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segunda-feira, 18 de julho de 2011

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China aumenta participação na dívida americana

Maior credor dos Estados Unidos, a China continua elevando sua exposição à dívida norte-americana, apesar da preocupação do governo chinês sobre "a responsabilidade" do governo americano em honrar seus compromissos com investidores.

Os números que mostram aumento da exposição chinesa à dívida americana, divulgada pelo Departamento do Tesouro americano nesta segunda-feira, são de maio. Portanto, antes das críticas.

Mas também foi em maio que os EUA atingiram o limite de endividamento, de US$ 14,3 trilhões. Desde então, uma briga política é travada entre a Casa Branca e a oposição Republicana para elevar o teto da dívida. O Congresso tem até 2 de maio para fazer a mudança, sob pena de os investidores deixarem de receber.

Em maio, a China comprou o equivalente a US$ 7,3 bilhões em títulos, aumentando para US$ 1,16 trilhão o volume de títulos da dívida dos EUA nas mãos do governo chinês. Foi o segundo mês seguido de aumento, depois de cinco meses seguidos em que a China reduziu as aplicações de suas reservas em papéis americanos.

"Esperamos que o governo americano adote políticas e medidas responsáveis para garantir os interesses dos investidores", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério do Exterior da China, depois de a agência de classificação de risco Moody's alertar que iria reduzir a nota de risco americana para "default" se o teto da dívida não for elevado até 2 de agosto.

ESTRANGEIROS

A participação dos estrangeiros como credores dos EUA cresceu no mês de maio em 0,6%, para US$ 4,51 trilhões.

O relatório do Tesouro mostra que o apetite de investidores não só chineses, mas de outras partes do mundo, não foi reduzido depois de a administração pública atingir seu limite de endividamento.

Desde que a dívida bateu no teto legal, em 16 de maio, o Tesouro dos EUA contam com manobras para manter seu caixa. Mas o Tesouro já visou que ficará sem recursos em 2 de agosto. Se um acordo político não for alcançado até a data, os EUA poderão declarar moratória por um curto período, o que será inédito e pode desencadear uma nova crise global.

O diretor do Escritório de Orçamentos da Casa Branca, Jack Lew, descartou no domingo (17) que os Estados Unidos vão declarar moratória perante a falta de acordo para subir o limite de endividamento e assinalou que a questão em "discussão é como será feito".

"Não acho que os líderes responsáveis em Washington vão levar à moratória. Acho que todos os líderes do Congresso e o presidente reconheceram que devemos subir o teto de dívida e a questão é como", disse Lew em entrevista na emissora de televisão "ABC".

Na semana passada, Obama convocou diariamente os líderes republicanos e democratas no Congresso para debater sobre a alta do teto da dívida.

Obama pediu a ambas partes que lhe apresentassem um plano crível de redução do deficit durante o fim de semana. Mas nenhum programa foi apresentado. Os impostos continuam sendo o principal tema de confronto.

fonte: Folha.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

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FMI estima que China ultrapassará EUA em cinco anos

Uma estimativa indicando que a economia chinesa superará a americana em apenas cinco anos abriu um debate entre especialistas econômicos sobre um iminente fim da "era americana" no cenário mundial.

O debate foi aberto pelo website MarketWatch, do diário financeiro americano "The Wall Street Journal".

Em um artigo intitulado "A bomba do FMI: A Era Americana se Aproxima do Fim", o colunista Brett Arends analisa como o avanço econômico chinês põe em questão a hegemonia dos Estados Unidos no cenário mundial.

Os dados são estimativas extraídas do mais recente Panorama Econômico Mundial, o relatório World Economic Outlook, produzido pelo Fundo Monetário Internacional.

Segundo o FMI, em 2016 o PIB chinês medido pelo critério de poder de compra atingirá US$ 19 trilhões e superará o americano (US$ 18,8 trilhões) pela primeira vez na história.

Esse critério de medição do PIB considera o poder aquisitivo em determinado país, considerando não apenas os rendimentos, mas as diferenças de custo de vida entre os países.

Em cinco anos, China e Estados Unidos responderiam, respectivamente, por 18% e 17,7% da economia mundial, indicam as estimativas do fundo.

Por outro critério amplamente utilizado internacionalmente, entretanto, os EUA continuam e continuarão sendo de longe mais poderosos economicamente que a China.

