumentando muito. A nossa previsão é aumentar mais de 20%. Este ano estamos prevendo passar isso aí para US$ 37 bilhões. É um volume significativo. É o nosso principal parceiro comercial", afirmou o ministro.

Mais cedo, após encontro no Palácio do Itamaraty, o ministro chinês disse que a China planeja investimentos na ordem de US$ 1 bilhão no Brasil --não foram considerados os números da Foxconn.

"Sei que empresários chineses têm um foco no Brasil. Já investiram na Europa, agora estão com outro foco", disse.

Atualmente, o investimento chinês fora da China já atinge US$ 59 bilhões, e a promessa do ministro é de que cresça cada vez mais rápido.

Segundo Deming, a área primordial para os chineses será de infraestrutura, sobretudo energia. Ele disse que existe um interesse chinês em linhas de transmissão, um dos gargalos no setor no Brasil. O ministro citou ainda investimentos em ferrovias, portos e comunicações.

Deming disse ainda que existe o interesse da empresa Sany Heavy Industry, de máquinas para construção civil, em investir US$ 200 milhões no Brasil.

De acordo com Pimentel, a Sany Heavy Industry já está em contato com uma prefeitura no sul de Minas Gerais para a construção de um fábrica neste local. Pimentel disse que essa empresa está de olho na demanda que vai surgir com a exploração do pré-sal.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

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Viagem à China abriu portas para produtos brasileiros, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou que sua viagem à China serviu para "abrir" portas aos produtos brasileiros nesse país, citando a negociação para que a Embraer venda cerca de US$ 1 bilhão em jatos para o gigante asiático.


"Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro, ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190. São jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil", disse ela, no programa semanal de rádio "Café com a Presidenta".

"Hoje nós vendemos muita matéria-prima para a China. Queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados. Vou explicar com um exemplo: o produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos também vender aço e mesmo produtos acabados de aço", acrescentou.

Dilma também comentou que os anúncios recentes das empresas chinesas ZTE e Foxconn, que devem investir no país para a produção de artigos de informática e telefonia em território brasileiro, com destaque para a segunda, que prometeu aplicar US$ 12 bilhões.

"No ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e isso significa um grande mercado potencial", disse a presidente.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

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Embraer vende jatos na China e montará Legacy no país

A Embraer anunciou nesta terça-feira novos acordos para venda de 20 aviões às companhias chinesas CDB Leasing e Hebei Airlines. Incluindo opções de compra e pedido recente anterior, as encomendas obtidas pela empresa no país somam 35 unidades do jato modelo 190.


A fabricante brasileira informou ainda que fechou acordo para construir uma linha de produção do jato executivo Legacy 600/650 na China, aproveitando recursos de joint-venture da empresa no país.

A unidade fabril chinesa --uma parceria da Embraer com a estatal China Aviation Industry Corporation II (AVIC) criada no fim de 2002-- estava ameaçada por abrigar apenas a linha de montagem do ERJ-145, jato de 50 assentos com demanda cadente.

A Embraer entregaria neste mês o último ERJ-145 na China de sua carteira de pedidos, o que deixaria a fábrica ociosa a partir de então, ameaçando seu fechamento.

Inicialmente, a Embraer pretendia instalar na China uma linha de montagem para seu modelo Embraer 190, de 100 passageiros, mas a ideia enfrentava resistência do governo chinês, que está desenvolvendo um avião regional similar.

"Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária", afirmou a Embraer em comunicado.

Dos pedidos de jatos 190, 10 são da Hebei Airlines e a primeira entrega está programada para setembro de 2012. A empresa chinesa também acertou direitos de compra de mais cinco unidades.

Além dos aviões para a Hebei, a Embraer fez acordo com a CDB Leasing (CLC) para um segundo pedido de 10 jatos 190, depois que a empresa fez uma primeira encomenda de 10 unidades no início do ano. Além deste segundo pedido, a CDB Leasing assinou carta de intenção para um terceiro lote de 10 aviões modelo 190.

Se a carta for confirmada, o pedido total feito pela CLC será de 30 aviões, numa encomenda de US$ 1,25 bilhão a preços de tabela dos aparelhos, informa a Embraer.

Segundo a fabricante brasileira, todos os aviões encomendados pela CLC serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo. A empresa aérea comeca a receber os aviões no segundo semestre deste ano.

