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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
0 comentáriosMatrículas abertas para o primeiro semestre de 2012 na melhor escola do Brasil especilizada em Mandarim
Excelente oportunidade para quem quer aprender o idioma mais falado do mundo.
A Escola Mandarim, a primeira e melhor escola especializada na língua e na cultura chinesa, está com matrículas abertas para o primeiro semestre de 2012.
Aprender chinês é mais do falar outro idioma, é se preparar para o futuro.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
0 comentáriosFaltam passagens na China para comemorar Ano Novo do Dragão
Há estimativa de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos nos próximos dias. Ano Novo chinês, em 2012, cai em 23 de janeiro.
A China inicia neste domingo (8) oficialmente a alta temporada de viagens por ocasião do Ano Novo do Dragão, com estimativas de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos, mas a celebração começou marcada pelo caos e frustração devido à falta de passagens de trem.
Entre 8 de janeiro e 16 de fevereiro - 40 dias antes e depois do Ano Novo chinês, que dessa vez cai em 23 de janeiro -, o governo prevê um deslocamento maciço ainda maior que em anos passados. A tradição chinesa manda que as pessoas voltem para casa nesta época para comemorar com a família.
Por isso, desde o início de janeiro, milhões de chineses, especialmente estudantes e migrantes, se aglomeram nas estações de trem - meio de transporte mais barato no país - para conseguir uma passagem de volta para a cidade natal nesta data especial do calendário chinês, que neste ano é simbolizado pelo dragão.
No entanto, desde que o governo autorizou em dezembro a venda de passagens pela internet e por telefone, esse êxodo pode ser notado não apenas nas longas filas nas estações, mas também no congestionamento dos sites e telefones que comercializam as passagens.
"Desde 1º de janeiro, venho tentado comprar um bilhete de trem por telefone e pela internet, mas em nenhum dos dois casos tive êxito. Por telefone, quando finalmente me atenderam, foi só para dizer que não havia passagens. Pela internet, a linha está sempre congestionada", conta à Agência Efe a jovem Lin Li, de 23 anos.
Como muitos dos cidadãos chineses, ela se mostra descontente com o novo serviço de venda de passagens ferroviárias na China. Sua esperança é conseguir comprar algum bilhete revendido. "Por enquanto é minha única opção".
A imprensa local divulgou nesta semana a carta que um imigrante chinês enviou ao jornal "Wenzhou Metropolitan Daily" para se queixar da ineficácia do novo sistema de venda de passagens que dificulta o direito dos migrantes a comprá-las.
"Comprar um bilhete de trem é como ganhar na loteria", escreve Huang Qinghong em sua carta. Ele lembra que, há alguns anos, bastava se levantar cedo e fazer fila para comprar, mas critica o fato de que, neste ano, a venda online é muito complicada e injusta. "Sequer temos o direito de comprar um bilhete".
Huang, de 37 anos, funcionário de uma fábrica em Wenzhou, diz que foi quatro vezes à estação, todas em vão. Segundo ele, dos 40 operários com quem trabalha, só um conseguiu adquirir uma passagem, por telefone.
"Nosso chefe se solidariza conosco e tenta nos ajudar a comprar pela internet, mas também não consegue. Em nosso tempo livre, na hora de almoço, tentamos comprar por telefone, mas só um de nós conseguiu um bilhete", detalha Huang.
Após publicar sua história, o jornal da cidade de Wenzhou, que recebeu a carta, obteve uma passagem de avião para que Huang possa voltar para casa.
Uma pesquisa divulgada na imprensa chinesa mostra que, dos 40.072 entrevistados, 61,5% consideram difícil comprar bilhetes de trem porque as ferrovias na China são insuficientes, e 31,5% acham que a revenda de passagens só complica a situação.
Apesar de todas as dificuldades, o Ministério de Ferrovias da China prevê que as viagens nessa época do ano aumentarão 6,1% em relação a 2011, e que, durante o período de festas, os trens transportarão 5,88 milhões de pessoas por dia.
Em regiões de alta atividade econômica como Xangai, Pequim e Cantão, a estimativa é que os deslocamentos aumentem cerca de 10% em relação ao ano passado.
Fonte: G1
A China inicia neste domingo (8) oficialmente a alta temporada de viagens por ocasião do Ano Novo do Dragão, com estimativas de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos, mas a celebração começou marcada pelo caos e frustração devido à falta de passagens de trem.
Entre 8 de janeiro e 16 de fevereiro - 40 dias antes e depois do Ano Novo chinês, que dessa vez cai em 23 de janeiro -, o governo prevê um deslocamento maciço ainda maior que em anos passados. A tradição chinesa manda que as pessoas voltem para casa nesta época para comemorar com a família.
Por isso, desde o início de janeiro, milhões de chineses, especialmente estudantes e migrantes, se aglomeram nas estações de trem - meio de transporte mais barato no país - para conseguir uma passagem de volta para a cidade natal nesta data especial do calendário chinês, que neste ano é simbolizado pelo dragão.
No entanto, desde que o governo autorizou em dezembro a venda de passagens pela internet e por telefone, esse êxodo pode ser notado não apenas nas longas filas nas estações, mas também no congestionamento dos sites e telefones que comercializam as passagens.
"Desde 1º de janeiro, venho tentado comprar um bilhete de trem por telefone e pela internet, mas em nenhum dos dois casos tive êxito. Por telefone, quando finalmente me atenderam, foi só para dizer que não havia passagens. Pela internet, a linha está sempre congestionada", conta à Agência Efe a jovem Lin Li, de 23 anos.
Como muitos dos cidadãos chineses, ela se mostra descontente com o novo serviço de venda de passagens ferroviárias na China. Sua esperança é conseguir comprar algum bilhete revendido. "Por enquanto é minha única opção".
A imprensa local divulgou nesta semana a carta que um imigrante chinês enviou ao jornal "Wenzhou Metropolitan Daily" para se queixar da ineficácia do novo sistema de venda de passagens que dificulta o direito dos migrantes a comprá-las.
"Comprar um bilhete de trem é como ganhar na loteria", escreve Huang Qinghong em sua carta. Ele lembra que, há alguns anos, bastava se levantar cedo e fazer fila para comprar, mas critica o fato de que, neste ano, a venda online é muito complicada e injusta. "Sequer temos o direito de comprar um bilhete".
Huang, de 37 anos, funcionário de uma fábrica em Wenzhou, diz que foi quatro vezes à estação, todas em vão. Segundo ele, dos 40 operários com quem trabalha, só um conseguiu adquirir uma passagem, por telefone.
"Nosso chefe se solidariza conosco e tenta nos ajudar a comprar pela internet, mas também não consegue. Em nosso tempo livre, na hora de almoço, tentamos comprar por telefone, mas só um de nós conseguiu um bilhete", detalha Huang.
Após publicar sua história, o jornal da cidade de Wenzhou, que recebeu a carta, obteve uma passagem de avião para que Huang possa voltar para casa.
Uma pesquisa divulgada na imprensa chinesa mostra que, dos 40.072 entrevistados, 61,5% consideram difícil comprar bilhetes de trem porque as ferrovias na China são insuficientes, e 31,5% acham que a revenda de passagens só complica a situação.
Apesar de todas as dificuldades, o Ministério de Ferrovias da China prevê que as viagens nessa época do ano aumentarão 6,1% em relação a 2011, e que, durante o período de festas, os trens transportarão 5,88 milhões de pessoas por dia.
Em regiões de alta atividade econômica como Xangai, Pequim e Cantão, a estimativa é que os deslocamentos aumentem cerca de 10% em relação ao ano passado.
Fonte: G1
domingo, 1 de janeiro de 2012
0 comentáriosFeliz 2012!!! Imagens para motivar viagens nesse novo ano...
Escolhemos algumas imagens desse mundo maravilhoso que vivemos para motivar viagens em 2012... Comece a se planejar!!!
Agradecemos a equipe do Yahoo e à CRI On Line pelas imagens...
FELIZ ANO NOVO!!!
Equipe Escola Mandarim
Agradecemos a equipe do Yahoo e à CRI On Line pelas imagens...
FELIZ ANO NOVO!!!
Equipe Escola Mandarim
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
0 comentáriosCidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e Olimpíadas esperam cooperar com a China
O assessor especial da Subchefia de Assuntos Federativos, ligada à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil, Alberto Kleiman, disse recentemente em Sanya, sul da China, que as cidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e das Olimpíadas querem cooperar com a China.
O assessor lembrou que, no ano passado, o Brasil enviou uma delegação de cidades para a Expo Shanghai, que se reuniu com investidores chineses para que eles invistam, por exemplo, em construção, em cidades da Copa do Mundo 2014. Além disso, existe uma possibilidade de Beijing, que acumulou experiência na organização da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, estabelecer uma relação com o Rio de Janeiro, que sediará os Jogos em 2016, visto que as duas cidades são cidades-irmãs. Além disso, o assessor disse esperar que os turistas chineses venham em grande número aos dois eventos que serão realizados no Brasil.
Sobre a cooperação de nível regional entre os dois países, Kleiman citou os números da Associação de Amizade do Povo Chinês com o Exterior, dizendo que existem 48 pares de cidades e províncias/estados dos dois países com relação de cooperação, mas que muitas delas não estão ativas. No entanto, um exemplo dessa relação é o estado brasileiro da Bahia. Segundo o funcionário, o governador do estado virá à China ainda este mês para promover as relações. O estado da Bahia atualmente têm relações de cooperação amistosa com as regiões provinciais chinesas de Shandong (leste) e Chongqing (sul). Por outro lado, este ano cinco governadores brasileiros vieram ou virão à China.
O funcionário apontou que o Brasil recebe com bons olhos o investimento direto chinês em favor da infraestrutura produtiva, quer dizer, o país não deve só importar produtos chineses, mas deseja que as empresas chinesas se instalem no Brasil oferecendo emprego, visto que a China tem muitos setores competitivos. Por isso, essa relação tem que ser mais equilibrada. Em relação à infraestrutura, como portos e aeroportos, sempre há oportunidades no Brasil para companhias chinesas, explicou.
No entender do Brasil, disse o funcionário, a relação com a China precisa ter maior complementaridade produtiva em vez de competição produtiva, além de transferência mútua de tecnologia, como nas áreas de fabricação de aviões pela Embraer na China, e no campo aeroespacial e de lançamento de satélites, entre outros.
