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quarta-feira, 21 de julho de 2010

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Walmart aposta em programa de cultivo direto na China

O programa de cultivo direto é também conhecido como a ligação entre terras de cultivo e supermercados. O Walmart criou 36 bases de aquisição direta em mais de 14 províncias e municípios chineses, beneficiando 393 mil agricultores.



Tianjin, China - A cadeia de supermercados Walmart está apostando no rápido crescimento do seu programa de cultivo direto na China, que trará benefícios a 700 mil agricultores chineses no fim deste ano, afirmou hoje Barry Friedman, vice-presidente do Walmart (China).

"Esperamos que 1 milhão de agricultores chineses possam se beneficiar até o fim de 2011, quando o programa poderá fornecer um terço dos produtos agrícolas e cereais vendidos nos supermercados do Walmart na China", disse Friedman no âmbito da Feira de Investimento de Tianjin, que se realiza no Município de Tianjin, norte do país asiático.

O programa de cultivo direto é também conhecido como a ligação entre terras de cultivo e supermercados. O Walmart criou 36 bases de aquisição direta em mais de 14 províncias e municípios chineses, beneficiando 393 mil agricultores.

Fu Hui, um gerente de compras do Walmart, disse que o programa, que foi iniciado em 2007, está se desenvolvendo de forma rápida.

Segundo a fonte, a cadeia de supermercados aluga terras dos agricultores e lhes contratam para plantar produtos agrícolas e os comprar. Os agricultores contratados podem esperar uma renda de 165 mil yuans (US$ 24,3 mil) por hectare por ano, em comparação com as receitas médias de 15 mil yuans (US$ 2,2 mil) via plantio individual.

Por sua vez, o Walmart garante que os produtos cheguem aos supermercados frescos, tirando proveito dos seus sistemas de logística e de transporte.

Segundo a mesma fonte, a criação de bases de compras por parte do Walmart conta com o apoio dos órgãos governamentais da China e das cooperativas rurais.

O vice-ministro chinês do Comércio, Jiang Zengwei, disse que o governo central chinês deu no ano passado 400 milhões de yuans (US$ 58,5 milhões) do seu orçamento a 200 projetos de cultivo direto.

Fonte: Agência Xinhua

sexta-feira, 18 de junho de 2010

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Grupo estatal da China adquire 7 empresas no Brasil

O negócio, que ainda precisa de ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Eléctrica do Brasil, prevê a transferência da totalidade do capital das empresas brasileiras



Pequim, China - O grupo estatal chinês State Grid acordou segunda-feira com as empresas espanholas Cobra, Elecnor e Isolux a aquisição total ou parcial de sete empresas brasileiras por 3,097 mil milhões de reais (1,726 mil milhões de dólares), informou a imprensa brasileira.

O negócio, que ainda precisa de ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Eléctrica do Brasil, prevê a transferência da totalidade do capital das empresas transmissoras de energia Ribeirão Preto, Serra Paracatu, Poços de Caldas, Itumbiara e Serra da Mesa e de 75 por cento do capital da Expansión Transmissão de Energia Elétrica (que opera no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais) e da Expansión Transmissão Itumbiara Marimbondo.

O valor de 3,097 mil milhões inclui a assumpção de dívida de 1,305 mil milhões de reais e representa o maior montante até à data investido por uma empresa chinesa no Brasil, tendo o anterior maior investimento chinês no Brasil sido no sector de mineração, com a compra da Itaminas por 1,2 mil milhões de dólares, em Março último.

O empresário brasileiro Eike Batista assinou um acordo de 4,7 mil milhões de dólares com a estatal Wisco (Wuhan Iron and Steel Corporation) para construção de uma siderurgia no porto de Açu (Rio de Janeiro), mas o negócio ainda não foi concretizado.

A State Grid cobre 88 por cento do território da China e é a maior empresa de transmissão e distribuição de energia da China e do mundo, tendo facturado 164 mil milhões de dólares em 2008.