Os acordos da Embraer foram anunciados em meio à delegação brasileira que acompanha a viagem de cinco dias da presidente Dilma Rousseff à China.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Apple e Foxconn montarão iPad no Brasil a partir de novembro

A empresa taiwanesa Foxconn investirá US$ 12 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos para produzir displays (telas), informou nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff.

A empresa, que já tem cinco fábricas no país, também anunciou que montará iPads em território brasileiro a partir de novembro.


A presidente Dilma chegou ontem em Pequim, para uma visita oficial de cinco dias à China.

O projeto da Foxconn envolve a contratação de 100 mil funcionários, do quais 20 mil serão engenheiros, explicou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que vem negociando com a empresa há três meses. Há planos ainda para a construção de uma "cidade inteligente" para instalar a fábrica e os funcionários da empresa, fornecedora de empresas como Apple, Nokia e BMW, entre várias outras.

Mercadante disse que, se concretizado, será o investimento estrangeiro que mais terá gerado empregos na história do país.

O investimento foi anunciado pelo presidente e fundador da Hon Hai (controladora da Foxconn), o taiwanês Terry Gou, durante reunião com Dilma. O encontro deveria ter ocorrido semanas atrás no Brasil, mas acabou adiado devido ao terremoto japonês, que afetou a cadeia de produção da empresa.

A Foxconn é uma das maioras fabricantes de componentes eletrônicos do mundo. Em 2009, seu faturamento chegou a US$ 61,5 bilhões. Apenas no sul da China, tem cerca de 400 mil funcionários.

A CAMINHO

Segundo a Folha informou no sábado, a Apple já enviou ao país os primeiros lotes de componentes para montagem local do iPad.

Um carregamento com componentes já está a caminho do Brasil em contêineres embarcados a partir da Ásia, que hoje concentra a fabricação dos produtos Apple. A previsão de chegada é de até dois meses.

Estudo da Apple no país mostra que há demanda por ao menos 5.000 iPads mensais. Se combinadas com incentivos, até questões sensíveis, como mão de obra --4,5 vezes mais cara que na China--, são resolvidas.

CENTRO DE PESQUISA

Ontem, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).

"Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento", disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

Hoje a chinesa ZTE, empresa de telecomunicações, informou em nota que oficializou uma parceria com a prefeitura de Hortolândia (SP), cidade da região de Campinas, para a construção de um polo de produção industrial na cidade. O acordo foi assinado pelo prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, em Pequim.

Dilma inaugurou hoje, na capital chinesa, o Diálogo de Alto Nível Brasil-China sobre Ciência, Tecnologia e Inovação.

Diplomatas brasileiros disseram à agência Efe que ciência, tecnologia e inovação são elementos fundamentais para o desenvolvimento, a criação de empregos e a busca de oportunidades, e que Pequim reconheceu em seu Plano Quinquenal a necessidade de mudar o modelo de crescimento, inovar e produzir qualidade para seu mercado interno e exportação.

OUTROS ACORDOS

Também ontem, a China autorizou três dos 13 frigoríficos brasileiros inspecionados a exportar carne suína para o país.

"Um começo. Esperava-se mais", afirmou à Folha o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, que viajou a Pequim.

Apesar do atual veto à importação de carne suína brasileira, o produto acaba chegando ao consumidor chinês via Hong Kong, para onde é exportado legalmente e em seguida contrabandeada por comerciantes chineses.

A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e grande investidor no país sul-americano (US$ 30 bilhões em 2010), principalmente em minerais, petróleo, soja e telecomunicações.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 11 de abril de 2011

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Dilma chega à China para alavancar comércio de produtos elaborados

Pequim, 11 abr (EFE).- A presidente Dilma Rousseff chegou nesta segunda-feira à China em sua primeira viagem oficial para reverter o comércio atualmente majoritário de matérias-primas - US$ 30,7 bilhões em 2010 - para outro que inclua a compra pelo gigante asiático de produtos brasileiros elaborados de valor agregado.


Após dedicar boa parte do dia a uma visita particular, Dilma inicia na terça-feira o Diálogo Bilateral de Alto Nível em Ciência, Tecnologia e Inovação, e encerrará um seminário de empresas que buscam negócio e parceiros na China, inaugurado hoje, antes de se reunir com o presidente Hu Jintao.

Na quarta-feira, Dilma se reunirá com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), Wu Bangguo, antes de viajar para a ilha chinesa de Hainan (sul) para participar da cúpula dos Brics (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul).