Quanto à diversificação do comércio exterior entre os dois países, o funcionário apontou que seu país quer exportar mais produtos agropecuários e de alto valor agregado à China. "Não há nenhum mal para o Brasil exportar produtos agrícolas e minerais ao país asiático, mas que pelo menos os produtos tenham um valor agregado maior. O Brasil não quer se tornar um mero país exportador de matéria-prima", disse.
Sobre as relações culturais entre os dois países, o funcionário brasileiro disse concordar que as relações bilaterais não devem se resumir e se limitar a relações econômicas e comerciais. O Brasil tem um rica cultura, mas que não é conhecida amplamente na China, enquanto os brasileiros sempre falam em crescimento econômco quando se referem à China e conhecem muito pouco de sua diversidade cultural. O funcionário assinalou que as relações governamentais não se devem direcionadas apenas por assuntos econômicos e comerciais, sugerindo que as cidades e estados criem centros culturais, através dos quais "o Brasil fique na China e a China fique no Brasil".
Fonte: Agência Xinhua
O assessor lembrou que, no ano passado, o Brasil enviou uma delegação de cidades para a Expo Shanghai, que se reuniu com investidores chineses para que eles invistam, por exemplo, em construção, em cidades da Copa do Mundo 2014. Além disso, existe uma possibilidade de Beijing, que acumulou experiência na organização da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, estabelecer uma relação com o Rio de Janeiro, que sediará os Jogos em 2016, visto que as duas cidades são cidades-irmãs. Além disso, o assessor disse esperar que os turistas chineses venham em grande número aos dois eventos que serão realizados no Brasil.
Sobre a cooperação de nível regional entre os dois países, Kleiman citou os números da Associação de Amizade do Povo Chinês com o Exterior, dizendo que existem 48 pares de cidades e províncias/estados dos dois países com relação de cooperação, mas que muitas delas não estão ativas. No entanto, um exemplo dessa relação é o estado brasileiro da Bahia. Segundo o funcionário, o governador do estado virá à China ainda este mês para promover as relações. O estado da Bahia atualmente têm relações de cooperação amistosa com as regiões provinciais chinesas de Shandong (leste) e Chongqing (sul). Por outro lado, este ano cinco governadores brasileiros vieram ou virão à China.
O funcionário apontou que o Brasil recebe com bons olhos o investimento direto chinês em favor da infraestrutura produtiva, quer dizer, o país não deve só importar produtos chineses, mas deseja que as empresas chinesas se instalem no Brasil oferecendo emprego, visto que a China tem muitos setores competitivos. Por isso, essa relação tem que ser mais equilibrada. Em relação à infraestrutura, como portos e aeroportos, sempre há oportunidades no Brasil para companhias chinesas, explicou.
No entender do Brasil, disse o funcionário, a relação com a China precisa ter maior complementaridade produtiva em vez de competição produtiva, além de transferência mútua de tecnologia, como nas áreas de fabricação de aviões pela Embraer na China, e no campo aeroespacial e de lançamento de satélites, entre outros.
Quanto à diversificação do comércio exterior entre os dois países, o funcionário apontou que seu país quer exportar mais produtos agropecuários e de alto valor agregado à China. "Não há nenhum mal para o Brasil exportar produtos agrícolas e minerais ao país asiático, mas que pelo menos os produtos tenham um valor agregado maior. O Brasil não quer se tornar um mero país exportador de matéria-prima", disse.
Sobre as relações culturais entre os dois países, o funcionário brasileiro disse concordar que as relações bilaterais não devem se resumir e se limitar a relações econômicas e comerciais. O Brasil tem um rica cultura, mas que não é conhecida amplamente na China, enquanto os brasileiros sempre falam em crescimento econômco quando se referem à China e conhecem muito pouco de sua diversidade cultural. O funcionário assinalou que as relações governamentais não se devem direcionadas apenas por assuntos econômicos e comerciais, sugerindo que as cidades e estados criem centros culturais, através dos quais "o Brasil fique na China e a China fique no Brasil".
Fonte: Agência Xinhua
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
0 comentáriosO Ano do Dragão - Artigo
Texto de Roberto Luis Troster, consultor e doutor em economia pela USP, foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP, Mackenzie e PUC-SP.
"O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.
O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.
Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.
Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.
No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.
A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.
Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.
A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.
O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.
A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.
Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).
No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!"
Fonte: Valor Econômico
"O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.
O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.
Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.
Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.
No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.
A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.
Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.
A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.
O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.
A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.
Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).
No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!"
Fonte: Valor Econômico
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
0 comentáriosGuinness confirma na China maior jardim botânico medicinal do mundo
Um jardim botânico medicinal na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, sudoeste da China, foi confirmado pelo Guinness World Records como o maior do seu tipo no mundo, declarou hoje um funcionário do jardim.
Com uma área de 202 hectares, o jardim comprovadamente possui a maior variedade de plantas medicinais e a maior área cultivada de plantas medicinais no mundo.
A instituição preserva mais de 6 mil tipos de plantas medicinais vivas (incluindo mais de 100 espécies em risco de extinção e mais de 30 tipos novos), mais de 3,2 mil tipos de sementes de plantas medicinais e 100 mil imagens.
O departamento de saúde de Guangxi construiu o jardim em 1959 com o objetivo de cultivar, coletar e preservar plantas medicinais e realizar pesquisas.
Espera-se que o jardim se transforme em uma base internacional avançada de conservação de plantas medicinais e um centro de cultura e ciência da medicina tradicional chinesa.
Guangxi é uma das regiões provinciais menos desenvolvidas da China, mas é conhecida pela grande variedade de medicamentos fitoterápicos e culturas das minorias étnicas Zhuang e Yao.
Fonte: Agencia Xinhua
Com uma área de 202 hectares, o jardim comprovadamente possui a maior variedade de plantas medicinais e a maior área cultivada de plantas medicinais no mundo.
A instituição preserva mais de 6 mil tipos de plantas medicinais vivas (incluindo mais de 100 espécies em risco de extinção e mais de 30 tipos novos), mais de 3,2 mil tipos de sementes de plantas medicinais e 100 mil imagens.
O departamento de saúde de Guangxi construiu o jardim em 1959 com o objetivo de cultivar, coletar e preservar plantas medicinais e realizar pesquisas.
Espera-se que o jardim se transforme em uma base internacional avançada de conservação de plantas medicinais e um centro de cultura e ciência da medicina tradicional chinesa.
Guangxi é uma das regiões provinciais menos desenvolvidas da China, mas é conhecida pela grande variedade de medicamentos fitoterápicos e culturas das minorias étnicas Zhuang e Yao.
Fonte: Agencia Xinhua
Produção industrial da China tem menor expansão em 2 anos
A produção industrial da China cresceu no menor ritmo em mais de dois anos e a inflação desabou em novembro, com a piora das condições econômicas, gerando expectativa de que Pequim adote mais estímulos monetários.
Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que a expansão da produção industrial desacelerou para 12,4% no mês passado --a menor taxa desde agosto de 2009--, abaixo da previsão de 12,8%.
A inflação anual na China tombou em novembro para 4,2%, o menor nível desde setembro de 2010 e ligeiramente abaixo das expectativas. Foi a primeira vez desde fevereiro que a inflação ficou abaixo em menos de 5%.
A inflação tem caído rapidamente desde julho, quando atingiu 6,5%, o maior patamar em três anos. Esse esfriamento permitiu que Pequim mudasse sua posição de política monetária para oferecer apoio à economia, especialmente porque a alta dos preços está agora mais perto da meta de 4% para 2011 como um todo.
As vendas no varejo aumentaram 17,3% em relação a um ano atrás, ligeiramente ultrapassando o ritmo de 17,2% registrado em outubro e contrariando economistas, que esperavam desaceleração para 16,9%.
O crescimento econômico da China desacelerou em três trimestres consecutivos e economistas esperam amplamente que a expansão de 2012 fique abaixo de 9% pela primeira vez desde 2001, conforme o país sente o impacto da crise de dívida da zona do euro e do enfraquecimento da demanda vinda dos Estados Unidos.
O Gabinete Político do Partido Comunista, a principal instância dirigente do país, afirmou que o governo da China continuará a aplicar uma política monetária "prudente" e uma política orçamentária de apoio à economia em 2012, informou a agência oficial Xinhua.
O anúncio precede uma reunião sobre a política econômica que o próprio Gabinete Político convocou para a próxima quarta-feira.
Fonte: Folha.com
Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que a expansão da produção industrial desacelerou para 12,4% no mês passado --a menor taxa desde agosto de 2009--, abaixo da previsão de 12,8%.
A inflação anual na China tombou em novembro para 4,2%, o menor nível desde setembro de 2010 e ligeiramente abaixo das expectativas. Foi a primeira vez desde fevereiro que a inflação ficou abaixo em menos de 5%.
A inflação tem caído rapidamente desde julho, quando atingiu 6,5%, o maior patamar em três anos. Esse esfriamento permitiu que Pequim mudasse sua posição de política monetária para oferecer apoio à economia, especialmente porque a alta dos preços está agora mais perto da meta de 4% para 2011 como um todo.
As vendas no varejo aumentaram 17,3% em relação a um ano atrás, ligeiramente ultrapassando o ritmo de 17,2% registrado em outubro e contrariando economistas, que esperavam desaceleração para 16,9%.
O crescimento econômico da China desacelerou em três trimestres consecutivos e economistas esperam amplamente que a expansão de 2012 fique abaixo de 9% pela primeira vez desde 2001, conforme o país sente o impacto da crise de dívida da zona do euro e do enfraquecimento da demanda vinda dos Estados Unidos.
O Gabinete Político do Partido Comunista, a principal instância dirigente do país, afirmou que o governo da China continuará a aplicar uma política monetária "prudente" e uma política orçamentária de apoio à economia em 2012, informou a agência oficial Xinhua.
O anúncio precede uma reunião sobre a política econômica que o próprio Gabinete Político convocou para a próxima quarta-feira.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
0 comentáriosHutong de Nanluoguxiang colorido
Nanluoguxiang, uma viela muito famosa em Beijing, tem uma história de 800 anos. No passado, era igual a outros hutongs, tudo cinza. Paredes cinza e telhados cinza. O hutong testemunhou a visita de Marco Pólo e a passagem da última imperatriz da China. Hoje em dia, em vez de apenas uma cor monótona, Nanluoguxiang é mais colorida, com muitas lojinhas e cafeteiras, que enriquecem a cor dessa viela antiga.
