O Ano Novo chinês 4710 ou 2012 no calendário oriental é o Ano do Dragão, que representa o 5º ano no ciclo de 12 anos do zodíaco chinês. Governado pelo elemento Água, cor preta, polaridade Yang, terá início em 23 de janeiro 2012 até 09 de fevereiro 2013. Será um ano de poder, dinheiro e negócios.
O elemento água ressalta as lideranças, as inovações, a sensibilidade às necessidades dos outros e a diplomacia. O Dragão Água é mais pacífico e age com sabedoria, diferentemente dos outros Dragões de Terra, Metal, Fogo e Madeira. Na China, o Dragão Celestial simboliza a potência e a benevolência, por isso os anos do Dragão são considerados benéficos para obter dinheiro com mais facilidade, podendo impulsionar a economia mundial e as fortunas individuais.
O Dragão Água é um grande negociador de sucesso, adepto de marketing, que sabe aplicar sua força quando é necessário. Algumas vezes, esse Dragão estabelece grandes projetos mas não realiza uma boa estrutura que possa suportar as suas ideias. No entanto, é notado por sua calma, seu equilíbrio que combina lógica com muita criatividade.
É um visionário que sabe angariar simpatia e apoio dos outros em seus projetos. Nos anos do dragão evidenciam-se as profissões de analistas de sistemas, inventores, engenheiros, arquitetos, advogados, filósofos, psicanalistas, corretores, gestores, agentes de publicidade, as forças armadas, ativistas e políticos.
A influência do Dragão de Água em 2012 aumentará a probabilidade de sucesso para aqueles que apostarem no progresso e na produção de tecnologias, um desafio para todas as corporações do mundo. A conservação de energia natural, a proteção ambiental, o uso de recursos dos mares e das águas serão renovadas em 2012. As virtudes do Dragão Água é de harmonia e longevidade, entretanto, não devemos manter excessivas expectativas, o que poderia nos levar ao fracasso.
Também favorece o casamento, as uniões, as sociedades e o nascimento de filhos. Muitos casais na China planejam seus filhos para nascerem sob o signo do Dragão, pois este é o signo que dá liderança e sucesso nos negócios. Entretanto, o espírito do Dragão é indomável e tem tendência a tornar tudo maior, exagerar ou fazer grandes apostas. O Dragão é um grande apostador e não joga para perder. Este é um ano para bons empreendimentos, desde que não vejamos as coisas melhores do que são. O Dragão pode nos estimular a ultrapassar os limites da prudência nos gastos.
Este é um ano em que devemos moderar o nosso entusiasmo e usar de muita prudência. Embora o Dragão seja afortunado e traga sorte, também pode nos levar à derrota devido aos nossos erros de avaliação. Da mesma forma que amplia o sucesso pode ampliar os fracassos. Este será um ano de grandes surpresas mas também a atmosfera do Dragão pode nos surpreeender com sua força. Pode ser um ano de revoltas contra às restrições.
No Oriente, o dragão simboliza o imperador ou o grande macho. Representa o poder, padrões elevados e perfeição. O poderoso dragão não admite contestação e tende a intimidar aqueles que ousam desafiá-lo. Apesar do seu temperamento forte, pode ser um grande aliado desde que se respeite as suas regras. Simbolo do poder e da riqueza, segundo a lenda, o dragão surge do interior da terra para amedrontar a humanidade.
Os anos do Dragão são de grandes realizações mas também podem ser marcados pelo medo. O último ano ano do Dragão em 2000 foi marcado pelo medo do colapso tecnológico, o bug do milênio, que trouxe grande expectativa ao mundo. Isso justifica o medo das profecias maias e outras para 2012. Se suas expectativas tendem mais para o desastre, então você pode esperar tsunamis, furacões e extremas mudanças climáticas. No entanto, se as expectativas se focarem em algo construtivo, é certeza de que você terá um ano de muitas realizações. A vida tem tendência a atender às nossas expectativas.
Fonte: http://astrologiachinesa.blogspot.com
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
0 comentáriosAno Novo Chinês - Mais um artigo... "O Ano do Dragão"
Faltam passagens na China para comemorar Ano Novo do Dragão
Há estimativa de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos nos próximos dias. Ano Novo chinês, em 2012, cai em 23 de janeiro.
A China inicia neste domingo (8) oficialmente a alta temporada de viagens por ocasião do Ano Novo do Dragão, com estimativas de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos, mas a celebração começou marcada pelo caos e frustração devido à falta de passagens de trem.
Entre 8 de janeiro e 16 de fevereiro - 40 dias antes e depois do Ano Novo chinês, que dessa vez cai em 23 de janeiro -, o governo prevê um deslocamento maciço ainda maior que em anos passados. A tradição chinesa manda que as pessoas voltem para casa nesta época para comemorar com a família.
Por isso, desde o início de janeiro, milhões de chineses, especialmente estudantes e migrantes, se aglomeram nas estações de trem - meio de transporte mais barato no país - para conseguir uma passagem de volta para a cidade natal nesta data especial do calendário chinês, que neste ano é simbolizado pelo dragão.
No entanto, desde que o governo autorizou em dezembro a venda de passagens pela internet e por telefone, esse êxodo pode ser notado não apenas nas longas filas nas estações, mas também no congestionamento dos sites e telefones que comercializam as passagens.
"Desde 1º de janeiro, venho tentado comprar um bilhete de trem por telefone e pela internet, mas em nenhum dos dois casos tive êxito. Por telefone, quando finalmente me atenderam, foi só para dizer que não havia passagens. Pela internet, a linha está sempre congestionada", conta à Agência Efe a jovem Lin Li, de 23 anos.
Como muitos dos cidadãos chineses, ela se mostra descontente com o novo serviço de venda de passagens ferroviárias na China. Sua esperança é conseguir comprar algum bilhete revendido. "Por enquanto é minha única opção".