Na abertura do seminário de negócios com empresas brasileiras e chinesas, em paralelo à chegada da presidente, o vice-ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, destacou que "se se quer uma associação estratégica bilateral deve-se trabalhar conjuntamente".

O Brasil tem uma indústria importante e dinâmica, e existe a vontade política do Governo brasileiro de crescer nas vendas de produtos com mais valor agregado e o "win win" (benefício mútuo) é fundamental, disse à Agência Efe o vice-ministro.

No seminário também discursou o ministro de Indústria, Comércio Exterior e Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e as empresas destacaram a importância do apoio político de Dilma para vender para a China mais produtos de valor agregado, que o Brasil fabrica e o gigante asiático compra em outras partes do mundo.

A reunião, convocada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), braço do Governo para fomentar a exportação, quer abrir mercados, disse à Efe Teixeira, também secretário-executivo do Grupo de especialistas de Relações Exteriores, Fomento, Indústria e Comércio Exterior para a estratégia com a China.

Logo após chegar a Pequim, Dilma se reuniu, segundo a Chancelaria brasileira, com Ren Zhengfei, presidente de Huawei, gigante chinês de equipamentos de telecomunicações, presente no Brasil e em 13 países da América Latina e que compete com a ZTE, o outro gigante chinês do setor, após ter conquistado mercados de Ásia e África.

Em janeiro, a Telebrás rejeitou um recurso de apelação da Huawei, desqualificada em uma licitação para a banda larga, por não cumprir com o equipamento tecnológico apresentado nos requisitos solicitados.

A empresa chinesa diz sofrer uma campanha de desprestígio e contratou várias firmas de relações públicas para melhorar sua imagem por causa das dificuldades que enfrenta.

Também para entrar nos EUA, onde um funcionário do Ministério de Comércio chinês acusou Washington de utilizar preocupações de segurança nacional para "interferir" nos investimentos chineses ali (a Huawei tentou adquirir nesse país a 3Leaf Systems, ação que o Comitê Federal de Investimento Estrangeiro barrou).

No Brasil, a Huawei é o fornecedor líder de redes ópticas DSLAM, segundo na classificação de IP de Backbone da Telemar, participa das redes 3G (em cooperação com CTBC) e é o vendedor líder para a Telefónica Metro Ethernet.

Além disso, trabalha com operadores nacionais como Telemar, Brasil Telecom, Telefónica, Embratel, Vivo, Claro, TIM, Intelig, Telemig, CTBC Telecom e GVT, departamentos de Governo e grandes companhias financeiras, informa um comunicado oficial.

Fundada em 1987 por um ex-militar chinês, a Huawei conseguiu se associar com a maioria das empresas líderes de telecomunicações e lucrou mais de US$ 28 bilhões em 2010, graças a acordos na Europa, África e Oriente Médio, e na América Latina se transformou em um dos principais fornecedores.

Fonte: EFE

quinta-feira, 24 de março de 2011

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Governo cria Grupo China para definir estratégia de longo prazo com chineses

A corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja


Rio de Janeiro – A relação econômica com o mercado chinês, maior parceiro comercial do país, motivou o governo brasileiro a criar o Grupo China, reunindo técnicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A informação é do secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira.

É a primeira vez, segundo ele, que o governo cria um grupo interministerial com a função de estudar a relação comercial com um determinado país. “Isso foi comandado pelo ministro Fernando Pimentel [MDIC] e pelo ministro [Antonio] Patriota [MRE], por ordem direta da presidenta [Dilma Rousseff], para que se tenha um trabalho específico de buscar cooperação com a China”, afirmou.

Teixeira destacou que o mercado chinês representa um desafio em termos de parceria e na busca de nichos para exportação.“Estamos consolidando a formação do Grupo China dentro do governo, para termos uma estratégia especial, definida e de longo prazo. O Brasil se prepara, nos próximos anos, para ser uma das cinco maiores economias do mundo.”

Para ele, a situação chinesa demanda estratégias inovadoras de inserção comercial. “A China hoje é um fator diferente. Porque ela produz qualquer produto com a metade do custo da média mundial. Então isso é um problema para o Brasil e também para os outros países. Haverá setores que vão perder competitividade e podem ter problemas. É o caso de brinquedos, têxtil e vestuário. Só vamos conseguir ganhar mercado se nos especializarmos em nichos.”