Em Nanluoguxiang, descobrimos uma loja de cor amarela, cuja dona é a tibetana Zhaxinima. Ela nomeou a loja de artigos tibetanos de "Amala". Zhaxinima, que chegou a Beijing há três meses, disse que o souvenir mais procurado pelos estrangeiros é a tigela da tranquilidade, que é feita de bronze. Com a tigela na palma da mão esquerda, se move uma vara de madeira ao longo de sua margem no sentido horário, produzindo, assim, um som bonito que transmite para muito longe.
Segundo Zhaxinima, amarela é a cor que representa a dignidade e a reputação no budismo tibetano. Por isso, a decoração da loja "Amala" é em amarelo. Enquanto isso, na loja de roupa "Initial", o branco é a cor principal – no chão, no teto e na parede. O dono da loja, Heva, nos deu um cartão de visita, muito limpo, sem muitas palavras. Segundo ele, a intenção de abrir a loja não é ganhar dinheiro, mas sim criar sua própria marca e deixar uma sensação especial aos visitantes.
"Temos uma equipe de estilistas vinda de Hong Kong. Nanluoguxiang é uma viela antiga com 800 anos de história, mas nossas decorações internas são modernas. Queremos mostrar um choque entre a moda e o clássico."
Saindo do "Initial", chegamos a uma cafeteira que se chama "Nilv", onde há um piano e um tambor. Segundo a dona, Chen Yan, clientes chineses e estrangeiros gostam de fazer festa aqui, acompanhada de jazz.
"Nossa cafeteira tem as cores do arco-íris, é bem colorida. Nosso coquetel é muito bom e promovemos novos tipos todos os dias. Só no cardápio há 50 opções."
Chen Yan e seu marido operam essa cafeteira há quatro anos. Suspensos no teto, diversos guarda-chuvas no estilo chinês, que refletem a luz dos coquetéis coloridos na mesa, atraindo os olhos dos clientes. Chen Yan destaca que arco-íris é a cor da cafeteira e também de Nanluoguxiang.
Para os estrangeiros, os bares e cafeteiras aí têm um encanto peculiar. Nesta rua encontramos uma moça italiana, Alesandra, que mora na China há 3 anos. Ela tem uma sensação especial sobre a cor de Nanluoguxiang.
"Às vezes, a luz nos bares parece cor de rosa, às vezes tudo em preto. Se você combina essas duas cores, Nanluoguxiang parece ter cor de violeta."
Nanluoguxiang, um dos quarteirões mais antigos de Beijing, deixa uma memória vivida entre os visitantes. A viela está abraçando os visitantes de todo o mundo com uma visão mais aberta e tolerante.
Fonte: CRI On Line
Em Nanluoguxiang, descobrimos uma loja de cor amarela, cuja dona é a tibetana Zhaxinima. Ela nomeou a loja de artigos tibetanos de "Amala". Zhaxinima, que chegou a Beijing há três meses, disse que o souvenir mais procurado pelos estrangeiros é a tigela da tranquilidade, que é feita de bronze. Com a tigela na palma da mão esquerda, se move uma vara de madeira ao longo de sua margem no sentido horário, produzindo, assim, um som bonito que transmite para muito longe.
Segundo Zhaxinima, amarela é a cor que representa a dignidade e a reputação no budismo tibetano. Por isso, a decoração da loja "Amala" é em amarelo. Enquanto isso, na loja de roupa "Initial", o branco é a cor principal – no chão, no teto e na parede. O dono da loja, Heva, nos deu um cartão de visita, muito limpo, sem muitas palavras. Segundo ele, a intenção de abrir a loja não é ganhar dinheiro, mas sim criar sua própria marca e deixar uma sensação especial aos visitantes.
"Temos uma equipe de estilistas vinda de Hong Kong. Nanluoguxiang é uma viela antiga com 800 anos de história, mas nossas decorações internas são modernas. Queremos mostrar um choque entre a moda e o clássico."
Saindo do "Initial", chegamos a uma cafeteira que se chama "Nilv", onde há um piano e um tambor. Segundo a dona, Chen Yan, clientes chineses e estrangeiros gostam de fazer festa aqui, acompanhada de jazz.
"Nossa cafeteira tem as cores do arco-íris, é bem colorida. Nosso coquetel é muito bom e promovemos novos tipos todos os dias. Só no cardápio há 50 opções."
Chen Yan e seu marido operam essa cafeteira há quatro anos. Suspensos no teto, diversos guarda-chuvas no estilo chinês, que refletem a luz dos coquetéis coloridos na mesa, atraindo os olhos dos clientes. Chen Yan destaca que arco-íris é a cor da cafeteira e também de Nanluoguxiang.
Para os estrangeiros, os bares e cafeteiras aí têm um encanto peculiar. Nesta rua encontramos uma moça italiana, Alesandra, que mora na China há 3 anos. Ela tem uma sensação especial sobre a cor de Nanluoguxiang.
"Às vezes, a luz nos bares parece cor de rosa, às vezes tudo em preto. Se você combina essas duas cores, Nanluoguxiang parece ter cor de violeta."
Nanluoguxiang, um dos quarteirões mais antigos de Beijing, deixa uma memória vivida entre os visitantes. A viela está abraçando os visitantes de todo o mundo com uma visão mais aberta e tolerante.
Fonte: CRI On Line
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
0 comentáriosConheça o papel mais antigo do mundo, o papel de Fangmatan
Em março de 1986, chuvas contínuas atingiram durante dias a zona florestal de Fangmatan, na cidade de Tianshui, província de Gansu, no noroeste da China. Deslizamentos de terra causados pela chuva levaram uma grande quantidade de barro para a área de alojamento dos empregados da floresta. Ao limpar o barro depois da chuva, eles descobriram inesperadamente um pedaço de papel de dois mil anos atrás. O artigo descoberto foi constatado como o papel mais antigo do mundo. Bem, hoje, vamos conhecer o papel de Fangmatan.
Fangmatan, traduzida literalmente como "praia de criar cavalos", tem um clima ameno e é rica em plantas. A região é famosa por ser um ótimo lugar para a criação de cavalos e era uma passagem importante da antiga "Rota da Seda". A história milenar deixou legados muito preciosos para Fangmatan. Após a chuva de 1986, foi descoberto um túmulo da época das dinastias de Qin (221 a.C.-206 a.C.) e Han (202 a.C.-220 d.C.), revelando uma história esquecida.
O calígrafo Mao Huimin, da cidade de Tianshui, participou dos trabalhos de escavação arqueológica do túmulo. Ele relembra a situação da época à Rádio Internacional da China:
"Depois que limparam o barro, os empregados da floresta viram um pequeno buraco embaixo, de onde transbordava água de cor cinzenta. Um responsável pela floresta escavou o buraco com as mãos e agarrou para fora um molho de tabuinhas de bambu (que eram antigamente usadas para a escrita chinesa). Os arqueólogos no local conservaram as relíquias e reportaram o descobrimento para as autoridades culturais."
As tabuinhas de bambu e um mapa desenhado em uma placa de madeira, descoberto ao mesmo tempo, foram constatados como patrimônios do período dos Estados Combatentes (475 a.C.- 221 a.C.). Com a importante descoberta, especialistas foram enviados para estudos arqueológicos em Fangmatan. Depois da inspeção, foram encontrados mais de cem túmulos antigos dentro de uma área de 10 mil metros quadrados.
Entre os artigos escavados, um pedaço de papel foi confirmado posteriormente como o papel de fibra vegetal mais antigo já conhecido do mundo. O diretor do Instituto de Proteção e Conservação de Relíquias Culturais da província de Gansu, He Shuangquan, foi um dos principais arqueólogos do trabalho. Ele lembra:
"No local da escavação, o papel estava coberto por terra e colocado no peito do dono do túmulo. Naquele momento, o objeto parecia um pedaço de seda. Mas, depois de limpar a terra, os trabalhadores observaram o artigo com microscópio e confirmaram que era um papel."
Os papéis são sempre finos e frágeis. Depois de permanecer enterrado por milênios, como está hoje o papel descoberto em Fangmatan? Qual foi sua função? Correspondentes da Rádio visitaram o Instituto de Arqueologia de Gansu. Lá, a relíquia, que tem o tamanho de uma tampa de bule, está disposta em uma caixa de vidro. Surpreendentemente, apesar de ter sido feito há dois mil anos, o papel não é muito diferente das folhas de papel de hoje. O desenho de montanhas e rios em linhas ainda é claro. Depois de comparar a pintura do papel com os mapas em capas de madeira, descobertos no mesmo local, foi confirmado que o desenho é a topografia de Fangmatan.
O papel é mais leve e econômico em comparação com os outros materiais de escrita. O estudioso de Tianshui, Wang Ruobing, avalia a importância da descoberta do papel de Fangmatan:
"Para o conhecimento geral, o papel mais antigo da China é o de Caihou, da dinastia Han Leste (25 d.C. – 220 d.C.). O pedaço de papel descoberto em Fangmatan é 300 anos mais antigo que o de Caihou. Antes da invenção do papel, os ocidentais escreviam em pele de carneiro e os chineses, em ossos e carapaças de tartarugas ou tabuinhas de bambu. Naquele período, a divulgação da cultura da humanidade era muito lenta. Por isso, o descobrimento do papel de Fangmatan é muito importante na civilização humana."
Fonte: CRI On Line
Fangmatan, traduzida literalmente como "praia de criar cavalos", tem um clima ameno e é rica em plantas. A região é famosa por ser um ótimo lugar para a criação de cavalos e era uma passagem importante da antiga "Rota da Seda". A história milenar deixou legados muito preciosos para Fangmatan. Após a chuva de 1986, foi descoberto um túmulo da época das dinastias de Qin (221 a.C.-206 a.C.) e Han (202 a.C.-220 d.C.), revelando uma história esquecida.
O calígrafo Mao Huimin, da cidade de Tianshui, participou dos trabalhos de escavação arqueológica do túmulo. Ele relembra a situação da época à Rádio Internacional da China:
"Depois que limparam o barro, os empregados da floresta viram um pequeno buraco embaixo, de onde transbordava água de cor cinzenta. Um responsável pela floresta escavou o buraco com as mãos e agarrou para fora um molho de tabuinhas de bambu (que eram antigamente usadas para a escrita chinesa). Os arqueólogos no local conservaram as relíquias e reportaram o descobrimento para as autoridades culturais."
As tabuinhas de bambu e um mapa desenhado em uma placa de madeira, descoberto ao mesmo tempo, foram constatados como patrimônios do período dos Estados Combatentes (475 a.C.- 221 a.C.). Com a importante descoberta, especialistas foram enviados para estudos arqueológicos em Fangmatan. Depois da inspeção, foram encontrados mais de cem túmulos antigos dentro de uma área de 10 mil metros quadrados.