Medido a preços correntes, no qual o valor da produção é convertido em dólares para efeito de comparação, o PIB americano (US$ 18,8 trilhões) ainda permaneceria quase 70% maior que o chinês (US$ 11,2 trilhões) em 2016.

FIM DE UMA ERA

Após o início da discussão, o FMI respondeu ao "WJS", afirmando não considerar adequado o critério usado pela coluna para basear suas ideias.

"Na paridade de poder de compra, os preços são influenciados por serviços não-comerciáveis, que são mais relevantes no plano doméstico que no plano global", disse, em nota, o fundo.

Ainda assim, o colunista do WSJ considerou que a comparação pela qual a China superaria os EUA em 2016 "é a que importa". "As taxas de câmbio variam rapidamente. E as taxas de câmbio adotadas pela China são falsas. A China mantém a sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizado através de grandes intervenções no mercado", escreve Arends.

"Isto é muito mais que uma questão de estatística. É o fim da Era Americana."

Outros especialistas econômicos acataram a mensagem de longo prazo trazida pela polêmica no "WSJ".

Um comentarista econômico do jornal britânico "Daily Telegraph" notou que as projeções do FMI serão "profundamente preocupantes para muitos americanos que temem que seu país esteja a ponto de ser ofuscado no curto prazo pela China e, mais adiante neste século, a Índia, ambos que, com uma população combinada de 2,5 bilhões de pessoas, fariam os 300 milhões que vivem nos Estados Unidos parecerem poucos".

Os autores da coluna "Beyondbrics" ("Além dos Brics", em tradução livre), do prestigiado "Financial Times", avaliaram que a questão da ascensão chinesa e a queda americana é "um debate contínuo".

Em outros veículos, a "disputa" China x EUA também está em foco. Em dezembro, a revista "Economist" propôs uma "brincadeira" para tentar definir a data em que o país asiático superará o ocidental pelos critérios de preços correntes.

A revista até criou um gráfico online (http://www.economist.com/blogs/dailychart/2010/12/save_date) no qual os usuários podem incluir os seus próprios parâmetros e assim calcular a data na qual os dois PIBs se cruzarão.

A revista aposta que, mantidas as atuais taxas de crescimento americana e chinesa, e levando em conta uma leve apreciação do yuan, a moeda chinesa, ao longo dos próximos anos, a China superará os Estados Unidos por volta de 2019.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2011

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China deve superar EUA em 2019, prevê economista de Princeton

Com crescimento mais acelerado, o PIB da China vai superar o dos EUA em 2019, prevê Gregory Chow, economista de universidade de Princeton. O país asiático terá uma expansão média de sua economia de 8% de 2011 a 2019, enquanto, nos Estados Unidos, o avanço será menor --de 3,5% ao ano.

Hoje, o PIB da China corresponde a 70% do norte-americano, considerando o conceito de Paridade de Poder de Compra adotado pelo Banco Mundial. Por tal critério, é levado em conta o poder real de compra de cada moeda, descontados os efeitos das diferentes taxas de câmbio.

Para o economista, três fatores explicam o rápido crescimento chinês: o elevado grau de qualificação da força de trabalho, a adoção desde os anos 80 de instituições de mercado e o seu próprio estágio anterior de baixo de desenvolvimento e renda --ou seja, havia espaço para crescer.

A adoção de reformas graduais, diz, permitiu a evolução do "capital humano" e despertou "o espírito empresarial", que atualmente "impulsiona mudanças econômicas da China e inovações."

Segundo Chow, "o governo chinês tem cooperado com os empresários chineses em investir no exterior" e permite "a concorrência entre os investidores" locais. Desse modo, diz, torna o "processo de investimento mais eficiente."

A "estabilidade política", diz, é outro fator de impulso da economia. No caso, o economista se refere à ditadura chinesa, controlada pelo Partido Comunista, o único do país.

Chow participou nesta quinta-feira de um seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 15 de março de 2011

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China supera EUA como maior potência industrial

A China destronou os Estados Unidos em 2010 e se tornou a maior potência manufatureira do mundo, segundo um estudo do centro de pesquisas econômicas IHS Global Insight.


A produção industrial da China representou 19,8% da produção manufatureira mundial em 2010, enquanto a parcela dos Estados Unidos representou 19,4%, segundo o IHS.