A imprensa local divulgou nesta semana a carta que um imigrante chinês enviou ao jornal "Wenzhou Metropolitan Daily" para se queixar da ineficácia do novo sistema de venda de passagens que dificulta o direito dos migrantes a comprá-las.
"Comprar um bilhete de trem é como ganhar na loteria", escreve Huang Qinghong em sua carta. Ele lembra que, há alguns anos, bastava se levantar cedo e fazer fila para comprar, mas critica o fato de que, neste ano, a venda online é muito complicada e injusta. "Sequer temos o direito de comprar um bilhete".
Huang, de 37 anos, funcionário de uma fábrica em Wenzhou, diz que foi quatro vezes à estação, todas em vão. Segundo ele, dos 40 operários com quem trabalha, só um conseguiu adquirir uma passagem, por telefone.
"Nosso chefe se solidariza conosco e tenta nos ajudar a comprar pela internet, mas também não consegue. Em nosso tempo livre, na hora de almoço, tentamos comprar por telefone, mas só um de nós conseguiu um bilhete", detalha Huang.
Após publicar sua história, o jornal da cidade de Wenzhou, que recebeu a carta, obteve uma passagem de avião para que Huang possa voltar para casa.
Uma pesquisa divulgada na imprensa chinesa mostra que, dos 40.072 entrevistados, 61,5% consideram difícil comprar bilhetes de trem porque as ferrovias na China são insuficientes, e 31,5% acham que a revenda de passagens só complica a situação.
Apesar de todas as dificuldades, o Ministério de Ferrovias da China prevê que as viagens nessa época do ano aumentarão 6,1% em relação a 2011, e que, durante o período de festas, os trens transportarão 5,88 milhões de pessoas por dia.
Em regiões de alta atividade econômica como Xangai, Pequim e Cantão, a estimativa é que os deslocamentos aumentem cerca de 10% em relação ao ano passado.
Fonte: G1
A China inicia neste domingo (8) oficialmente a alta temporada de viagens por ocasião do Ano Novo do Dragão, com estimativas de mais de 3,16 bilhões de deslocamentos, mas a celebração começou marcada pelo caos e frustração devido à falta de passagens de trem.
Entre 8 de janeiro e 16 de fevereiro - 40 dias antes e depois do Ano Novo chinês, que dessa vez cai em 23 de janeiro -, o governo prevê um deslocamento maciço ainda maior que em anos passados. A tradição chinesa manda que as pessoas voltem para casa nesta época para comemorar com a família.
Por isso, desde o início de janeiro, milhões de chineses, especialmente estudantes e migrantes, se aglomeram nas estações de trem - meio de transporte mais barato no país - para conseguir uma passagem de volta para a cidade natal nesta data especial do calendário chinês, que neste ano é simbolizado pelo dragão.
No entanto, desde que o governo autorizou em dezembro a venda de passagens pela internet e por telefone, esse êxodo pode ser notado não apenas nas longas filas nas estações, mas também no congestionamento dos sites e telefones que comercializam as passagens.
"Desde 1º de janeiro, venho tentado comprar um bilhete de trem por telefone e pela internet, mas em nenhum dos dois casos tive êxito. Por telefone, quando finalmente me atenderam, foi só para dizer que não havia passagens. Pela internet, a linha está sempre congestionada", conta à Agência Efe a jovem Lin Li, de 23 anos.
Como muitos dos cidadãos chineses, ela se mostra descontente com o novo serviço de venda de passagens ferroviárias na China. Sua esperança é conseguir comprar algum bilhete revendido. "Por enquanto é minha única opção".
A imprensa local divulgou nesta semana a carta que um imigrante chinês enviou ao jornal "Wenzhou Metropolitan Daily" para se queixar da ineficácia do novo sistema de venda de passagens que dificulta o direito dos migrantes a comprá-las.
"Comprar um bilhete de trem é como ganhar na loteria", escreve Huang Qinghong em sua carta. Ele lembra que, há alguns anos, bastava se levantar cedo e fazer fila para comprar, mas critica o fato de que, neste ano, a venda online é muito complicada e injusta. "Sequer temos o direito de comprar um bilhete".
Huang, de 37 anos, funcionário de uma fábrica em Wenzhou, diz que foi quatro vezes à estação, todas em vão. Segundo ele, dos 40 operários com quem trabalha, só um conseguiu adquirir uma passagem, por telefone.
"Nosso chefe se solidariza conosco e tenta nos ajudar a comprar pela internet, mas também não consegue. Em nosso tempo livre, na hora de almoço, tentamos comprar por telefone, mas só um de nós conseguiu um bilhete", detalha Huang.
Após publicar sua história, o jornal da cidade de Wenzhou, que recebeu a carta, obteve uma passagem de avião para que Huang possa voltar para casa.
Uma pesquisa divulgada na imprensa chinesa mostra que, dos 40.072 entrevistados, 61,5% consideram difícil comprar bilhetes de trem porque as ferrovias na China são insuficientes, e 31,5% acham que a revenda de passagens só complica a situação.
Apesar de todas as dificuldades, o Ministério de Ferrovias da China prevê que as viagens nessa época do ano aumentarão 6,1% em relação a 2011, e que, durante o período de festas, os trens transportarão 5,88 milhões de pessoas por dia.
Em regiões de alta atividade econômica como Xangai, Pequim e Cantão, a estimativa é que os deslocamentos aumentem cerca de 10% em relação ao ano passado.
Fonte: G1
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
0 comentáriosCidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e Olimpíadas esperam cooperar com a China
O assessor especial da Subchefia de Assuntos Federativos, ligada à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil, Alberto Kleiman, disse recentemente em Sanya, sul da China, que as cidades brasileiras anfitriãs da Copa do Mundo e das Olimpíadas querem cooperar com a China.