O secretário participou do Projeto Carnaval da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), que transformou um camarote no Sambódromo do Rio em um verdadeiro ambiente de negócios, trazendo 150 empresários de diversos países para conversarem, de forma informal e descontraída, com empresários brasileiros do comércio exterior.

A corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 18 de março de 2011

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Chinesa JAC Motors inicia venda no país com 46 concessionárias

A chinesa JAC Motors abre hoje 46 concessionárias em 28 cidades brasileiras com a meta ambiciosa de vender 35 mil carros até o final deste ano e conquistar 1% de participação de mercado.


Para atingir esse objetivo, os investimentos chegam a R$ 380 milhões, dos quais R$ 145 milhões em mídia, incluindo uma campanha com o apresentador Fausto Silva.

A "garantia de parachoque a parachoque" de seis anos, nas palavras de Sergio Habib, presidente do grupo SHC, importador oficial da marca, é outro diferencial, já que inclui todos os itens do carro que apresentem defeito de fabricação nesse período.

"O maior problema para qualquer marca nova se implantar no Brasil é a rede de distribuição", afirma o empresário, que foi responsável também pela chegada da francesa Citroën.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

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Governo cria grupo técnico para definir estratégia sobre China

A relação econômica com o mercado chinês, maior parceiro comercial do país, motivou o governo brasileiro a criar o Grupo China, reunindo técnicos do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A informação é do secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira.


É a primeira vez, segundo ele, que o governo cria um grupo interministerial com a função de estudar a relação comercial com um determinado país. "Isso foi comandado pelo ministro Fernando Pimentel [Desenvolvimento] e pelo ministro [Antonio] Patriota [Relações Exteriores], por ordem direta da presidenta [Dilma Rousseff], para que se tenha um trabalho específico de buscar cooperação com a China", afirmou.

Teixeira destacou que o mercado chinês representa um desafio em termos de parceria e na busca de nichos para exportação."Estamos consolidando a formação do Grupo China dentro do governo, para termos uma estratégia especial, definida e de longo prazo. O Brasil se prepara, nos próximos anos, para ser uma das cinco maiores economias do mundo."

Para ele, a situação chinesa demanda estratégias inovadoras de inserção comercial. "A China hoje é um fator diferente. Porque ela produz qualquer produto com a metade do custo da média mundial. Então isso é um problema para o Brasil e também para os outros países. Haverá setores que vão perder competitividade e podem ter problemas. É o caso de brinquedos, têxtil e vestuário. Só vamos conseguir ganhar mercado se nos especializarmos em nichos."

O secretário participou do Projeto Carnaval da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), que transformou um camarote no Sambódromo do Rio em um verdadeiro ambiente de negócios, trazendo 150 empresários de diversos países para conversarem, de forma informal e descontraída, com empresários brasileiros do comércio exterior.

A corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

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Romance brasileiro emociona leitores chineses

No mercado de publicações infanto-juvenis de 2010 na China, um romance brasileiro chamou a atenção dos leitores. A CCTV, Televisão Central da China, apresentou a obra em seu programa Leitura Diária e o Mês de Leitura de Shenzhen e o 4º Fórum chinês da leitura infanto-juvenil do século XXI colocaram esse romance brasileiro na lista de livros recomendados. A história foi classificada ainda como um dos dez livros infanto-juvenis do ano de 2010.
Trata-se do romance Meu Pé de Laranja Lima, de autoria de José Mauro de Vasconcelos.


O jornal Educação da China publicou dia 13 de janeiro, a lista dos 100 livros que mais influenciaram os professores em 2010. O romance brasileiro Meu Pé de Laranja Lima, foi um dos 15 livros da categoria "Ciência Humana".

Recentemente a versão chinesa do romance brasileiro foi incluída também em outro ranking, o de prioridades recomendadas para as bibliotecas rurais 2010-2011 pela Administração Geral da Imprensa e Publicação da China.

O redator da versão chinesa da Editora Tiantian, uma editora voltada à literatura infanto-juvenil na China, Wang Yonghong, disse que a leitura é um hábito seu de muitos anos e poucas obras o fizeram chorar. Mas, lendo Meu Pé de Laranja Lima, ficou tão emocionado que não segurou as lágrimas. "O sucesso de uma obra está na criação de personagens impressionantes. O Meu Pé de Laranja criou com sucesso a figura de uma criança, que é inesquecível para os leitores, e apresentou o mundo infantil a partir das perspectivas da criança", disse Wang.