De acordo com o estudo, o valor agregado da produção industrial chinesa alcançou US$ 1,995 trilhão (correntes) em 2010, contra US$ 1,952 trilhão para os Estados Unidos.

"A produção manufatureira americana registrou uma forte recuperação em 2010, com um crescimento de 12,6% em valor agregado", destaca o IHS, mas o crescimento maior na China e a valorização do yuan em comparação ao dólar permitiram à República Popular da China superar os Estados Unidos.

O estudo destaca, no entanto, que a produtividade continua sendo bem superior nos Estados Unidos: "com 11,5 milhões de trabalhadores, o setor industrial americano produz quase o mesmo valor registrado pelo setor industrial chinês com 100 milhões de trabalhadores".

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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Estudantes chineses cortejam faculdades americanas

Dezenas de universidades dos Estados Unidos recebem inscrições de alunos da China.

GRINNELL, Iowa – Os folhetos coloridos repletos de fotografias retratando a vida de alunos chineses, com suas grandes conquistas do nascimento à idade adulta, ficam empilhados no escritório de admissões da Faculdade Grinnell. Apesar de eles quase nunca serem lidos por agentes de admissões, os folhetos, conhecidos na China como "folhas para se gabar" são um sinal do sucesso do marketing de Grinnell naquele país – um plano que valeu a pena em aspectos importantes, incluindo a adição de diversidade no corpo estudantil e a atração de estudantes que podem pagar a anuidade integral.


Dezenas de faculdades e universidades dos Estados Unidos também estão recebendo uma onda de inscrições de estudantes da China, uma economia em crescimento em que mais famílias podem buscar o sonho de uma educação superior americana.

Mas esse sucesso criou um novo problema para os agentes de admissões. Na Grinnell, por exemplo, como é que eles escolhem cerca de 15 alunos entre mais de 200 candidatos provenientes da China?

Considere, por exemplo, que metade dos candidatos da Grinnell provenientes da China este ano tem uma pontuação perfeita na parte de matemática do teste SAT, fazendo com que o seu desempenho seja em grande parte indistinguível dos demais.

Mas os candidatos mais talentosos terão notas em torno de 70 ou 80, porque as escolas chinesas tendem a pontuar de maneira bem menos generosa do que as escolas dos Estados Unidos.

Depois, há o desafio de avaliar o inglês do candidato, uma vez que algumas famílias chinesas contratam consultores, chamados de agentes, para escrever a redação de inscrição. Estes são os mesmos agentes que aconselham as famílias a gastar dinheiro com os folhetos.

"Eles deveriam guardar seu dinheiro", disse Seth Allen, o reitor de admissão da Grinnell, ao olhar para os panfletos empilhados sobre uma mesa próxima.

Na verdade, a próxima parada para os folhetos, disse Jonathan C. Edwards, coordenador de admissão internacional da Grinnell, será a reciclagem.

Fonte: Portal IG

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

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Hu enfrenta questões sobre direitos humanos no Congresso dos EUA

O presidente chinês, Hu Jintao, procurou convencer na quinta-feira parlamentares norte-americanos, muitas vezes hostis, de que a China é um agente de crescimento e não uma ameaça ao poder dos Estados Unidos, durante uma visita de Estado que busca diminuir as divergências entre as duas principais economias do mundo.


O Congresso é, muitas vezes, a origem das frequentes críticas contra o desempenho chinês em relação aos direitos humanos, à política econômica e a sua postura nas discussões nucleares com Irã e Coreia do Norte.

Um desemprego historicamente alto nos Estados Unidos e a impopular guerra no Afeganistão, somados ao avanço econômico e militar da China, alimentaram uma retórica sobre o declínio americano e os ressentimentos direcionados a Pequim entre o público dos Estados Unidos.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

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China contrata hackers desde 2002

Cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA vieram à tona neste domingo, divulgados pelo site WikiLeaks. Os chamados "cables" revelam detalhes secretos --alguns bastante curiosos-- da política externa americana entre dezembro de 1966 e fevereiro deste ano, em um caso que começa a ficar conhecido como "Cablegate".

São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU.

A maioria dos documentos (15.365) fala sobre o Iraque. Os telegramas foram divulgados por meio de um grupo de publicações internacionais: "The New York Times" (EUA), "Guardian" (Reino Unido), "El País" (Espanha), "Le Monde" (França) e "Der Spiegel" (Alemanha).