O assessor lembrou que, no ano passado, o Brasil enviou uma delegação de cidades para a Expo Shanghai, que se reuniu com investidores chineses para que eles invistam, por exemplo, em construção, em cidades da Copa do Mundo 2014. Além disso, existe uma possibilidade de Beijing, que acumulou experiência na organização da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, estabelecer uma relação com o Rio de Janeiro, que sediará os Jogos em 2016, visto que as duas cidades são cidades-irmãs. Além disso, o assessor disse esperar que os turistas chineses venham em grande número aos dois eventos que serão realizados no Brasil.
Sobre a cooperação de nível regional entre os dois países, Kleiman citou os números da Associação de Amizade do Povo Chinês com o Exterior, dizendo que existem 48 pares de cidades e províncias/estados dos dois países com relação de cooperação, mas que muitas delas não estão ativas. No entanto, um exemplo dessa relação é o estado brasileiro da Bahia. Segundo o funcionário, o governador do estado virá à China ainda este mês para promover as relações. O estado da Bahia atualmente têm relações de cooperação amistosa com as regiões provinciais chinesas de Shandong (leste) e Chongqing (sul). Por outro lado, este ano cinco governadores brasileiros vieram ou virão à China.
O funcionário apontou que o Brasil recebe com bons olhos o investimento direto chinês em favor da infraestrutura produtiva, quer dizer, o país não deve só importar produtos chineses, mas deseja que as empresas chinesas se instalem no Brasil oferecendo emprego, visto que a China tem muitos setores competitivos. Por isso, essa relação tem que ser mais equilibrada. Em relação à infraestrutura, como portos e aeroportos, sempre há oportunidades no Brasil para companhias chinesas, explicou.
No entender do Brasil, disse o funcionário, a relação com a China precisa ter maior complementaridade produtiva em vez de competição produtiva, além de transferência mútua de tecnologia, como nas áreas de fabricação de aviões pela Embraer na China, e no campo aeroespacial e de lançamento de satélites, entre outros.
Quanto à diversificação do comércio exterior entre os dois países, o funcionário apontou que seu país quer exportar mais produtos agropecuários e de alto valor agregado à China. "Não há nenhum mal para o Brasil exportar produtos agrícolas e minerais ao país asiático, mas que pelo menos os produtos tenham um valor agregado maior. O Brasil não quer se tornar um mero país exportador de matéria-prima", disse.
Sobre as relações culturais entre os dois países, o funcionário brasileiro disse concordar que as relações bilaterais não devem se resumir e se limitar a relações econômicas e comerciais. O Brasil tem um rica cultura, mas que não é conhecida amplamente na China, enquanto os brasileiros sempre falam em crescimento econômco quando se referem à China e conhecem muito pouco de sua diversidade cultural. O funcionário assinalou que as relações governamentais não se devem direcionadas apenas por assuntos econômicos e comerciais, sugerindo que as cidades e estados criem centros culturais, através dos quais "o Brasil fique na China e a China fique no Brasil".
Fonte: Agência Xinhua
O assessor lembrou que, no ano passado, o Brasil enviou uma delegação de cidades para a Expo Shanghai, que se reuniu com investidores chineses para que eles invistam, por exemplo, em construção, em cidades da Copa do Mundo 2014. Além disso, existe uma possibilidade de Beijing, que acumulou experiência na organização da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, estabelecer uma relação com o Rio de Janeiro, que sediará os Jogos em 2016, visto que as duas cidades são cidades-irmãs. Além disso, o assessor disse esperar que os turistas chineses venham em grande número aos dois eventos que serão realizados no Brasil.
Sobre a cooperação de nível regional entre os dois países, Kleiman citou os números da Associação de Amizade do Povo Chinês com o Exterior, dizendo que existem 48 pares de cidades e províncias/estados dos dois países com relação de cooperação, mas que muitas delas não estão ativas. No entanto, um exemplo dessa relação é o estado brasileiro da Bahia. Segundo o funcionário, o governador do estado virá à China ainda este mês para promover as relações. O estado da Bahia atualmente têm relações de cooperação amistosa com as regiões provinciais chinesas de Shandong (leste) e Chongqing (sul). Por outro lado, este ano cinco governadores brasileiros vieram ou virão à China.
O funcionário apontou que o Brasil recebe com bons olhos o investimento direto chinês em favor da infraestrutura produtiva, quer dizer, o país não deve só importar produtos chineses, mas deseja que as empresas chinesas se instalem no Brasil oferecendo emprego, visto que a China tem muitos setores competitivos. Por isso, essa relação tem que ser mais equilibrada. Em relação à infraestrutura, como portos e aeroportos, sempre há oportunidades no Brasil para companhias chinesas, explicou.
No entender do Brasil, disse o funcionário, a relação com a China precisa ter maior complementaridade produtiva em vez de competição produtiva, além de transferência mútua de tecnologia, como nas áreas de fabricação de aviões pela Embraer na China, e no campo aeroespacial e de lançamento de satélites, entre outros.
Quanto à diversificação do comércio exterior entre os dois países, o funcionário apontou que seu país quer exportar mais produtos agropecuários e de alto valor agregado à China. "Não há nenhum mal para o Brasil exportar produtos agrícolas e minerais ao país asiático, mas que pelo menos os produtos tenham um valor agregado maior. O Brasil não quer se tornar um mero país exportador de matéria-prima", disse.
Sobre as relações culturais entre os dois países, o funcionário brasileiro disse concordar que as relações bilaterais não devem se resumir e se limitar a relações econômicas e comerciais. O Brasil tem um rica cultura, mas que não é conhecida amplamente na China, enquanto os brasileiros sempre falam em crescimento econômco quando se referem à China e conhecem muito pouco de sua diversidade cultural. O funcionário assinalou que as relações governamentais não se devem direcionadas apenas por assuntos econômicos e comerciais, sugerindo que as cidades e estados criem centros culturais, através dos quais "o Brasil fique na China e a China fique no Brasil".
Fonte: Agência Xinhua
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
0 comentáriosO Ano do Dragão - Artigo
Texto de Roberto Luis Troster, consultor e doutor em economia pela USP, foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP, Mackenzie e PUC-SP.