Entre os artigos escavados, um pedaço de papel foi confirmado posteriormente como o papel de fibra vegetal mais antigo já conhecido do mundo. O diretor do Instituto de Proteção e Conservação de Relíquias Culturais da província de Gansu, He Shuangquan, foi um dos principais arqueólogos do trabalho. Ele lembra:
"No local da escavação, o papel estava coberto por terra e colocado no peito do dono do túmulo. Naquele momento, o objeto parecia um pedaço de seda. Mas, depois de limpar a terra, os trabalhadores observaram o artigo com microscópio e confirmaram que era um papel."
Os papéis são sempre finos e frágeis. Depois de permanecer enterrado por milênios, como está hoje o papel descoberto em Fangmatan? Qual foi sua função? Correspondentes da Rádio visitaram o Instituto de Arqueologia de Gansu. Lá, a relíquia, que tem o tamanho de uma tampa de bule, está disposta em uma caixa de vidro. Surpreendentemente, apesar de ter sido feito há dois mil anos, o papel não é muito diferente das folhas de papel de hoje. O desenho de montanhas e rios em linhas ainda é claro. Depois de comparar a pintura do papel com os mapas em capas de madeira, descobertos no mesmo local, foi confirmado que o desenho é a topografia de Fangmatan.
O papel é mais leve e econômico em comparação com os outros materiais de escrita. O estudioso de Tianshui, Wang Ruobing, avalia a importância da descoberta do papel de Fangmatan:
"Para o conhecimento geral, o papel mais antigo da China é o de Caihou, da dinastia Han Leste (25 d.C. – 220 d.C.). O pedaço de papel descoberto em Fangmatan é 300 anos mais antigo que o de Caihou. Antes da invenção do papel, os ocidentais escreviam em pele de carneiro e os chineses, em ossos e carapaças de tartarugas ou tabuinhas de bambu. Naquele período, a divulgação da cultura da humanidade era muito lenta. Por isso, o descobrimento do papel de Fangmatan é muito importante na civilização humana."
Fonte: CRI On Line
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
0 comentáriosRessurge em Cuba interesse por língua e cultura chinesa
A moda de aprender chinês desembarcou em Cuba, após o auge de suas relações com Pequim nos últimos anos e a criação do primeiro Instituto Confúcio do país, onde 250 pessoas estudam a língua pensando no futuro ou simplesmente no puro "prazer".
Da mesma forma que em outros países das Américas, como Argentina e Estados Unidos, a aprendizagem do idioma mandarim na ilha decolou e causou surpresa porque demonstra o vivo interesse dos cubanos pela China, além da comida, da medicina tradicional e das artes marciais.
Diretores do Instituto Confúcio de Havana, inaugurado em 2009, disseram que, em setembro, abriram o período para matrículas acreditando que sobrariam vagas, mas dezenas de pessoas fizeram fila e até dormiram nos arredores da instituição para poder inscrever-se.
Em junho, pela primeira vez, ocorreu em Cuba o exame oficial de chinês (HSK) e, embora a convocação não tenha sido amplamente divulgada, 128 cubanos fizeram os testes em diferentes níveis.
No Bairro Chinês de Havana, onde atualmente 80 pessoas estudam o mandarim, a demanda de vagas cresceu nos últimos cinco anos principalmente a partir dos jovens. Foi preciso organizar até "provas de aptidão".
"Antes as pessoas se aproximavam mais por curiosidade, por se tratar de um idioma raro, e não por necessidade ou interesse", disse Miriam Pérez, que há 15 anos estuda a língua.
Dezenas de jovens cubanos foram à China nos últimos anos aprender o idioma em resposta às "necessidades" do país, por isso estima-se que 400 cubanos estudem a língua atualmente.
Fonte: Folha.com
Da mesma forma que em outros países das Américas, como Argentina e Estados Unidos, a aprendizagem do idioma mandarim na ilha decolou e causou surpresa porque demonstra o vivo interesse dos cubanos pela China, além da comida, da medicina tradicional e das artes marciais.
Diretores do Instituto Confúcio de Havana, inaugurado em 2009, disseram que, em setembro, abriram o período para matrículas acreditando que sobrariam vagas, mas dezenas de pessoas fizeram fila e até dormiram nos arredores da instituição para poder inscrever-se.
Em junho, pela primeira vez, ocorreu em Cuba o exame oficial de chinês (HSK) e, embora a convocação não tenha sido amplamente divulgada, 128 cubanos fizeram os testes em diferentes níveis.
No Bairro Chinês de Havana, onde atualmente 80 pessoas estudam o mandarim, a demanda de vagas cresceu nos últimos cinco anos principalmente a partir dos jovens. Foi preciso organizar até "provas de aptidão".
"Antes as pessoas se aproximavam mais por curiosidade, por se tratar de um idioma raro, e não por necessidade ou interesse", disse Miriam Pérez, que há 15 anos estuda a língua.
Dezenas de jovens cubanos foram à China nos últimos anos aprender o idioma em resposta às "necessidades" do país, por isso estima-se que 400 cubanos estudem a língua atualmente.
Fonte: Folha.com
terça-feira, 12 de julho de 2011
0 comentáriosEscola Mandarim fecha parceria com o Colégio Vértice
Mais um grande grande colégio de São Paulo terá o Mandarim dentro de suas unidades.
Fundado em 1976 pela pedagoga Walkíria Gattermayr Ribeiro, o Colégio Vértice está entre as melhores instituições de ensino da cidade de São Paulo, sendo o grande campeão do ENEM nos últimos anos. Com método próprio de alfabetização, é voltado para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. A equipe de educadores é formada por profissionais altamente capacitados que, sem perder o foco do Programa Oficial de Ensino, dedicam-se, em tempo integral, ao ensino de leitura e escrita, do exercício dos conceitos ao hábito de estudo e das regras de comportamento, visando à formação de cidadãos responsáveis.
E a partir de agosto de 2011, os alunos, pais e interessados terão oportunidade de cursar o Mandarim dentro do Espaço Cultural do Colégio. A escola responsável pelos cursos será a ESCOLA MANDARIM, já presente em outra grande instituição de ensino, o Colégio Arquidiocesano.
Um aspecto interessante é a abertura dos cursos de mandarim para pessoas que não são alunos do Colégio. Qualquer interessado poderá cursar os módulos, desde que siga as normas internas do Colégio. O Vértice está localizado na R. Vieira de Morais, 172.
Maiores informações estão disponíveis através dos telefones:
Espaço Cultural: 11 5533.5500
Escola Mandarim: 11 3159-4709 / 11 3129-9520
Fonte: Escola Mandarim
Fundado em 1976 pela pedagoga Walkíria Gattermayr Ribeiro, o Colégio Vértice está entre as melhores instituições de ensino da cidade de São Paulo, sendo o grande campeão do ENEM nos últimos anos. Com método próprio de alfabetização, é voltado para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. A equipe de educadores é formada por profissionais altamente capacitados que, sem perder o foco do Programa Oficial de Ensino, dedicam-se, em tempo integral, ao ensino de leitura e escrita, do exercício dos conceitos ao hábito de estudo e das regras de comportamento, visando à formação de cidadãos responsáveis.
E a partir de agosto de 2011, os alunos, pais e interessados terão oportunidade de cursar o Mandarim dentro do Espaço Cultural do Colégio. A escola responsável pelos cursos será a ESCOLA MANDARIM, já presente em outra grande instituição de ensino, o Colégio Arquidiocesano.
Um aspecto interessante é a abertura dos cursos de mandarim para pessoas que não são alunos do Colégio. Qualquer interessado poderá cursar os módulos, desde que siga as normas internas do Colégio. O Vértice está localizado na R. Vieira de Morais, 172.
Maiores informações estão disponíveis através dos telefones:
Espaço Cultural: 11 5533.5500
Escola Mandarim: 11 3159-4709 / 11 3129-9520
Fonte: Escola Mandarim
terça-feira, 17 de maio de 2011
0 comentáriosEx-Palmeiras, Obina enfrenta barreiras para viver na China
Dono da camisa 10, Obina desembarcou na China como ídolo do atual campeão chinês, o Shandong Luneng.
Porém o isolamento numa cidade praticamente sem estrangeiros tem sido um duro teste para o atacante baiano e para sua família.
Já são dois meses em Jinan, uma nada cosmopolita cidade de 2 milhões de habitantes a 500 km ao sul de Pequim. Obina (ex-Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG) veio com a mulher, Luciene, e a filha de quatro anos, Sayonara.
A minúscula comunidade brasileira tem o zagueiro Renato Silva, 27, ex-São Paulo, que vive um drama pessoal: a mulher, Vanessa, está grávida e decidiu voltar ao Rio para ter o bebê, que deve nascer em julho. Ela planeja retornar sete meses depois. Será um baque para todos. A mais extrovertida é também a única que fala inglês. "Eu me sinto como o centro do grupo, a que tem de estar atenta a tudo", revelou.
A Folha acompanhou a vitória do time de Obina por 1 a 0 contra o Jiangsu, no último dia 7. O jogo foi no bem cuidado estádio da cidade. Com capacidade para 40 mil pessoas, teve um público de só 10.156 pagantes num sábado à tarde. Todos sob a forte vigilância tanto de policiais como de militares fardados.
A torcida parece gostar de Obina, artilheiro do clube neste ano, com cinco gols. Naquele dia, mesmo entrando só no segundo tempo e com uma atuação discreta, foi o único da equipe a ser homenageado com duas faixas e ter seu nome gritado pela pequena torcida organizada.
"O Obina não está gordo, ele é forte", disse o torcedor Ma Liandao, que foi ao estádio com a bandeira do Brasil, ecoando na China uma crítica recorrente ao longo da carreira do atacante de 28 anos.
Dentro de campo, as primeiras semanas foram mais difíceis. A má atuação no primeiro mês fez até surgirem rumores na imprensa local de que o jogador era na verdade um irmão de Obina.
A situação melhorou com os gols. Entre outros, anotou dois numa mesma partida do Campeonato Chinês e ainda fez um de letra pela Copa dos Campeões da Ásia.
O time, porém, está em crise. Eliminado logo na primeira fase da Copa dos Campeões asiática, principal objetivo do ano, acaba de demitir o técnico croata Branko Ivankovic, com quem Obina e Renato se comunicavam por meio de dois intérpretes: do croata ao mandarim e do mandarim ao espanhol. Não há tradutor para o português.