O WikiLeaks divulga documentos secretos há anos, mas ganhou destaque internacional este ano, com três vazamentos. No primeiro, publicou um vídeo confidencial, feito por um helicóptero americano, que parece mostrar um ataque contra dois funcionários da agência de notícias Reuters e outros civis. O segundo tornou públicos 77 mil arquivos de inteligência dos EUA sobre a guerra do Afeganistão. O terceiro divulgou mais 400 mil arquivos expondo ataques, detenções e interrogatórios no Iraque.

O Pentágono suspeita que quem está por trás dos vazamentos é o analista de inteligência Bradley Manning, 22.

Fonte: Folha.com.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Obama é pressionado para pedir liberdade de chineses

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve pressionar a China a libertar dois importantes dissidentes chineses, um deles, o escritor Liu Xiaobo, é favorito para ganhar o Prêmio Nobel da Paz. O pedido foi feito por 30 congressistas norte-americanos, em duas cartas enviadas a Obama divulgadas hoje.



Obama deveria tratar dos casos do escritor e também do advogado pelos direitos humanos Gao Zhisheng, quando ele se reunir no mês que vem, na Coreia do Sul, com seu colega chinês, Hu Jintao, escreveram os legisladores. "Nós escrevemos para pedir que você peça ao presidente Hu que liberte os dois emblemáticos prisioneiros de consciência chineses, Liu Xiaobo e Gao Zhisheng", afirmaram 29 membros da Câmara dos Representantes.

Em mensagem separada, a deputada Ileana Ros-Lehtinen, da Flórida, importante nome do Partido Republicano no Comitê de Relações Exteriores, pressiona Obama a buscar a "libertação incondicional" dos dissidentes. Obama deve se encontrar com o presidente chinês nos intervalos do encontro do Grupo dos 20 em Seul.

Liu, de 54 anos, foi preso por 11 anos, em dezembro, acusado de subversão após assinar um texto pedindo uma reforma democrática no país. Já Gao, que já atuou em temas sensíveis no país, como os cristãos que não podem pregar sua fé publicamente e o movimento espiritual Falun Gong, desapareceu duas vezes desde o ano passado. A família dele escapou para os EUA.

Fonte: Dow Jones

quarta-feira, 26 de maio de 2010

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China convidará 100 mil norte-americanos para estudar chinês nos próximos quatro anos

O acordo inclui o convite à China para estudantes e chefes de escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos e professores de chinês da nacionalidade norte-americana.

Beijing, China - A China facilitará o estudo do chinês para 100 mil norte-americanos nos próximos quatro anos, disse o Ministério da Educação, nesta quarta-feira.

Zhang Xiuqin, diretor do Departamento de Cooperação e Intercâmbios Internacionais do Ministério da Educação, apresentou o acordo de programas de intercâmbio alcançado na segunda rodada do Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA.

O acordo inclui o convite à China para estudantes e chefes de escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos e professores de chinês da nacionalidade norte-americana. O plano também envolve convidar estudantes de colégios para cursos de verão na China.

Segundo o programa, 10 mil pós-graduados chineses viajarão aos EUA para programas de PhD. Zhang afirmou que o programa permite que a China envie seus melhores estudantes pós-graduados para universidades prestigiosas e institutos de pesquisa.

"A educação serve como um lubrificante para o desenvolvimento estável das relações China-EUA a longo termo", destacou Zhang.

Fonte: Agência Xinhua

segunda-feira, 24 de maio de 2010

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Dívida europeia centra início do diálogo entre China e EUA

Pequim - A crise da dívida europeia centrou hoje o início do segundo diálogo econômico e estratégico entre China e Estados Unidos, segundo informaram Wang Qishan, vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado chinês (executivo) durante a inauguração do diálogo estratégico bilateral, realizado hoje e amanhã na capital chinesa.

"A crise europeia causou maiores oscilações nos mercados financeiros internacionais e afetou de forma negativa a confiança destes mercados. Trouxe muitas incertezas para a lenta recuperação da economia mundial e acrescentou dificuldades nos países afetados para aplicar suas macropolíticas", acrescentou.

O desafio comum neste contexto, assinalou Wang, é "melhorar a situação fiscal, manter a sustentabilidade tributária e prevenir que a crise de dívida soberana se estenda ao mesmo tempo em que se implementam as políticas de estímulo e se tenta deixar para trás a lenta recuperação do mercado de trabalho".