"O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.
O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.
Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.
Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.
No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.
A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.
Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.
A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.
O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.
A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.
Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).
No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!"
Fonte: Valor Econômico
"O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.
O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.
Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.
Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.
No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.
A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.
Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.
A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.
O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.
A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.
Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).
No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!"
Fonte: Valor Econômico
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
0 comentáriosGuinness confirma na China maior jardim botânico medicinal do mundo
Um jardim botânico medicinal na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, sudoeste da China, foi confirmado pelo Guinness World Records como o maior do seu tipo no mundo, declarou hoje um funcionário do jardim.
Com uma área de 202 hectares, o jardim comprovadamente possui a maior variedade de plantas medicinais e a maior área cultivada de plantas medicinais no mundo.
A instituição preserva mais de 6 mil tipos de plantas medicinais vivas (incluindo mais de 100 espécies em risco de extinção e mais de 30 tipos novos), mais de 3,2 mil tipos de sementes de plantas medicinais e 100 mil imagens.
O departamento de saúde de Guangxi construiu o jardim em 1959 com o objetivo de cultivar, coletar e preservar plantas medicinais e realizar pesquisas.
Espera-se que o jardim se transforme em uma base internacional avançada de conservação de plantas medicinais e um centro de cultura e ciência da medicina tradicional chinesa.
Guangxi é uma das regiões provinciais menos desenvolvidas da China, mas é conhecida pela grande variedade de medicamentos fitoterápicos e culturas das minorias étnicas Zhuang e Yao.
Fonte: Agencia Xinhua
Com uma área de 202 hectares, o jardim comprovadamente possui a maior variedade de plantas medicinais e a maior área cultivada de plantas medicinais no mundo.
A instituição preserva mais de 6 mil tipos de plantas medicinais vivas (incluindo mais de 100 espécies em risco de extinção e mais de 30 tipos novos), mais de 3,2 mil tipos de sementes de plantas medicinais e 100 mil imagens.
O departamento de saúde de Guangxi construiu o jardim em 1959 com o objetivo de cultivar, coletar e preservar plantas medicinais e realizar pesquisas.
Espera-se que o jardim se transforme em uma base internacional avançada de conservação de plantas medicinais e um centro de cultura e ciência da medicina tradicional chinesa.
Guangxi é uma das regiões provinciais menos desenvolvidas da China, mas é conhecida pela grande variedade de medicamentos fitoterápicos e culturas das minorias étnicas Zhuang e Yao.
Fonte: Agencia Xinhua
Produção industrial da China tem menor expansão em 2 anos
A produção industrial da China cresceu no menor ritmo em mais de dois anos e a inflação desabou em novembro, com a piora das condições econômicas, gerando expectativa de que Pequim adote mais estímulos monetários.
Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que a expansão da produção industrial desacelerou para 12,4% no mês passado --a menor taxa desde agosto de 2009--, abaixo da previsão de 12,8%.
A inflação anual na China tombou em novembro para 4,2%, o menor nível desde setembro de 2010 e ligeiramente abaixo das expectativas. Foi a primeira vez desde fevereiro que a inflação ficou abaixo em menos de 5%.
A inflação tem caído rapidamente desde julho, quando atingiu 6,5%, o maior patamar em três anos. Esse esfriamento permitiu que Pequim mudasse sua posição de política monetária para oferecer apoio à economia, especialmente porque a alta dos preços está agora mais perto da meta de 4% para 2011 como um todo.
As vendas no varejo aumentaram 17,3% em relação a um ano atrás, ligeiramente ultrapassando o ritmo de 17,2% registrado em outubro e contrariando economistas, que esperavam desaceleração para 16,9%.
O crescimento econômico da China desacelerou em três trimestres consecutivos e economistas esperam amplamente que a expansão de 2012 fique abaixo de 9% pela primeira vez desde 2001, conforme o país sente o impacto da crise de dívida da zona do euro e do enfraquecimento da demanda vinda dos Estados Unidos.
O Gabinete Político do Partido Comunista, a principal instância dirigente do país, afirmou que o governo da China continuará a aplicar uma política monetária "prudente" e uma política orçamentária de apoio à economia em 2012, informou a agência oficial Xinhua.
O anúncio precede uma reunião sobre a política econômica que o próprio Gabinete Político convocou para a próxima quarta-feira.
Fonte: Folha.com
Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que a expansão da produção industrial desacelerou para 12,4% no mês passado --a menor taxa desde agosto de 2009--, abaixo da previsão de 12,8%.
A inflação anual na China tombou em novembro para 4,2%, o menor nível desde setembro de 2010 e ligeiramente abaixo das expectativas. Foi a primeira vez desde fevereiro que a inflação ficou abaixo em menos de 5%.
A inflação tem caído rapidamente desde julho, quando atingiu 6,5%, o maior patamar em três anos. Esse esfriamento permitiu que Pequim mudasse sua posição de política monetária para oferecer apoio à economia, especialmente porque a alta dos preços está agora mais perto da meta de 4% para 2011 como um todo.
As vendas no varejo aumentaram 17,3% em relação a um ano atrás, ligeiramente ultrapassando o ritmo de 17,2% registrado em outubro e contrariando economistas, que esperavam desaceleração para 16,9%.
O crescimento econômico da China desacelerou em três trimestres consecutivos e economistas esperam amplamente que a expansão de 2012 fique abaixo de 9% pela primeira vez desde 2001, conforme o país sente o impacto da crise de dívida da zona do euro e do enfraquecimento da demanda vinda dos Estados Unidos.
O Gabinete Político do Partido Comunista, a principal instância dirigente do país, afirmou que o governo da China continuará a aplicar uma política monetária "prudente" e uma política orçamentária de apoio à economia em 2012, informou a agência oficial Xinhua.