"O tradutor é apenas na hora de falar com o treinador", diz Obina. "Eu não sei nem qual é a posição do Shandong no campeonato [está em oitavo], não dá pra ver a tabela nos jornais."
"A tradução muitas vezes é ruim", conta Renato. "Uma vez o intérprete me disse: 'Você tem de cabecear'".
Fora do clube, a barreira da língua é ainda maior. Para ir às compras, as mulheres vão apenas com um motorista, que não fala inglês.
"Somos mestres em mímica", diz Vanessa. "Quando vou pedir carne, falo 'muu', e 'no au-au'", conta. Todos moram em apartamentos do próprio clube, num prédio longe de áreas comerciais, mas ao lado do centro de treinamento.
Sem canais em português e com uma TV a cabo que quase nunca funciona, a diversão de Obina e Renato tem sido o vídeo game XBox, que jogam em linha com Ricardo, jogador português.
A comida é um capítulo à parte. "Eu, que sou baiano, me surpreendi com a pimenta. A comida deles é mais quente", falou Obina.
Depois de uma frustrada incursão a uma churrascaria chinesa, onde havia até couve-flor no espeto, o grupo só come em três restaurantes da cidade: McDonald's, Pizza Hut e um de comida italiana. A maior parte das refeições é feita em casa.
Obina e Renato, no entanto, já são até veteranos se comparados ao atacante neozelandês Shane Smeltz. Contratado em julho do ano passado, ele se apavorou ao conhecer Jinan. Aguentou apenas cinco dias na cidade.
Fonte: Folha.com
Porém o isolamento numa cidade praticamente sem estrangeiros tem sido um duro teste para o atacante baiano e para sua família.
Já são dois meses em Jinan, uma nada cosmopolita cidade de 2 milhões de habitantes a 500 km ao sul de Pequim. Obina (ex-Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG) veio com a mulher, Luciene, e a filha de quatro anos, Sayonara.
A minúscula comunidade brasileira tem o zagueiro Renato Silva, 27, ex-São Paulo, que vive um drama pessoal: a mulher, Vanessa, está grávida e decidiu voltar ao Rio para ter o bebê, que deve nascer em julho. Ela planeja retornar sete meses depois. Será um baque para todos. A mais extrovertida é também a única que fala inglês. "Eu me sinto como o centro do grupo, a que tem de estar atenta a tudo", revelou.
A Folha acompanhou a vitória do time de Obina por 1 a 0 contra o Jiangsu, no último dia 7. O jogo foi no bem cuidado estádio da cidade. Com capacidade para 40 mil pessoas, teve um público de só 10.156 pagantes num sábado à tarde. Todos sob a forte vigilância tanto de policiais como de militares fardados.
A torcida parece gostar de Obina, artilheiro do clube neste ano, com cinco gols. Naquele dia, mesmo entrando só no segundo tempo e com uma atuação discreta, foi o único da equipe a ser homenageado com duas faixas e ter seu nome gritado pela pequena torcida organizada.
"O Obina não está gordo, ele é forte", disse o torcedor Ma Liandao, que foi ao estádio com a bandeira do Brasil, ecoando na China uma crítica recorrente ao longo da carreira do atacante de 28 anos.
Dentro de campo, as primeiras semanas foram mais difíceis. A má atuação no primeiro mês fez até surgirem rumores na imprensa local de que o jogador era na verdade um irmão de Obina.
A situação melhorou com os gols. Entre outros, anotou dois numa mesma partida do Campeonato Chinês e ainda fez um de letra pela Copa dos Campeões da Ásia.
O time, porém, está em crise. Eliminado logo na primeira fase da Copa dos Campeões asiática, principal objetivo do ano, acaba de demitir o técnico croata Branko Ivankovic, com quem Obina e Renato se comunicavam por meio de dois intérpretes: do croata ao mandarim e do mandarim ao espanhol. Não há tradutor para o português.
"O tradutor é apenas na hora de falar com o treinador", diz Obina. "Eu não sei nem qual é a posição do Shandong no campeonato [está em oitavo], não dá pra ver a tabela nos jornais."
"A tradução muitas vezes é ruim", conta Renato. "Uma vez o intérprete me disse: 'Você tem de cabecear'".
Fora do clube, a barreira da língua é ainda maior. Para ir às compras, as mulheres vão apenas com um motorista, que não fala inglês.
"Somos mestres em mímica", diz Vanessa. "Quando vou pedir carne, falo 'muu', e 'no au-au'", conta. Todos moram em apartamentos do próprio clube, num prédio longe de áreas comerciais, mas ao lado do centro de treinamento.
Sem canais em português e com uma TV a cabo que quase nunca funciona, a diversão de Obina e Renato tem sido o vídeo game XBox, que jogam em linha com Ricardo, jogador português.
A comida é um capítulo à parte. "Eu, que sou baiano, me surpreendi com a pimenta. A comida deles é mais quente", falou Obina.
Depois de uma frustrada incursão a uma churrascaria chinesa, onde havia até couve-flor no espeto, o grupo só come em três restaurantes da cidade: McDonald's, Pizza Hut e um de comida italiana. A maior parte das refeições é feita em casa.
Obina e Renato, no entanto, já são até veteranos se comparados ao atacante neozelandês Shane Smeltz. Contratado em julho do ano passado, ele se apavorou ao conhecer Jinan. Aguentou apenas cinco dias na cidade.
Fonte: Folha.com
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
0 comentáriosEscola Mandarim no Jornal Metro - Reportagem
Na edição de hoje (23/02/2011) do Jornal Metro saiu uma matéria de página inteira com o título: "O Sotaque da China", citando a Escola Mandarim.
A Escola Mandarim fez a parceria com a redação do jornal oferecendo todas as informações sobre o idioma. O aluno Henry de Alencar, da unidade Ana Rosa, também colaborou fornecendo seu depoimento e uma foto que foi estampada na matéria.
O Jornal Metro tem distribuição gratuita na cidade de São Paulo de 150.000 exemplares por dia. Você pode encontrá-lo nos semáforos dos principais bairros da cidade.
Segue abaixo o texto da matéria:
"O SOTAQUE DA CHINA
Procura por cursos de mandarim está em alta e é diferencial no mercado de trabalho. Idioma pode ser aprendido em quatro anos. Pronúncia é a maior dificuldade dos alunos.
Não é tão difícil como parece aprender o idioma do futuro. O mandarim, língua oficial da China, está em alta e é procurado por universitários que desejam garantir uma posição de destaque no mercado.
“A demanda pelo mandarim aumentou muito nos últimos anos. Hoje o idioma é considerado um diferencial para estudantes e executivos, principalmente com as possibilidades de comércio entre o Brasil e a China”, diz Marcell Mazzo, um dos sócios da Mandarim Escola de Língua Chinesa, com dois endereços na capital. Para aprender a língua são necessários quatro anos de estudo. Após o término do curso, o estudante terá decorado 800 a 1.200 ideogramas e terá conhecimentos para conversar, mandar e-mails, ler placas e se virar bem ao ir para a China.
Há seis meses, Henri de Alencar, formado em relações públicas, faz aulas de mandarim. Fluente em inglês e espanhol, o estudante investiu em um novo idioma para trabalhar em uma multinacional com negócios na China.
“Achei o mandarim mais fácil do que as outras línguas que aprendi. A vantagem é que o idioma não tem conjugação verbal e plural ou singular”, conta.
NA HORA DO ESTUDO:
A principal diferença entre o mandarim e as línguas ocidentais é a ausência do alfabeto e a pronúncia das palavras. “Os seis primeiros meses de aula são os mais difíceis. Neste período, o aluno irá descobrir que o mandarim é uma língua tonal, ou seja, que é preciso diferenciar a pronúncia dos tons para compreender o significado da palavra. Já a escrita, é feita por ideogramas”, explica Inty Mendoza, professor de mandarim.
A importância da língua no ambiente profissional foi comprovada pelo Instituto de Pesquisa da Universidade de Phoenix, nos EUA. Segundo o estudo, o mandarim será uma das habilidades mais requisitadas pelos empregadores e 42% das empresas norteamericanas ouvidas pela pesquisa afirmaram que já procuram contratar pessoas que dominam o idioma.
LÍNGUA É DISCIPLINA NAS ESCOLAS PAULISTAS
O mandarim também pode ser encontrado na grade curricular de algumas instituições de ensino regular de São Paulo. Agora, crianças e adolescentes já entram em contato com o idioma na escola e garantem a fluência na língua enquanto novas.
“Quanto mais cedo a criança aprende o mandarim, mais facilidade ela terá para compreender a língua e pronunciar as diferentes entonações”, diz Marcell Mazzo, da Mandarim Escola de Língua Chinesa. A Escola Cidade Jardim PlayPen, o Colégio Sidarta, Mater Dei e Humboldt são algumas das instituições que já disponibilizam a disciplina para garantir uma formação plurilinguística aos estudantes. O crescimento da China na economia mundial também contribuiu para a inclusão da língua no currículo.
Para facilitar o aprendizado do menor, as aulas da língua chinesa devem ser dinâmicas, com jogos, brincadeiras e muitas imagens."
A matéria foi escrita pela jornalista Marianna Pedrozzo.
Para ler o jornal virtual, basta acessar o site www.jornalmetro.com.br e fazer o download do arquivo em PDF.
Fonte: Escola Mandarim
A Escola Mandarim fez a parceria com a redação do jornal oferecendo todas as informações sobre o idioma. O aluno Henry de Alencar, da unidade Ana Rosa, também colaborou fornecendo seu depoimento e uma foto que foi estampada na matéria.
O Jornal Metro tem distribuição gratuita na cidade de São Paulo de 150.000 exemplares por dia. Você pode encontrá-lo nos semáforos dos principais bairros da cidade.
Segue abaixo o texto da matéria:
"O SOTAQUE DA CHINA
Procura por cursos de mandarim está em alta e é diferencial no mercado de trabalho. Idioma pode ser aprendido em quatro anos. Pronúncia é a maior dificuldade dos alunos.
Não é tão difícil como parece aprender o idioma do futuro. O mandarim, língua oficial da China, está em alta e é procurado por universitários que desejam garantir uma posição de destaque no mercado.