Fonte: EFE

terça-feira, 27 de abril de 2010

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China e EUA vão realizar dois diálogos em maio

A China e os Estados Unidos vão realizar em maio a segunda rodada de diálogo estratégico e econômico, em Beijing, e a próxima rodada de diálogo sobre direito humano, em Washington. A informação foi dada hoje pela porta-voz da chancelaria chinesa, Jiang Yu.

Os dois países vão aprofundar debates sobre assuntos estratégicos, e questões gerais de longo prazo, afirmou Jiang. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai chefiar a missão dos EUA à China.

O sistema de diálogo estratégico e econômico sino-americano foi definido no encontro entre os presidentes dos dois países, Hu Jintao e Barack Obama, realizado em Londres, em abril do ano passado. O primeiro diálogo ocorreu em Washington no verão passado.

Fonte: CRI

quarta-feira, 7 de abril de 2010

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Obama aproveitará impulso do novo Start para pressionar Rússia e China

Presidente deverá pedir apoio a sanções contra o Irã em cúpula de segurança nos dias 12 e 13.

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, embarca nesta quarta-feira, 7, para Praga, onde assinará um histórico tratado nuclear com a Rússia, num feito diplomático que pode contribuir com a melhora nas relações entre Washington e Moscou.

Os dois ex-inimigos da Guerra Fria vão se comprometer a novas reduções em seus arsenais atômicos, e Obama espera que isso seja parte da sua visão de um mundo livre de armas nucleares.

A assinatura do acordo com o presidente russo, Dmitri Medvedev, na quinta-feira, ocorre dois dias depois de Obama divulgar uma nova política sob a qual os EUA restringem as circunstâncias em que podem usar armas nucleares. Na semana que vem, ele será o anfitrião de uma cúpula de 47 países para discutir a questão nuclear em Washington.

O evento de quinta-feira, no castelo medieval de Praga, ocorre cerca de um ano depois de Obama declarar na capital checa que desejava "a paz e a segurança de um mundo sem armas nucleares". Logo antes da assinatura, Obama e Medvedev terão um encontro reservado. À noite, ele jantará com 11 chefes de Estado da Europa Central e Oriental.

Obama deve pressionar Medvedev a apoiar novas e mais duras sanções da ONU contra o Irã, uma mensagem que ele levará também ao presidente chinês, Hu Jintao, em meio à cúpula nuclear dos dias 12 e 13.

Andrew Kuchins, especialista em Rússia no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que o Irã deve ser a "principal questão" no encontro entre Obama e Medvedev. "Será importante resolver algo mais próximo de um acordo com os russos a respeito dos termos nas áreas das sanções antes de negociar com os chineses", disse ele.

As duas maiores potências nucleares chegaram no mês passado ao acordo de redução de arsenais nucleares, após quase um ano de negociações. A segunda versão do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start) substituirá o primeiro acordo, de 1991. O novo pacto limita a 1.550 o número de ogivas nucleares que podem ser instaladas, uma redução de dois terços em relação ao primeiro Start.

Obama tem dado prioridade ao "relançamento" das relações com Moscou, que chegaram ao seu pior estágio desde o fim da Guerra Fria em 2008, quando a Rússia travou uma guerra contra a Geórgia, aliada do Ocidente. O tratado pode melhorar o tom dessa relação.

Fonte: Agencia Estado

terça-feira, 6 de abril de 2010

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Casa Branca: Obama quer moeda chinesa baseada no mercado

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer que o iuan seja baseado no mercado.



"Toda vez que o presidente e o seu governo se encontram com a liderança da China a questão é mencionada. Ela foi mencionada diretamente a eles em Pequim pelo presidente em novembro", disse Gibbs.

"O presidente tem falado repetidamente e recentemente que a moeda da China precisa ser baseada no mercado", afirmou Gibbs quando perguntado se Washington teve alguma resposta da China sobre a decisão de câmbio tomada no fim de semana e para responder a críticas de que a Casa Branca precisaria ter uma postura mais rígida sobre o assunto.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, adiou no sábado um relatório que seria divulgado no dia 15 de abril e que poderia classificar a China como uma "manipuladora de câmbio". Isso aumentaria a pressão dos EUA para uma maior apreciação do iuan, moeda que, segundo críticos, distorce fluxos comerciais.