O anúncio precede uma reunião sobre a política econômica que o próprio Gabinete Político convocou para a próxima quarta-feira.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
0 comentáriosHutong de Nanluoguxiang colorido
Nanluoguxiang, uma viela muito famosa em Beijing, tem uma história de 800 anos. No passado, era igual a outros hutongs, tudo cinza. Paredes cinza e telhados cinza. O hutong testemunhou a visita de Marco Pólo e a passagem da última imperatriz da China. Hoje em dia, em vez de apenas uma cor monótona, Nanluoguxiang é mais colorida, com muitas lojinhas e cafeteiras, que enriquecem a cor dessa viela antiga.
Em Nanluoguxiang, descobrimos uma loja de cor amarela, cuja dona é a tibetana Zhaxinima. Ela nomeou a loja de artigos tibetanos de "Amala". Zhaxinima, que chegou a Beijing há três meses, disse que o souvenir mais procurado pelos estrangeiros é a tigela da tranquilidade, que é feita de bronze. Com a tigela na palma da mão esquerda, se move uma vara de madeira ao longo de sua margem no sentido horário, produzindo, assim, um som bonito que transmite para muito longe.
Segundo Zhaxinima, amarela é a cor que representa a dignidade e a reputação no budismo tibetano. Por isso, a decoração da loja "Amala" é em amarelo. Enquanto isso, na loja de roupa "Initial", o branco é a cor principal – no chão, no teto e na parede. O dono da loja, Heva, nos deu um cartão de visita, muito limpo, sem muitas palavras. Segundo ele, a intenção de abrir a loja não é ganhar dinheiro, mas sim criar sua própria marca e deixar uma sensação especial aos visitantes.
"Temos uma equipe de estilistas vinda de Hong Kong. Nanluoguxiang é uma viela antiga com 800 anos de história, mas nossas decorações internas são modernas. Queremos mostrar um choque entre a moda e o clássico."
Saindo do "Initial", chegamos a uma cafeteira que se chama "Nilv", onde há um piano e um tambor. Segundo a dona, Chen Yan, clientes chineses e estrangeiros gostam de fazer festa aqui, acompanhada de jazz.
"Nossa cafeteira tem as cores do arco-íris, é bem colorida. Nosso coquetel é muito bom e promovemos novos tipos todos os dias. Só no cardápio há 50 opções."
Chen Yan e seu marido operam essa cafeteira há quatro anos. Suspensos no teto, diversos guarda-chuvas no estilo chinês, que refletem a luz dos coquetéis coloridos na mesa, atraindo os olhos dos clientes. Chen Yan destaca que arco-íris é a cor da cafeteira e também de Nanluoguxiang.
Para os estrangeiros, os bares e cafeteiras aí têm um encanto peculiar. Nesta rua encontramos uma moça italiana, Alesandra, que mora na China há 3 anos. Ela tem uma sensação especial sobre a cor de Nanluoguxiang.
"Às vezes, a luz nos bares parece cor de rosa, às vezes tudo em preto. Se você combina essas duas cores, Nanluoguxiang parece ter cor de violeta."
Nanluoguxiang, um dos quarteirões mais antigos de Beijing, deixa uma memória vivida entre os visitantes. A viela está abraçando os visitantes de todo o mundo com uma visão mais aberta e tolerante.
Fonte: CRI On Line
Em Nanluoguxiang, descobrimos uma loja de cor amarela, cuja dona é a tibetana Zhaxinima. Ela nomeou a loja de artigos tibetanos de "Amala". Zhaxinima, que chegou a Beijing há três meses, disse que o souvenir mais procurado pelos estrangeiros é a tigela da tranquilidade, que é feita de bronze. Com a tigela na palma da mão esquerda, se move uma vara de madeira ao longo de sua margem no sentido horário, produzindo, assim, um som bonito que transmite para muito longe.
Segundo Zhaxinima, amarela é a cor que representa a dignidade e a reputação no budismo tibetano. Por isso, a decoração da loja "Amala" é em amarelo. Enquanto isso, na loja de roupa "Initial", o branco é a cor principal – no chão, no teto e na parede. O dono da loja, Heva, nos deu um cartão de visita, muito limpo, sem muitas palavras. Segundo ele, a intenção de abrir a loja não é ganhar dinheiro, mas sim criar sua própria marca e deixar uma sensação especial aos visitantes.
"Temos uma equipe de estilistas vinda de Hong Kong. Nanluoguxiang é uma viela antiga com 800 anos de história, mas nossas decorações internas são modernas. Queremos mostrar um choque entre a moda e o clássico."
Saindo do "Initial", chegamos a uma cafeteira que se chama "Nilv", onde há um piano e um tambor. Segundo a dona, Chen Yan, clientes chineses e estrangeiros gostam de fazer festa aqui, acompanhada de jazz.
"Nossa cafeteira tem as cores do arco-íris, é bem colorida. Nosso coquetel é muito bom e promovemos novos tipos todos os dias. Só no cardápio há 50 opções."
Chen Yan e seu marido operam essa cafeteira há quatro anos. Suspensos no teto, diversos guarda-chuvas no estilo chinês, que refletem a luz dos coquetéis coloridos na mesa, atraindo os olhos dos clientes. Chen Yan destaca que arco-íris é a cor da cafeteira e também de Nanluoguxiang.
Para os estrangeiros, os bares e cafeteiras aí têm um encanto peculiar. Nesta rua encontramos uma moça italiana, Alesandra, que mora na China há 3 anos. Ela tem uma sensação especial sobre a cor de Nanluoguxiang.
"Às vezes, a luz nos bares parece cor de rosa, às vezes tudo em preto. Se você combina essas duas cores, Nanluoguxiang parece ter cor de violeta."
Nanluoguxiang, um dos quarteirões mais antigos de Beijing, deixa uma memória vivida entre os visitantes. A viela está abraçando os visitantes de todo o mundo com uma visão mais aberta e tolerante.