“A demanda pelo mandarim aumentou muito nos últimos anos. Hoje o idioma é considerado um diferencial para estudantes e executivos, principalmente com as possibilidades de comércio entre o Brasil e a China”, diz Marcell Mazzo, um dos sócios da Mandarim Escola de Língua Chinesa, com dois endereços na capital. Para aprender a língua são necessários quatro anos de estudo. Após o término do curso, o estudante terá decorado 800 a 1.200 ideogramas e terá conhecimentos para conversar, mandar e-mails, ler placas e se virar bem ao ir para a China.
Há seis meses, Henri de Alencar, formado em relações públicas, faz aulas de mandarim. Fluente em inglês e espanhol, o estudante investiu em um novo idioma para trabalhar em uma multinacional com negócios na China.
“Achei o mandarim mais fácil do que as outras línguas que aprendi. A vantagem é que o idioma não tem conjugação verbal e plural ou singular”, conta.
NA HORA DO ESTUDO:
A principal diferença entre o mandarim e as línguas ocidentais é a ausência do alfabeto e a pronúncia das palavras. “Os seis primeiros meses de aula são os mais difíceis. Neste período, o aluno irá descobrir que o mandarim é uma língua tonal, ou seja, que é preciso diferenciar a pronúncia dos tons para compreender o significado da palavra. Já a escrita, é feita por ideogramas”, explica Inty Mendoza, professor de mandarim.
A importância da língua no ambiente profissional foi comprovada pelo Instituto de Pesquisa da Universidade de Phoenix, nos EUA. Segundo o estudo, o mandarim será uma das habilidades mais requisitadas pelos empregadores e 42% das empresas norteamericanas ouvidas pela pesquisa afirmaram que já procuram contratar pessoas que dominam o idioma.
LÍNGUA É DISCIPLINA NAS ESCOLAS PAULISTAS
O mandarim também pode ser encontrado na grade curricular de algumas instituições de ensino regular de São Paulo. Agora, crianças e adolescentes já entram em contato com o idioma na escola e garantem a fluência na língua enquanto novas.
“Quanto mais cedo a criança aprende o mandarim, mais facilidade ela terá para compreender a língua e pronunciar as diferentes entonações”, diz Marcell Mazzo, da Mandarim Escola de Língua Chinesa. A Escola Cidade Jardim PlayPen, o Colégio Sidarta, Mater Dei e Humboldt são algumas das instituições que já disponibilizam a disciplina para garantir uma formação plurilinguística aos estudantes. O crescimento da China na economia mundial também contribuiu para a inclusão da língua no currículo.
Para facilitar o aprendizado do menor, as aulas da língua chinesa devem ser dinâmicas, com jogos, brincadeiras e muitas imagens."
A matéria foi escrita pela jornalista Marianna Pedrozzo.
Para ler o jornal virtual, basta acessar o site www.jornalmetro.com.br e fazer o download do arquivo em PDF.
Fonte: Escola Mandarim
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
0 comentáriosProcura por ensino de mandarim já vai além de executivos
Verônica de Alvelos Sanson, 24 anos, frequenta aulas de mandarim semanalmente há quase um ano. Mas ela, ao contrário do que se possa pensar, não é nem grande executiva de uma multinacional e nem futura moradora de Pequim. O que a impulsionou a se matricular no curso foi um motivo bem mais local: a paulista diz acreditar que em breve usará a língua chinesa na sua atuação como professora de ensino fundamental.
"Ainda não usei o idioma profissionalmente por trabalhar em uma escola brasileira. Porém, atualmente, recebemos muitas crianças orientais no colégio e acredito que em algum momento será de muita utilidade para ajudar esses estudantes estrangeiros", afirma.
Verônica não está sozinha. Marcell Mazzo, diretor da Mandarim Escola de Língua Chinesa, de São Paulo, afirma que profissionais de diversas áreas têm procurado as aulas oferecidas pela escola. "O volume de interessados em aprender o mandarim tem aumentado semestre a semestre, graças principalmente à aproximação comercial e cultural entre ambos os países. Em 2011, o número de matrículas já ultrapassou o de 2010", diz, ressaltando que o formato mais procurado é o in company, no qual a escola vai até a empresa contratante para ensinar o idioma a grupos fechados.
Se ainda há céticos no Brasil sobre a futura importância do mandarim no mercado de trabalho, nos Estados Unidos já é fato. De acordo com pesquisa do University of Phoenix Researh Institute, divulgada este mês, a proficiência em mandarim, juntamente com a de espanhol, lidera a lista de habilidades que serão mais requisitadas pelos empregadores. Além disso, 42% das empresas norte-americanas ouvidas pela pesquisa admitiram que já procuram contratar pessoas que dominem o idioma oficial da China.
Cristiane Steigleder, diretora do grupo de estudos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), acredita que o meio profissional brasileiro trilha o mesmo caminho do americano. "Existem cada vez mais empresários montando negócios na China e criando relações com empresários chineses. Além disso, o agronegócio do Brasil já tem muita atuação no país oriental. Por isso, acredito, sim, que o mandarim tende a ser pré-requisito de futuros profissionais no Brasil. E é bom já ir iniciando o estudo da língua, pois parece que ela é considerada uma das difíceis de se aprender", afirma.
Fonte: Portal Terra
"Ainda não usei o idioma profissionalmente por trabalhar em uma escola brasileira. Porém, atualmente, recebemos muitas crianças orientais no colégio e acredito que em algum momento será de muita utilidade para ajudar esses estudantes estrangeiros", afirma.
Verônica não está sozinha. Marcell Mazzo, diretor da Mandarim Escola de Língua Chinesa, de São Paulo, afirma que profissionais de diversas áreas têm procurado as aulas oferecidas pela escola. "O volume de interessados em aprender o mandarim tem aumentado semestre a semestre, graças principalmente à aproximação comercial e cultural entre ambos os países. Em 2011, o número de matrículas já ultrapassou o de 2010", diz, ressaltando que o formato mais procurado é o in company, no qual a escola vai até a empresa contratante para ensinar o idioma a grupos fechados.
Se ainda há céticos no Brasil sobre a futura importância do mandarim no mercado de trabalho, nos Estados Unidos já é fato. De acordo com pesquisa do University of Phoenix Researh Institute, divulgada este mês, a proficiência em mandarim, juntamente com a de espanhol, lidera a lista de habilidades que serão mais requisitadas pelos empregadores. Além disso, 42% das empresas norte-americanas ouvidas pela pesquisa admitiram que já procuram contratar pessoas que dominem o idioma oficial da China.
Cristiane Steigleder, diretora do grupo de estudos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), acredita que o meio profissional brasileiro trilha o mesmo caminho do americano. "Existem cada vez mais empresários montando negócios na China e criando relações com empresários chineses. Além disso, o agronegócio do Brasil já tem muita atuação no país oriental. Por isso, acredito, sim, que o mandarim tende a ser pré-requisito de futuros profissionais no Brasil. E é bom já ir iniciando o estudo da língua, pois parece que ela é considerada uma das difíceis de se aprender", afirma.
Fonte: Portal Terra
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
0 comentáriosMandarim continua a crescer
Crescimento da economia chinesa impulsiona procura por idioma, especialmente no mercado asiático.

Em uma pequena rua na Chinatown de Singapura, Fu Xianling, fundador de uma empresa de educação em idiomas chamada “New Concept Mandarin”, quer aumentar seu escritório. Fu quer expandir seus negócios para tentar competir com a empresa líder do setor, Rosetta Stone. A demanda por seu produto aumentou 20% nos últimos dois anos.
Com o crescimento da economia chinesa, o interesse no idioma mandarim também vem aumentando. O governo chinês estima que cerca de 40 milhões de pessoas estudam mandarim fora do país — em 2005, eram apenas 30 milhões. O mercado de trabalho apertado do Ocidente é parcialmente responsável. De acordo com uma pesquisa conduzida por Rosetta Stone em setembro, 58% dos norte-americanos acredita que a falta de domínio de idiomas estrangeiros dos trabalhadores nativos levará estrangeiros a tomarem os empregos com salários mais altos.
“A recessão fez as pessoas se focarem nos locais de onde o crescimento virá”, afirma Tom Adams, executivo-chefe da firma. Entre os clientes corporativos do programa de vários idiomas da empresa, o número daqueles aprendendo mandarim aumentou 1,800% entre 2008 e 2010.
A Ásia continua sendo o mercado central. A “Beijing Language and Culture University Press”, maior editora de livros em chinês, afirma que a Coreia do Sul e o Japão são seus maiores clientes. O número de indonésios estudando em instituições chinesas aumentou 42% entre 2007 e 2009, de acordo com a embaixada chinesa em Jacarta. Em setembro, o ministro da Educação da Índia propôs aulas de mandarim em escolas públicas.
Contudo, o mandarim deve continuar crescendo. Nos Estados Unidos, apenas 4% das escolas ensinam o idioma. Na Grã-Bretanha, embora o mandarim esteja crescendo, as línguas mais populares continuam sendo espanhol, francês e alemão. Há um longo caminho a ser percorrido antes que a língua principal da China se torne tão abrangente quanto sua influência econômica.
Fonte: www.opiniãoenotícia.com.br

Em uma pequena rua na Chinatown de Singapura, Fu Xianling, fundador de uma empresa de educação em idiomas chamada “New Concept Mandarin”, quer aumentar seu escritório. Fu quer expandir seus negócios para tentar competir com a empresa líder do setor, Rosetta Stone. A demanda por seu produto aumentou 20% nos últimos dois anos.
Com o crescimento da economia chinesa, o interesse no idioma mandarim também vem aumentando. O governo chinês estima que cerca de 40 milhões de pessoas estudam mandarim fora do país — em 2005, eram apenas 30 milhões. O mercado de trabalho apertado do Ocidente é parcialmente responsável. De acordo com uma pesquisa conduzida por Rosetta Stone em setembro, 58% dos norte-americanos acredita que a falta de domínio de idiomas estrangeiros dos trabalhadores nativos levará estrangeiros a tomarem os empregos com salários mais altos.
“A recessão fez as pessoas se focarem nos locais de onde o crescimento virá”, afirma Tom Adams, executivo-chefe da firma. Entre os clientes corporativos do programa de vários idiomas da empresa, o número daqueles aprendendo mandarim aumentou 1,800% entre 2008 e 2010.
A Ásia continua sendo o mercado central. A “Beijing Language and Culture University Press”, maior editora de livros em chinês, afirma que a Coreia do Sul e o Japão são seus maiores clientes. O número de indonésios estudando em instituições chinesas aumentou 42% entre 2007 e 2009, de acordo com a embaixada chinesa em Jacarta. Em setembro, o ministro da Educação da Índia propôs aulas de mandarim em escolas públicas.