Fonte: Reuters

terça-feira, 16 de março de 2010

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China quer 'conciliação' com Estados Unidos

Após classificar a relação com os Estados Unidos como a mais importante para a China, Wen afirmou que os laços entre os dois países foram seriamente afetados pela decisão do presidente norte-americano, Barack Obama, de se encontrar com o dalai-lama em fevereiro e pelo anúncio de que Washington venderá US$ 6,4 bilhões em armas para Taiwan, em janeiro.

O dalai-lama é classificado pelo Partido Comunista como um separatista, que busca a independência do Tibete, e Taiwan é considerada uma província rebelde pela China. Pequim sustenta que a ilha, para onde fugiram os nacionalistas após a guerra civil, em 1949, é seu território.

Apesar de responsabilizar os EUA pela deterioração da relação bilateral, Wen defendeu a conciliação. “É melhor ter diálogo do que confronto e parceria do que rivalidade”, disse. Os laços entre os dois países também foram abalados por críticas norte-americanas à situação dos direitos humanos na China, pressões para que Pequim aprecie o valor de sua moeda em relação ao dólar e a ameaça do Google de encerrar suas atividades no país asiático.

Segundo Wen, a China jamais buscará a “hegemonia” no cenário internacional e só perseguirá o “desenvolvimento pacífico”.

sábado, 13 de março de 2010

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China volta a comprar soja dos EUA e dá sustentação aos preços

A China anunciou nesta manhã de sexta-feira compras de 220 mil tons de soja nos EUA para embarque safra velha (2009/10), após ter cancelado em torno de 200 mil tons
ontem.




Este movimento, muito característico de players chineses, evidencia
que a demanda por soja americana deve se manter firme no curto prazo nos EUA
devido aos crônicos problemas logísticos no Brasil, associado ao baixo
interesse de venda do produtor no país.

Embora os mercados externos tenham recuado neste momento, este cenário tende a trazer sustentação para a soja em Chicago hoje nos vencimentos mais curtos. Reiterando que, a China
importou 52% de sua demanda estimada nos EUA até o momento.

Porém, é importante frisar que, ao produtor brasileiro, a eventual firmeza na
CBOT pode não refletir-se no mercado interno justamente em função dos
problemas logísticos e estruturais internos.

Fonte: Ricardo Lorenzet (XP Investiment)

BC da China critica declaração de Obama sobre câmbio

PEQUIM - O vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Su Ning, criticou hoje a sugestão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que a China deveria aplicar uma taxa de câmbio mais orientada pelo mercado. Su indicou que os EUA não deveriam olhar para o yuan como a resposta para os problemas da economia norte-americana.

"Nós não concordamos com a politização da questão da taxa de câmbio do yuan", disse Su. "Nós também não concordamos que um país tenha problemas e outro país os resolva", acrescentou. Os comentários de Su, feitos durante o Congresso Nacional do Povo, foram feitos em um momento significativo.

No domingo, será encerrada a décima sessão legislativa anual chinesa, que será seguida pela coletiva de imprensa anual do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, marcada para as 23 horas de sábado (horário de Brasília). Além disso, no próximo mês o Departamento do Tesouro dos EUA vai divulgar seu relatório semestral, que poderá designar a China como um manipulador cambial.

No ano passado, Wen falou sobre as preocupações da China com o fato de que suas grandes propriedades de ativos norte-americanos não sejam seguras. O comentário, franco e incomum, destacou a potencial fragilidade da relação econômica entre China e EUA.

Ontem, durante a conferência do Banco de Exportação e Importação dos EUA, Obama afirmou que uma mudança na taxa de câmbio da China ajudaria o G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) em seu amplo movimento para reequilibrar a economia global. Assim, países com superávits externos, como a China, aumentariam o consumo e a demanda doméstica, enquanto países com déficits externos, como os EUA, economizariam e exportariam mais.

Su disse que taxas de câmbio não necessariamente resolvem os desequilíbrios comerciais. "Nós acreditamos que a questão da taxa de câmbio não vai ajudar a reduzir ou a aumentar nossos superávits ou déficits comerciais (nos EUA ou na China)", afirmou. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

China deve se voltar ao consumo interno, diz Geithner

WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou que países movidos por exportações, como a China, deveriam reequilibrar suas economias para depender mais da demanda doméstica.