Fonte: CRI On Line
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
0 comentáriosConheça o papel mais antigo do mundo, o papel de Fangmatan
Em março de 1986, chuvas contínuas atingiram durante dias a zona florestal de Fangmatan, na cidade de Tianshui, província de Gansu, no noroeste da China. Deslizamentos de terra causados pela chuva levaram uma grande quantidade de barro para a área de alojamento dos empregados da floresta. Ao limpar o barro depois da chuva, eles descobriram inesperadamente um pedaço de papel de dois mil anos atrás. O artigo descoberto foi constatado como o papel mais antigo do mundo. Bem, hoje, vamos conhecer o papel de Fangmatan.
Fangmatan, traduzida literalmente como "praia de criar cavalos", tem um clima ameno e é rica em plantas. A região é famosa por ser um ótimo lugar para a criação de cavalos e era uma passagem importante da antiga "Rota da Seda". A história milenar deixou legados muito preciosos para Fangmatan. Após a chuva de 1986, foi descoberto um túmulo da época das dinastias de Qin (221 a.C.-206 a.C.) e Han (202 a.C.-220 d.C.), revelando uma história esquecida.
O calígrafo Mao Huimin, da cidade de Tianshui, participou dos trabalhos de escavação arqueológica do túmulo. Ele relembra a situação da época à Rádio Internacional da China:
"Depois que limparam o barro, os empregados da floresta viram um pequeno buraco embaixo, de onde transbordava água de cor cinzenta. Um responsável pela floresta escavou o buraco com as mãos e agarrou para fora um molho de tabuinhas de bambu (que eram antigamente usadas para a escrita chinesa). Os arqueólogos no local conservaram as relíquias e reportaram o descobrimento para as autoridades culturais."
As tabuinhas de bambu e um mapa desenhado em uma placa de madeira, descoberto ao mesmo tempo, foram constatados como patrimônios do período dos Estados Combatentes (475 a.C.- 221 a.C.). Com a importante descoberta, especialistas foram enviados para estudos arqueológicos em Fangmatan. Depois da inspeção, foram encontrados mais de cem túmulos antigos dentro de uma área de 10 mil metros quadrados.
Entre os artigos escavados, um pedaço de papel foi confirmado posteriormente como o papel de fibra vegetal mais antigo já conhecido do mundo. O diretor do Instituto de Proteção e Conservação de Relíquias Culturais da província de Gansu, He Shuangquan, foi um dos principais arqueólogos do trabalho. Ele lembra:
"No local da escavação, o papel estava coberto por terra e colocado no peito do dono do túmulo. Naquele momento, o objeto parecia um pedaço de seda. Mas, depois de limpar a terra, os trabalhadores observaram o artigo com microscópio e confirmaram que era um papel."
Os papéis são sempre finos e frágeis. Depois de permanecer enterrado por milênios, como está hoje o papel descoberto em Fangmatan? Qual foi sua função? Correspondentes da Rádio visitaram o Instituto de Arqueologia de Gansu. Lá, a relíquia, que tem o tamanho de uma tampa de bule, está disposta em uma caixa de vidro. Surpreendentemente, apesar de ter sido feito há dois mil anos, o papel não é muito diferente das folhas de papel de hoje. O desenho de montanhas e rios em linhas ainda é claro. Depois de comparar a pintura do papel com os mapas em capas de madeira, descobertos no mesmo local, foi confirmado que o desenho é a topografia de Fangmatan.
O papel é mais leve e econômico em comparação com os outros materiais de escrita. O estudioso de Tianshui, Wang Ruobing, avalia a importância da descoberta do papel de Fangmatan:
"Para o conhecimento geral, o papel mais antigo da China é o de Caihou, da dinastia Han Leste (25 d.C. – 220 d.C.). O pedaço de papel descoberto em Fangmatan é 300 anos mais antigo que o de Caihou. Antes da invenção do papel, os ocidentais escreviam em pele de carneiro e os chineses, em ossos e carapaças de tartarugas ou tabuinhas de bambu. Naquele período, a divulgação da cultura da humanidade era muito lenta. Por isso, o descobrimento do papel de Fangmatan é muito importante na civilização humana."
Fonte: CRI On Line
Fangmatan, traduzida literalmente como "praia de criar cavalos", tem um clima ameno e é rica em plantas. A região é famosa por ser um ótimo lugar para a criação de cavalos e era uma passagem importante da antiga "Rota da Seda". A história milenar deixou legados muito preciosos para Fangmatan. Após a chuva de 1986, foi descoberto um túmulo da época das dinastias de Qin (221 a.C.-206 a.C.) e Han (202 a.C.-220 d.C.), revelando uma história esquecida.
O calígrafo Mao Huimin, da cidade de Tianshui, participou dos trabalhos de escavação arqueológica do túmulo. Ele relembra a situação da época à Rádio Internacional da China:
"Depois que limparam o barro, os empregados da floresta viram um pequeno buraco embaixo, de onde transbordava água de cor cinzenta. Um responsável pela floresta escavou o buraco com as mãos e agarrou para fora um molho de tabuinhas de bambu (que eram antigamente usadas para a escrita chinesa). Os arqueólogos no local conservaram as relíquias e reportaram o descobrimento para as autoridades culturais."
As tabuinhas de bambu e um mapa desenhado em uma placa de madeira, descoberto ao mesmo tempo, foram constatados como patrimônios do período dos Estados Combatentes (475 a.C.- 221 a.C.). Com a importante descoberta, especialistas foram enviados para estudos arqueológicos em Fangmatan. Depois da inspeção, foram encontrados mais de cem túmulos antigos dentro de uma área de 10 mil metros quadrados.
Entre os artigos escavados, um pedaço de papel foi confirmado posteriormente como o papel de fibra vegetal mais antigo já conhecido do mundo. O diretor do Instituto de Proteção e Conservação de Relíquias Culturais da província de Gansu, He Shuangquan, foi um dos principais arqueólogos do trabalho. Ele lembra:
"No local da escavação, o papel estava coberto por terra e colocado no peito do dono do túmulo. Naquele momento, o objeto parecia um pedaço de seda. Mas, depois de limpar a terra, os trabalhadores observaram o artigo com microscópio e confirmaram que era um papel."