Na apresentação crítica da versão chinesa do livro, a diretora de cinema de Taiwan, Chen Yingrong, nascida pós os anos 80, escreveu: "Aos 9 anos, conheci Zezé, que me contou uma história de ternura e tristeza; aos 19 anos, reencontrei-me com Zezé, que me contou uma história de ternura e coragem; Agora, aos meus 29 anos, Zezé me contou uma história de ternura e tolerância. Leitores de diferentes idades podem ler diferentes teores da história de Zezé, o menino de 5 anos."

Na Escola Primária Jiangbi, cidade de Yiwu, província chinesa de Zhejiang, a professora, Yang Shouxian, organizou uma discussão sobre a obra, convidando seus alunos a ler o romance junto com os pais. A professora disse: "Recomendei o livro a meus alunos e a seus pais. O amor e a firmeza do menino Zezé são o que as crianças de nossa época necessitam."


Xiao Keyang, um aluno do terceiro ano dessa escola, disse que Zezé, especialmente o episódio em que ele compra uma prenda para o pai, o emocionou muito. Falou a nossa reportagem: "Zezé é um menino bondoso e de coração puro, apesar de muitas pessoas não o verem com bons olhos. Uma vez, ele provocou, sem pensar, a fúria do pai e, para pedir desculpas, foi engraxar sapatos para comprar um presente para o pai. Por isso, acho que ele é um menino muito legal."

Muitos leitores-pais vêem em Zezé a sombra de seus próprios filhos e ficaram impressionados com a história entre Zezé e Portuga. "Algumas vezes, quando estamos de mau humor, costumamos dizer aos nossos menino: Saia da minha frente! Não me chateie! Lendo este romance, comecei a pensar nos sentimentos das crianças e que elas necessitam da ternura. Com amor e ternura, crescem feliz e saudavelmente."


Além da ingenuidade de Zezé, o romance mostra uma realidade cruel da vida do menino. Juntamente com a morte de Portuga, o mundo encantado se desmorona. Mas, Zezé, "menino crescido", continua guardando um mundo de fantasia por seu irmãozinho, com toda a ternura. O comentarista de literatura infanto-juvenil, Wang Quan´gen, considera que todas as crianças têm seus próprios sonhos. Apesar de estarem normalmente muito afastados da realidade, todos os sonhos têm seu valor e representam uma força significativa no crescimento das crianças. Ele disse: "A vida real é utilitarista. Como os pais entendem seus filhos e vice-versa? Esta é uma importante questão na comunicação entre pessoas de diferentes faixas etárias. O romance brasileiro nos deu inspirações proveitosas."

Zezé, um menino brasileiro, sente a ternura, retribui o amor a outros e transmite esse amor para os leitores chineses, tal como o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao disse: "Sem amor, não haverá educação, nem a moral e nem nada."

Fonte: CRI On Line

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

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Embraer vende jatos à chinesa CDB Leasing em negócio de US$ 400 mi

A Embraer fechou contrato para a venda de dez jatos modelo EMBRAER 190 para a empresa chinesa de financiamento e aluguel (leasing) de aeronaves CLC.


Os jatos serão operados pela China Southern, maior companhia aérea da China e terceira maior do mundo. A primeira entrega está programada para o segundo semestre de 2011.

Em dezembro de 2009, a Embraer e a CLC assinaram um memorando de entendimentos para criar oportunidades de financiamento para as aeronaves da fabricante brasileira na China e em outros países. A CLC é controlada pelo Banco de Desenvolvimento da China.

A China Southern já era cliente da Embraer desde 2004. A companhia opera seis jatos regionais da fabricante brasileira, no modelo ERJ 145 (de 37 a 50 assentos).

Com o novo pedido, sobe para 29 as encomendas firmes do modelo EMBRAER 190 (de até 106 lugares), a serem entregues nos próximos anos.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

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Documentos revelam críticas do Brasil à China

Telegramas da diplomacia americana divulgados ontem pelo WikiLeaks revelam um pouco conhecido mal-estar entre Brasil e China. Um documento de 15 de abril de 2009 enviado pelo consulado americano em Xangai detalha como o Brasil estaria insatisfeito com os chineses e preocupado com o avanço de Pequim em áreas como a mineração e o petróleo no País.