Durante a Conferência Anual do Banco de Exportação e Importação dos EUA, Geithner disse que parte da agenda do governo de Barack Obama é garantir que "países como a China estejam se movendo na direção de estratégias que dependam mais de consumo e demanda domésticos para crescimento futuro".

Ontem, Obama elevou a pressão sobre a China, pedindo que o país asiático se aproxime de uma taxa de câmbio mais baseada no mercado para ajudar na correção dos desequilíbrios globais. Os comentários geraram forte crítica do vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Su Ning, que disse não concordar com a politização da questão da taxa de câmbio. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 3 de março de 2010

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EUA enviam diplomata à China para aliviar tensão

PEQUIM - O vice-secretário de Estado norte-americano, James Steinberg, chegou à China hoje com a meta de levar a relação bilateral entre os dois países de volta aos trilhos. Recentemente, a venda de armas dos EUA a Taiwan e a visita do dalai-lama à Casa Branca causaram tensões entre Pequim e Washington. O alto diplomata dos Estados Unidos também tratará dos esforços para que a Coreia do Norte volte a negociar seu programa nuclear e tentará persuadir os chineses a apoiar novas sanções contra o Irã, por causa de seu controverso programa nuclear.

Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que Pequim e Washington precisam superar as diferenças para avançar. Segundo ele, há um interesse nos dois países em voltar à situação de normalidade nas relações "o mais rápido possível". Porém, Steinberg pode enfrentar uma tarefa difícil.

Hoje, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou que Washington era culpado por vários problemas na relação. "A responsabilidade pela atual dificuldade nas relações entre China e a EUA é totalmente do lado norte-americano", disse o porta-voz. "Nós esperamos que o lado dos EUA leve seriamente em conta a posição chinesa."

Steinberg será acompanhado por Jeffrey Bader, principal conselheiro para Ásia do presidente Barack Obama no Conselho de Segurança Nacional. Na quinta-feira, Bader seguirá para Tóquio, onde se encontrará com funcionários japoneses antes de voltar aos EUA.

Fonte: AE - Agencia Estado

Chineses temem que filho de Yao Ming seja americano

PEQUIM - A possibilidade de o primeiro filho do pivô chinês Yao Ming, do Houston Rockets, nascer nos Estados Unidos e obter a cidadania americana virou motivo de polêmica na internet.



O nascimento está previsto para julho. Como o pivô estará em território americano para seguir a recuperação de uma lesão ano passado, sua esposa deve dar à luz num hospital de lá e ser declarado cidadão americano automaticamente em virtude das leis federais.

"Se o filho de Yao Ming tiver a nacionalidade americana, o resultado será muito grave e a maioria de seus fãs na China vão lhe abandonar", disse um popular blogueiro conhecido como Xin Xin.

Ele vai além ao afirmar que um dia a criança pode jogar basquete como seus pais - a esposa de Yao também foi profissional -, mas pela seleção americana. "Isso seria inaceitável", comentou.

Outros torcedores, citados pelo jornal Chongqing Business Daily, dizem que uma possível naturalização americano do filho de Yao Ming seria uma grande perda para o basquete chinês.

Alguns dos comentários no site da publicação pedem que a primeira criança seja chinesa, e que a segunda tenha nacionalidade americana.

Outros, por sua vez, defendeu que ele seja cidadão dos EUA por diversas vantagens, entre elas a obtenção de vistos para outros países.

Yao e sua esposa, Ye Li, conduziram com bastante discrição a gravidez, descoberta em janeiro porque uma amiga dela acabou revelando em um ato público.

Ainda não se sabe o sexo do bebê, já que na China os exames que revelam isso são proibidos para evitar abortos seletivos. Mas há indícios de que seja uma menina, preveem os médicos.

Jogador mais alto da NBA atualmente, com 2m29, Yao Ming e sua esposa Ye (de 1m90) se casaram em agosto de 2007, depois de mais de três anos de namoro.

Yao está machucado desde 8 de maio de 2009, nas semifinais da Conferência Oeste, e perderá tanto a temporada atual da liga como o Mundial da Turquia, entre agosto e setembro.

Sem jogar, o pivô não decidiu aumentar sua família e também tentou a sorte no mundo empresarial comprando o Xangai Rockets, equipe de sua cidade.

Fonte: EFE