Os papéis são sempre finos e frágeis. Depois de permanecer enterrado por milênios, como está hoje o papel descoberto em Fangmatan? Qual foi sua função? Correspondentes da Rádio visitaram o Instituto de Arqueologia de Gansu. Lá, a relíquia, que tem o tamanho de uma tampa de bule, está disposta em uma caixa de vidro. Surpreendentemente, apesar de ter sido feito há dois mil anos, o papel não é muito diferente das folhas de papel de hoje. O desenho de montanhas e rios em linhas ainda é claro. Depois de comparar a pintura do papel com os mapas em capas de madeira, descobertos no mesmo local, foi confirmado que o desenho é a topografia de Fangmatan.
O papel é mais leve e econômico em comparação com os outros materiais de escrita. O estudioso de Tianshui, Wang Ruobing, avalia a importância da descoberta do papel de Fangmatan:
"Para o conhecimento geral, o papel mais antigo da China é o de Caihou, da dinastia Han Leste (25 d.C. – 220 d.C.). O pedaço de papel descoberto em Fangmatan é 300 anos mais antigo que o de Caihou. Antes da invenção do papel, os ocidentais escreviam em pele de carneiro e os chineses, em ossos e carapaças de tartarugas ou tabuinhas de bambu. Naquele período, a divulgação da cultura da humanidade era muito lenta. Por isso, o descobrimento do papel de Fangmatan é muito importante na civilização humana."
Fonte: CRI On Line
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
0 comentáriosChina investe no Brasil somente metade do que anuncia
A China investe no Brasil somente metade do que anuncia, de acordo com um levantamento feito pela Folha dos principais projetos no país. A reportagem, de Patrícia Campos Mello e Gustavo Hennemann, foi publicada na edição deste domingo da Folha.
Dos projetos chineses no Brasil anunciados em 2009 e 2010, 25% não saíram do papel e 29% são financiados por grupos brasileiros ou de outra nacionalidade.
Um exemplo é a fábrica da montadora chinesa JAC Motors na Bahia. Do investimento total anunciado de R$ 900 milhões, 80% virão do sócio local.
Fonte: Folha.com
Dos projetos chineses no Brasil anunciados em 2009 e 2010, 25% não saíram do papel e 29% são financiados por grupos brasileiros ou de outra nacionalidade.
Um exemplo é a fábrica da montadora chinesa JAC Motors na Bahia. Do investimento total anunciado de R$ 900 milhões, 80% virão do sócio local.
Fonte: Folha.com
terça-feira, 22 de novembro de 2011
0 comentáriosVídeo sobre Confúcio produzido na China é apresentado na Times Square
Um vídeo sobre o antigo sábio chinês Confúcio e sua terra natal, a Província de Shandong, foi apresentado neste sábado (horário de Beijing) no telão da Times Square em Nova York, informou o departamento de imprensa do governo provincial.
No vídeo de 30 segundos, Confúcio saúda o público fazendo uma reverência tradicional chinesa com as duas mãos cruzadas à sua frente.
A imagem de Confúcio em preto no branco foi retirada de um retrato feito por Wu Daozi (680-759), um grande pintor da Dinastia Tang. Uma escultura de pedra baseada no retrato original é mantida no Templo de Confúcio em Qufu, terra natal do filósofo no leste da China.
O vídeo também demonstra paisagens de Shandong, incluindo o Templo de Confúcio, o Monte Taishan, o Rio Amarelo e a cidade de Qingdao, sede das competições de iatismo nas Olimpíadas de 2008.
A partir deste sábado, o vídeo será apresentado na tela de 238 metros quadrados na Times Square para promover uma imagem confiante e generosa da China.
"Acho que o vídeo será bem recebido", disse Liu Chang, vice-editor-chefe do Nouvelles d'Europe e professor da Universidade de Comunicações da China.
Confúcio e sua escola de pensamento são bem reconhecidos mundo afora, disse Liu.
"Quando o ex-presidente francês François Mitterrand visitou a terra natal de Confúcio durante sua visita à China em 1983, ele mostrou a edição em francês dos Analetos de Confúcio e leu o texto em voz alta antes de ouvir a explicação do guia turístico sobre Confúcio".
O sábio, que viveu há cerca de 2.500 anos, permaneceu no centro da civilização chinesa por quase dois milênios.
A China criou o Instituto Confúcio em 2004 com o objetivo de promover a língua e a cultura chinesas em todo o mundo. Mais de 300 Institutos Confúcio foram estabelecidos em mais de 100 países.
Fonte: CRI On Line
No vídeo de 30 segundos, Confúcio saúda o público fazendo uma reverência tradicional chinesa com as duas mãos cruzadas à sua frente.
A imagem de Confúcio em preto no branco foi retirada de um retrato feito por Wu Daozi (680-759), um grande pintor da Dinastia Tang. Uma escultura de pedra baseada no retrato original é mantida no Templo de Confúcio em Qufu, terra natal do filósofo no leste da China.
O vídeo também demonstra paisagens de Shandong, incluindo o Templo de Confúcio, o Monte Taishan, o Rio Amarelo e a cidade de Qingdao, sede das competições de iatismo nas Olimpíadas de 2008.
A partir deste sábado, o vídeo será apresentado na tela de 238 metros quadrados na Times Square para promover uma imagem confiante e generosa da China.
"Acho que o vídeo será bem recebido", disse Liu Chang, vice-editor-chefe do Nouvelles d'Europe e professor da Universidade de Comunicações da China.
Confúcio e sua escola de pensamento são bem reconhecidos mundo afora, disse Liu.
"Quando o ex-presidente francês François Mitterrand visitou a terra natal de Confúcio durante sua visita à China em 1983, ele mostrou a edição em francês dos Analetos de Confúcio e leu o texto em voz alta antes de ouvir a explicação do guia turístico sobre Confúcio".