Os temores sobre a presença da China na América Latina também são registrados em conversas com diplomatas argentinos e mexicanos. No caso do Brasil, as reclamações foram feitas pelo cônsul brasileiro em Xangai, Marcos Caramuru de Paiva. "Os chineses não entendem e não tentam entender as regulações e o mercado brasileiro", afirmou o cônsul. "Investidores chineses acham que a América Latina e a África são a mesma coisa."

"A estratégia da China é muito clara: está fazendo todo o possível para controlar o abastecimento de commodities", disse Caramuru, lembrando do acordo entre China e Petrobras no valor de US$ 10 bilhões para a compra de petróleo brasileiro.

O cônsul conta como o governo chinês está incentivando empresas locais a investir no Brasil. Até 70% dessas operações iniciais receberiam financiamento direto do Estado. Mas, segundo Caramuru, essas empresas não entendem as leis, os impostos e a burocracia brasileira.

Fonte: Jornal Estado de S. Paulo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

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Brasil supera China e atrai mais investimentos no setor imobiliário

Segundo pesquisa com investidores estrangeiros, maior potencial de valorização em 2011 está nos Estados Unidos.



WASHINGTON - O Brasil superou a China na preferência dos investidores estrangeiros no setor imobiliário, segundo uma pesquisa da associação internacional do setor, com sede em Washington.

Na pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire, na sigla em inglês), o Brasil apareceu como o mercado emergente mais promissor de 2011, e o quarto lugar no ranking geral dos países com mais chances de valorização.

Os Estados Unidos, país onde os preços dos imóveis desabaram com a crise econômica, lideraram a lista, com mais de 65% das opiniões dos investidores - seis vezes mais do que a China.

"À medida que os temores de uma recessão dupla são afastados, os investidores se revelam mais e mais entusiasmados com os prospectos para a economia americana", disse o diretor-executivo da Afire, James Fetgatter.

"Mas eles não estão diversificando os seus investimentos em todo o país, e sim focando em cidades como Nova York e Washington, ainda mais do que nos anos anteriores."

As duas cidades americanas apareceram como os dois alvos prediletos dos investimentos estrangeiros, seguidos por Londres, Paris e Xangai.

Os participantes da pesquisa controlam mais de US$ 627 bilhões (valor equivalente a mais de R$ 1 bilhão) em ativos imobiliários em todo o mundo - cerca de 40% deste valor dentro dos EUA.

O presidente da associação, Ian Hawksworth, disse que para 2011 os investidores se mostraram muito mais dispostos a diversificar seus investimentos, o que beneficiou os mercados emergentes.

O Brasil foi citado pela primeira vez na pesquisa em 2009. No ano passado, o mercado brasileiro ficou atrás do chinês entre os mercados emergentes, empatado com a Índia. Da lista constam ainda o Vietnã e o México.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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Estatal chinesa conclui compra de 7 empresas de energia no Brasil

A estatal SGCC (State Grid Corporation of China), a maior companhia elétrica do país asiático, anunciou ter completado a compra, por US$ 989 milhões (R$ 1,68 bilhão), de sete empresas brasileiras do setor, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias Xinhua.



As sete concessionárias de transmissão elétrica que a SGCC adquiriu eram controladas por um consórcio das espanholas Cobra, Elecnor e Isolux.

A Comissão para a SASAC (Supervisão e Administração de Bens Estatais, encarregada de administrar as empresas estatais chinesas), disse em seu site que espera que a aquisição gere receitas anuais de US$ 110 milhões (R$ 187 milhões) e que, graças à compra, os produtos electromecânicos chineses consigam entrar no mercado da América do Sul.

O vice-presidente da SGCC, Shu Yinbiao, afirmou no Rio de Janeiro que o estabelecimento de uma filial de sua empresa no Brasil ressalta a confiança que sua companhia tem no mercado brasileiro.

Shu também disse que a SGCC colaborará de diversas maneiras com as empresas brasileiras que também investem em energia, para promover o desenvolvimento da indústria energética dos dois países.

Com o fechamento da compra, a SGCC obtém direitos de exploração da energia durante 30 anos, tempo que poderá ser prorrogado por outros 20 se as autoridades brasileiras permitem.

Este é o segundo maior investimento que a companhia chinesa faz no exterior. No ano passado, a empresa pagou US$ 3,95 bilhões (R$ 6,74 bilhões) para adquirir licenças de transmissão de energia nas Filipinas por 25 anos.

Fonte: Folha.com