Contudo, o mandarim deve continuar crescendo. Nos Estados Unidos, apenas 4% das escolas ensinam o idioma. Na Grã-Bretanha, embora o mandarim esteja crescendo, as línguas mais populares continuam sendo espanhol, francês e alemão. Há um longo caminho a ser percorrido antes que a língua principal da China se torne tão abrangente quanto sua influência econômica.
Fonte: www.opiniãoenotícia.com.br
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
0 comentáriosLady Gaga cantará em potuguês, russo e mandarim no próximo disco
O próximo disco de estúdio de Lady Gaga vai trazer um agrado aos fãs de países que falam português, espanhol, mandarim e russo, entre outros idiomas. A cantora gravará músicas em diferentes línguas para o disco “Born this Way”.

Em entrevista para a imprensa russa, Ralph Simon - que é representante da cantora - disse que Gaga “cantará em mandarim, espanhol, português e em hindi, e também quero que grave uma versão em russo”. Segundo o representante, isso fará com que uma nova base de fãs se interesse pelo trabalho de Lady Gaga.
“Falei para ela, ‘se você puder gravar para o próximo ano um de seus grandes sucessos em russo, tem jovens na Rússia que vão amar te ouvir cantando em russo’. Os fãs russos dirão ‘meu deus, Lady Gaga pensa na Rússia’”.
Resta aos fãs esperar para saber se o comentário do representante da cantora vai se confirmar ou se foi apenas um agrado ao público russo.
Fonte: Território da Música

Em entrevista para a imprensa russa, Ralph Simon - que é representante da cantora - disse que Gaga “cantará em mandarim, espanhol, português e em hindi, e também quero que grave uma versão em russo”. Segundo o representante, isso fará com que uma nova base de fãs se interesse pelo trabalho de Lady Gaga.
“Falei para ela, ‘se você puder gravar para o próximo ano um de seus grandes sucessos em russo, tem jovens na Rússia que vão amar te ouvir cantando em russo’. Os fãs russos dirão ‘meu deus, Lady Gaga pensa na Rússia’”.
Resta aos fãs esperar para saber se o comentário do representante da cantora vai se confirmar ou se foi apenas um agrado ao público russo.
Fonte: Território da Música
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
0 comentáriosRegiões chinesas reagem à hegemonia da língua mandarim
Das remotas montanhas do Tibet aos arranha-céus de Xangai e Cantão, uma improvável polêmica vem ao mesmo tempo irritando a unindo populações díspares ao longo do território chinês - o idioma.
Os 1,3 bilhão de chineses são educados praticamente só em mandarim, a língua chinesa oficial, mas as várias décadas de estímulo ao idioma de Pequim não conseguiram eliminar o apego popular às línguas e dialetos locais.

O cantonês, o xangainês e o tibetano estão sendo cada vez mais raros nas rádios, TVs e salas de aula, o que gera protestos populares contra um regime pouco afeito à diversidade cultural.
No final de julho, num ato público em Cantão, no sul do país, os manifestantes cercaram policiais e gritaram xingamentos, exigindo a proteção ao idioma cantonês.
"Os manifestantes estavam muito unidos. Todos nós tínhamos uma só meta: proteger nossa própria língua", disse a ativista Michelle, uma dos autointitulados "defensores culturais".
Protestos contra as autoridades são raros neste país, onde o regime comunista valoriza a estabilidade acima de tudo. Os protestos linguísticos surpreendem as autoridades, mais acostumadas a receberem queixas sobre questões fundiárias, corrupção e poluição.
Um protesto posterior em Cantão, organizado pela internet, foi rapidamente abafado pela polícia e pelos censores da rede, num sinal do desconforto do Partido Comunista com a questão.
Mesmo assim, o governo recuou ligeiramente, prometendo que as transmissões de rádio e TV em cantonês serão permitidas em Cantão, ou Guangzhou, um dos poucos lugares da China onde a imprensa estatal usará idiomas locais.
HEGEMONIA
Segundo pesquisas do governo, apenas cerca de metade dos 1,3 bilhão de chineses fala mandarim, e no vasto interior do país é praticamente impossível ouvir a língua oficial numa conversa coloquial.
Em outubro, estudantes de origem tibetana tomaram as ruas da província de Qinghai, no oeste, para reclamarem da suposta marginalização da sua língua no sistema educacional local.
A exigência do mandarim como requisito para o sucesso profissional na China leva muitos tibetanos e membros de outras etnias a priorizarem o idioma de Pequim em detrimento das suas línguas.
Embora esses bolsões de indignação linguística não devam degringolar para protestos descontrolados, a erosão da diversidade idiomática pode alimentar ressentimentos contra o regime central.
"Isso realmente nos preocupa, porque vemos as culturas de outras minorias étnicas, inclusive os tibetanos, sumirem lentamente e serem assimiladas. Se Pequim conseguir persuadir a próxima geração de crianças a usarem o mandarim, (o regime) terá tido certo sucesso", disse o ativista Choi Suk Fong, de Hong Kong, que ajuda a organizar protestos pelo idioma cantonês na cidade semiautônoma.
Fonte: Reuters - Xangai
Os 1,3 bilhão de chineses são educados praticamente só em mandarim, a língua chinesa oficial, mas as várias décadas de estímulo ao idioma de Pequim não conseguiram eliminar o apego popular às línguas e dialetos locais.

O cantonês, o xangainês e o tibetano estão sendo cada vez mais raros nas rádios, TVs e salas de aula, o que gera protestos populares contra um regime pouco afeito à diversidade cultural.
No final de julho, num ato público em Cantão, no sul do país, os manifestantes cercaram policiais e gritaram xingamentos, exigindo a proteção ao idioma cantonês.
"Os manifestantes estavam muito unidos. Todos nós tínhamos uma só meta: proteger nossa própria língua", disse a ativista Michelle, uma dos autointitulados "defensores culturais".
Protestos contra as autoridades são raros neste país, onde o regime comunista valoriza a estabilidade acima de tudo. Os protestos linguísticos surpreendem as autoridades, mais acostumadas a receberem queixas sobre questões fundiárias, corrupção e poluição.
Um protesto posterior em Cantão, organizado pela internet, foi rapidamente abafado pela polícia e pelos censores da rede, num sinal do desconforto do Partido Comunista com a questão.
Mesmo assim, o governo recuou ligeiramente, prometendo que as transmissões de rádio e TV em cantonês serão permitidas em Cantão, ou Guangzhou, um dos poucos lugares da China onde a imprensa estatal usará idiomas locais.
HEGEMONIA
Segundo pesquisas do governo, apenas cerca de metade dos 1,3 bilhão de chineses fala mandarim, e no vasto interior do país é praticamente impossível ouvir a língua oficial numa conversa coloquial.
Em outubro, estudantes de origem tibetana tomaram as ruas da província de Qinghai, no oeste, para reclamarem da suposta marginalização da sua língua no sistema educacional local.
A exigência do mandarim como requisito para o sucesso profissional na China leva muitos tibetanos e membros de outras etnias a priorizarem o idioma de Pequim em detrimento das suas línguas.
Embora esses bolsões de indignação linguística não devam degringolar para protestos descontrolados, a erosão da diversidade idiomática pode alimentar ressentimentos contra o regime central.
"Isso realmente nos preocupa, porque vemos as culturas de outras minorias étnicas, inclusive os tibetanos, sumirem lentamente e serem assimiladas. Se Pequim conseguir persuadir a próxima geração de crianças a usarem o mandarim, (o regime) terá tido certo sucesso", disse o ativista Choi Suk Fong, de Hong Kong, que ajuda a organizar protestos pelo idioma cantonês na cidade semiautônoma.
Fonte: Reuters - Xangai
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
0 comentáriosArtigo - Língua da China
O aumento da demanda de profissionais que falem mandarim já é percebido em grandes empresas exportadoras do país.
Com o aumento exponencial do comércio entre Brasil e China, o mandarim setornou peça-chave para as negociações. Como nunca foi uma língua muito cogitadade se aprender até alguns anos atrás, o país não formou quase nenhum profissional com fluência neste idioma. Agora, aqueles que já conhecem, estão se sobressaindo.

Mesmo durante a crise financeira, que afetou a economia mundial durante 2008 emeados de 2009, a China continuou tendo crescimentos espetaculares em comparação ao resto do planeta. Em 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 11,7%; em 2008, 9%; 8,7% em 2009; e a expectativa para 2010 é que alcance 9,5%.
Em contrapartida, a economia brasileira não teve uma expansão deste nível neste mesmo período: 5,4%em 2007; 5,1% no ano seguinte; retração de 0,2% em 2009; e expectativa de crescimento de 7% este ano — mas se manteve como um dos países menos atingidos pela turbulência. Assim, as relações comerciais entre as duas nações ganharam mais força neste período.
O aumento da demanda de profissionais que falem mandarim já é percebido em grandes empresas exportadoras do país. Além da procura por colaboradores brasileiros que conheçam este idioma (normalmente descendentes ou até chineses que moram no Brasil desde pequeno), as organizações estão "importando" mão de obra para trabalharem nas nossas terras.
Normalmente, o tempo de aprendizado do mandarim gira em torno de seis anos, bem diferente do inglês e espanhol, que conseguimos já ter fluência na metade deste período. Além disso, ainda não é em qualquer escola de idiomas que há o acesso ao mandarim. São poucas as instituições que oferecem este tipo de aprendizado.
Mas o fato principal é que o novo profissional que negociará com empresas chinesas não basta apenas – se pode se dizer apenas – falar o mandarim. Ele precisa ter conhecimento da cultura chinesa, tanto em relação aos negócios quanto as tradições do país.
É fato, e todos sabemos, que cada nação tem uma maneira diferente de fazer negócios. As diferenças são mais visíveis ainda quando se trata de cultura ocidental e oriental. Oposto ao brasileiro, o empresário chinês não fala o que quer abertamente. Primeiro, ele avalia toda a situação em que se encontra e analisa o mercado que está tentando entrar, para verificar todos os riscos e benefícios da negociação.
Assim, será oprofissional da empresa brasileira que terá que oferecer todos os primeiros passos e tentar auxiliar de diversas maneiras esta comunicação além do idioma.
Olavo Henrique Furtado é professorde Relações Internacionais da Trevisan Escola de Negócios coordenador depós-graduação e MBA da mesma instituição.