Fonte: Macauhub

terça-feira, 18 de maio de 2010

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Estatal chinesa compra consessionárias brasileiras de energia

A empresa estatal chinesa SGID (State Grid International Development) anunciou um acordo para a compra de sete concessionárias elétricas brasileiras, pertencentes a grupos espanhóis. O valor da transação é de R$ 3,1 bilhões - o maior investimento chinês no Brasil da história.



A SGID, uma gigante do setor elétrico mundial, é especializada em investir em eletricidade fora da China. Segundo ranking da "Fortune", é a 15ª maior empresa do mundo em receita. A compra ainda precisa ser aprovada pela Aneel.

Com o negócio, a estatal assume parte das empresas Expansión Transmissão e Expansión Transmissão Itumbiara Marimbondo e a íntegra das concessionárias Ribeirão Preto, Serra Paracatu Transmissora de Energia, Poços de Caldas Transmissora, Itumbiara Transmissora e Serra da Mesa.

Uma parte das empresas a chinesa comprou da espanhola Elecnor, que lhe vendeu participações em sete empresas brasileiras de transmissão elétrica por R$ 934,4 milhões (US$ 520 milhões). A espanhola também informou que comprou outra empresa de transmissão brasileira. a LT Triângulo, por R$ 352,4 milhões.

Fonte: Folha de S.Paulo.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

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China investirá pesado no Brasil em 2010

A maior quantidade de recursos estará concentrada nos setores de petróleo, mineração e siderurgia, que atendem a necessidades estratégicas do país asiático para manutenção do alto ritmo de crescimento econômico

Pequim, China - O ano de 2010 deverá assistir a um salto no volume de investimentos da China no Brasil, com os maiores negócios da história das relações bilaterais, escreve a Agência Estado.

A maior quantidade de recursos estará concentrada nos setores de petróleo, mineração e siderurgia, que atendem a necessidades estratégicas do país asiático para manutenção do alto ritmo de crescimento econômico.

A visita ao Brasil do presidente Hu Jintao, em 15 e 16 de abril, será um marco nessa onda de investimentos. Durante a passagem do líder chinês pelo Brasil deverá ser assinado contrato entre a LLX, do empresário Eike Batista, e a estatal Wisco (Wuhan Iron and Steel Corporation) para a construção de uma siderúrgica no Porto do Açu. Se concretizado, o investimento será o maior já realizado pela China no setor de siderurgia em outro país, além de ser o maior investimento chinês já recebido pelo Brasil. A Wisco entrará com 70% dos US$ 4,7 bilhões necessários à concretização do projeto.

A Petrobras e a Sinopec discutem parceria que pode levar à exploração conjunta de petróleo no Brasil e trabalham para que o acordo seja anunciado durante a visita de Hu.

A estatal chinesa já tem participação de 20% em dois poços da Petrobras no Pará. Além disso, a companhia brasileira negocia novo empréstimo de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China (BDC), que poderá ser anunciado na visita do líder chinês.

Com a perspectiva de manter forte crescimento no futuro próximo, os chineses estão preocupados com a segurança energética e tentam garantir fontes estáveis de fornecimento. O descobrimento do petróleo na camada do pré-sal no Brasil abriu novo capítulo na exploração do produto e criou uma fonte potencial de fornecimento à China.

"O setor de petróleo levará ao surgimento de nova geração de projetos de investimentos chineses no Brasil", disse o embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugueney.

Fonte: Macauhub

domingo, 7 de março de 2010

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Investimento externo deverá aumentar 15,5% em 2010

O investimento chinês fora da China deverá aumentar 15,5 por cento este ano, ultrapassando 50.000 milhões de dólares (36.700 milhões de euros), indica o Plano de Desenvolvimento Social para 2010 apresentado à Assembleia Nacional Popular.

Os números ilustram a crescente internacionalização da economia da China, a terceira maior do mundo, a seguir aos Estados Unidos e Japão, e que continua a assumir-se como «um país em vias de desenvolvimento».

Em 2009, «apesar da crise financeira global», o investimento externo chinês, sobretudo na área da energia e recurso naturais, subiu 6,5 por cento, para 43.300 milhões de dólares (31.800 milhões de euros), diz o referido Plano.