Fonte: Olavo Henrique Furtado - CBCDE
Com o aumento exponencial do comércio entre Brasil e China, o mandarim setornou peça-chave para as negociações. Como nunca foi uma língua muito cogitadade se aprender até alguns anos atrás, o país não formou quase nenhum profissional com fluência neste idioma. Agora, aqueles que já conhecem, estão se sobressaindo.

Mesmo durante a crise financeira, que afetou a economia mundial durante 2008 emeados de 2009, a China continuou tendo crescimentos espetaculares em comparação ao resto do planeta. Em 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 11,7%; em 2008, 9%; 8,7% em 2009; e a expectativa para 2010 é que alcance 9,5%.
Em contrapartida, a economia brasileira não teve uma expansão deste nível neste mesmo período: 5,4%em 2007; 5,1% no ano seguinte; retração de 0,2% em 2009; e expectativa de crescimento de 7% este ano — mas se manteve como um dos países menos atingidos pela turbulência. Assim, as relações comerciais entre as duas nações ganharam mais força neste período.
O aumento da demanda de profissionais que falem mandarim já é percebido em grandes empresas exportadoras do país. Além da procura por colaboradores brasileiros que conheçam este idioma (normalmente descendentes ou até chineses que moram no Brasil desde pequeno), as organizações estão "importando" mão de obra para trabalharem nas nossas terras.
Normalmente, o tempo de aprendizado do mandarim gira em torno de seis anos, bem diferente do inglês e espanhol, que conseguimos já ter fluência na metade deste período. Além disso, ainda não é em qualquer escola de idiomas que há o acesso ao mandarim. São poucas as instituições que oferecem este tipo de aprendizado.
Mas o fato principal é que o novo profissional que negociará com empresas chinesas não basta apenas – se pode se dizer apenas – falar o mandarim. Ele precisa ter conhecimento da cultura chinesa, tanto em relação aos negócios quanto as tradições do país.
É fato, e todos sabemos, que cada nação tem uma maneira diferente de fazer negócios. As diferenças são mais visíveis ainda quando se trata de cultura ocidental e oriental. Oposto ao brasileiro, o empresário chinês não fala o que quer abertamente. Primeiro, ele avalia toda a situação em que se encontra e analisa o mercado que está tentando entrar, para verificar todos os riscos e benefícios da negociação.
Assim, será oprofissional da empresa brasileira que terá que oferecer todos os primeiros passos e tentar auxiliar de diversas maneiras esta comunicação além do idioma.
Olavo Henrique Furtado é professorde Relações Internacionais da Trevisan Escola de Negócios coordenador depós-graduação e MBA da mesma instituição.
Fonte: Olavo Henrique Furtado - CBCDE
quarta-feira, 26 de maio de 2010
0 comentáriosChina convidará 100 mil norte-americanos para estudar chinês nos próximos quatro anos
O acordo inclui o convite à China para estudantes e chefes de escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos e professores de chinês da nacionalidade norte-americana.
Beijing, China - A China facilitará o estudo do chinês para 100 mil norte-americanos nos próximos quatro anos, disse o Ministério da Educação, nesta quarta-feira.
Zhang Xiuqin, diretor do Departamento de Cooperação e Intercâmbios Internacionais do Ministério da Educação, apresentou o acordo de programas de intercâmbio alcançado na segunda rodada do Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA.
O acordo inclui o convite à China para estudantes e chefes de escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos e professores de chinês da nacionalidade norte-americana. O plano também envolve convidar estudantes de colégios para cursos de verão na China.
Segundo o programa, 10 mil pós-graduados chineses viajarão aos EUA para programas de PhD. Zhang afirmou que o programa permite que a China envie seus melhores estudantes pós-graduados para universidades prestigiosas e institutos de pesquisa.
"A educação serve como um lubrificante para o desenvolvimento estável das relações China-EUA a longo termo", destacou Zhang.
Fonte: Agência Xinhua
Beijing, China - A China facilitará o estudo do chinês para 100 mil norte-americanos nos próximos quatro anos, disse o Ministério da Educação, nesta quarta-feira.
Zhang Xiuqin, diretor do Departamento de Cooperação e Intercâmbios Internacionais do Ministério da Educação, apresentou o acordo de programas de intercâmbio alcançado na segunda rodada do Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA.
O acordo inclui o convite à China para estudantes e chefes de escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos e professores de chinês da nacionalidade norte-americana. O plano também envolve convidar estudantes de colégios para cursos de verão na China.
Segundo o programa, 10 mil pós-graduados chineses viajarão aos EUA para programas de PhD. Zhang afirmou que o programa permite que a China envie seus melhores estudantes pós-graduados para universidades prestigiosas e institutos de pesquisa.
"A educação serve como um lubrificante para o desenvolvimento estável das relações China-EUA a longo termo", destacou Zhang.
Fonte: Agência Xinhua
quarta-feira, 14 de abril de 2010
0 comentáriosEscola Mandarim na Folha de S.P - "Mandarim para menores"
Influenciadas pelos pais, crianças procuram cada vez mais os cursos de mandarim, e as escolas que ensinam o idioma já começam a planejar abrir turmas próprias para os pequenos.

Primeiro, foram os executivos. Depois, os universitários e profissionais de nível superior. Agora, é a vez de crianças e adolescentes se interessarem por aprender mandarim.
Não que o principal idioma da China esteja tomando o lugar do inglês ou do espanhol, que continuam como prioridade dos pequenos estudantes. Mas o mandarim já é considerado importante por muitos pais, que estimulam os futuros poliglotas a buscar um diferencial para o mercado de trabalho.
Aos 12 anos, Lucas Gabriel Scapellato já se vira bem no inglês, aprende o espanhol e desde o início do ano faz aulas aos sábados na unidade Ana Rosa (zona sul de São Paulo) da escola de idiomas Mandarim.
A ideia de estudar o terceiro idioma foi de sua mãe, a comerciante Eleuza Aparecida da Silva, 42, que trabalha com artigos importados da China. "Acho que é importante." Ela conta que o filho não perde uma aula.
A procura de crianças pelos cursos aumentou tanto, que as escolas já pensam em criar turmas específicas. A Mandarim, que também tem uma unidade na região da Paulista, pretende lançar turmas próprias em breve. Dos seus 200 alunos, cerca de dez ou 20, segundo o sócio-diretor Marcell Mazzo, são crianças. A maioria prefere fazer aula particular.
A NinHao, que, além da capital, está em Campinas e em Sorocaba, no interior do Estado, encaminha as crianças interessadas em suas aulas para outras escolas. Mas, em 2011, já pretende acolher os pequenos. Os irmãos Roger, 9, e Laura Marchten, 13, começaram o curso na Chinbra neste ano. Prestam tanta atenção na aula que acabam não destoando tanto dos colegas adultos. A ideia de matriculá-los foi da mãe, a representante comercial e lojista Ruth Klein, 43. Desde o início de março, eles saem da aula de inglês direto para a de mandarim, nas terças à noite.
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, colunista do Equilíbrio, não vê problema no fato de crianças aprenderem mais de um idioma ao mesmo tempo. "O cérebro tem mais facilidade [para aprender línguas] até os dez anos de idade. Quanto mais cedo a criança estudar a língua, melhor." Ela diz que o aprendizado pode ser prejudicado pelo estresse da correria, mas que isso depende de cada caso.
Para Suzana, o que mais importa é a motivação, a prática e o método de ensino.
A pesquisadora Elvira Souza Lima, que tem formação em neurociências e psicologia, diz que, do ponto de vista do desenvolvimento do cérebro, estudar mandarim é benéfico para as crianças.
Elvira faz um alerta, no entanto: "O que pode preocupar é o fato de os pais colocarem [o aprendizado] como uma expectativa para o sucesso futuro. As crianças devem ter oportunidade de aprender coisas pelo significado que elas possam ter em sua vida presente".
Fonte: Folha de S.P.

Primeiro, foram os executivos. Depois, os universitários e profissionais de nível superior. Agora, é a vez de crianças e adolescentes se interessarem por aprender mandarim.
Não que o principal idioma da China esteja tomando o lugar do inglês ou do espanhol, que continuam como prioridade dos pequenos estudantes. Mas o mandarim já é considerado importante por muitos pais, que estimulam os futuros poliglotas a buscar um diferencial para o mercado de trabalho.
Aos 12 anos, Lucas Gabriel Scapellato já se vira bem no inglês, aprende o espanhol e desde o início do ano faz aulas aos sábados na unidade Ana Rosa (zona sul de São Paulo) da escola de idiomas Mandarim.
A ideia de estudar o terceiro idioma foi de sua mãe, a comerciante Eleuza Aparecida da Silva, 42, que trabalha com artigos importados da China. "Acho que é importante." Ela conta que o filho não perde uma aula.
A procura de crianças pelos cursos aumentou tanto, que as escolas já pensam em criar turmas específicas. A Mandarim, que também tem uma unidade na região da Paulista, pretende lançar turmas próprias em breve. Dos seus 200 alunos, cerca de dez ou 20, segundo o sócio-diretor Marcell Mazzo, são crianças. A maioria prefere fazer aula particular.
A NinHao, que, além da capital, está em Campinas e em Sorocaba, no interior do Estado, encaminha as crianças interessadas em suas aulas para outras escolas. Mas, em 2011, já pretende acolher os pequenos. Os irmãos Roger, 9, e Laura Marchten, 13, começaram o curso na Chinbra neste ano. Prestam tanta atenção na aula que acabam não destoando tanto dos colegas adultos. A ideia de matriculá-los foi da mãe, a representante comercial e lojista Ruth Klein, 43. Desde o início de março, eles saem da aula de inglês direto para a de mandarim, nas terças à noite.
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, colunista do Equilíbrio, não vê problema no fato de crianças aprenderem mais de um idioma ao mesmo tempo. "O cérebro tem mais facilidade [para aprender línguas] até os dez anos de idade. Quanto mais cedo a criança estudar a língua, melhor." Ela diz que o aprendizado pode ser prejudicado pelo estresse da correria, mas que isso depende de cada caso.
Para Suzana, o que mais importa é a motivação, a prática e o método de ensino.
A pesquisadora Elvira Souza Lima, que tem formação em neurociências e psicologia, diz que, do ponto de vista do desenvolvimento do cérebro, estudar mandarim é benéfico para as crianças.
Elvira faz um alerta, no entanto: "O que pode preocupar é o fato de os pais colocarem [o aprendizado] como uma expectativa para o sucesso futuro. As crianças devem ter oportunidade de aprender coisas pelo significado que elas possam ter em sua vida presente".
Fonte: Folha de S.P.
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