O sábio, que viveu há cerca de 2.500 anos, permaneceu no centro da civilização chinesa por quase dois milênios.
A China criou o Instituto Confúcio em 2004 com o objetivo de promover a língua e a cultura chinesas em todo o mundo. Mais de 300 Institutos Confúcio foram estabelecidos em mais de 100 países.
Fonte: CRI On Line
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
0 comentáriosTaiwan quer acordo de paz com a China dentro de dez anos
Taiwan cogita assinar um acordo de paz com a China dentro de dez anos, desde que o povo taiwanês concorde e haja suficiente confiança mútua, disse o presidente Ma Ying-jeou nesta segunda-feira.
Taiwan e China se separaram em 1949, quando nacionalistas chineses se refugiaram na ilha, fugindo da revolução comunista. A China ainda hoje considera Taiwan como uma "província rebelde," e não descarta o uso da força para recuperá-la.
Houve uma reaproximação depois da posse de Ma, em 2008, mas ainda há tensões militares, e o presidente taiwanês, candidato à reeleição em janeiro, sofre pressão para adotar uma posição mais rígida frente a Pequim.
"Sob as condições de um alto nível de consenso entre o povo de Taiwan e de suficiente confiança entre os dois lados, consideraríamos um tratado de paz com a China dentro de dez anos", disse Ma a jornalistas.
O governo diz que a atual aproximação com a China continental é economicamente benéfica e contribui para a paz. Já a oposição afirma que essa política dá influência demais a Pequim e seria o primeiro passo para uma reunificação.
Na semana passada, durante as celebrações do centenário da rebelião que derrubou o regime imperial chinês, o governo chinês alertou Taiwan a não declarar oficialmente a independência e defendeu a "reunificação por meios pacíficos".
Ma, por sua, vez pediu à China que adote a democracia e a liberdade, e "encare a existência" de Taiwan.
Fonte: Folha.com
Taiwan e China se separaram em 1949, quando nacionalistas chineses se refugiaram na ilha, fugindo da revolução comunista. A China ainda hoje considera Taiwan como uma "província rebelde," e não descarta o uso da força para recuperá-la.
Houve uma reaproximação depois da posse de Ma, em 2008, mas ainda há tensões militares, e o presidente taiwanês, candidato à reeleição em janeiro, sofre pressão para adotar uma posição mais rígida frente a Pequim.
"Sob as condições de um alto nível de consenso entre o povo de Taiwan e de suficiente confiança entre os dois lados, consideraríamos um tratado de paz com a China dentro de dez anos", disse Ma a jornalistas.
O governo diz que a atual aproximação com a China continental é economicamente benéfica e contribui para a paz. Já a oposição afirma que essa política dá influência demais a Pequim e seria o primeiro passo para uma reunificação.
Na semana passada, durante as celebrações do centenário da rebelião que derrubou o regime imperial chinês, o governo chinês alertou Taiwan a não declarar oficialmente a independência e defendeu a "reunificação por meios pacíficos".
Ma, por sua, vez pediu à China que adote a democracia e a liberdade, e "encare a existência" de Taiwan.
Fonte: Folha.com
Vale e BHP mudam negociação e preço do minério deve cair mais
As mineradoras Vale e BHP Billiton estão mudando a maneira de negociar a venda de minério de ferro e as novidades devem dar volatilidade ao mercado, com preços recuando ainda mais no curto prazo, avaliam analistas consultados pela Reuters.
As grandes mineradoras estão ajustando as formas de negociar o produto, buscando apaziguar as posições de seus principais clientes.
Segundo uma fonte do mercado que pediu para não ser identificada, a Vale resolveu flexibilizar uma cláusula contratual que impedia que variações de até 5% nos preços do minério no mercado à vista -- spot --, para baixo ou para cima, fossem repassadas para o preço acertado em contratos trimestrais.
"Consultei a Vale nas últimas semanas e eles disseram que poderiam rever esta cláusula", disse.
Em condições normais, contratos trimestrais são baseados na média de preços à vista em um período de três meses até um mês antes do começo de cada trimestre.
O preço no quarto trimestre poderia ficar estável, considerando a cláusula, mas sem ela os valores poderiam cair.
CHINA
Fontes na China disseram na última semana que a Vale também estaria oferecendo a seus clientes a possibilidade de mudar a precifiação do quarto trimestre para uma base de preços à vista de outubro a dezembro.
Isso faria com que os valores pudessem refletir mais rapidamente a queda no mercado à vista, praticamente descartando o sistema de ajustes trimestrais instalado há pouco tempo.
De acordo com o analista Raphael Biderman, superintendente da área de metais da Bradesco Corretora, a Vale sempre oferece a seus clientes de contratos firmes a chance de migração para o mercado à vista.
Procurada, a mineradora informou que não comentará o assunto.
A tonelada do minério de ferro entregue na China, no mercado à vista, está cotada nesta segunda-feira em US$ 153,4, queda de 15% ante os US$ 181 no dia 7 de setembro, antes do recrudescimento da crise.
O preço no mercado à vista reflete a incerteza sobre demanda global de aço.
Fonte: Folha.com
As grandes mineradoras estão ajustando as formas de negociar o produto, buscando apaziguar as posições de seus principais clientes.
Segundo uma fonte do mercado que pediu para não ser identificada, a Vale resolveu flexibilizar uma cláusula contratual que impedia que variações de até 5% nos preços do minério no mercado à vista -- spot --, para baixo ou para cima, fossem repassadas para o preço acertado em contratos trimestrais.
"Consultei a Vale nas últimas semanas e eles disseram que poderiam rever esta cláusula", disse.
Em condições normais, contratos trimestrais são baseados na média de preços à vista em um período de três meses até um mês antes do começo de cada trimestre.
O preço no quarto trimestre poderia ficar estável, considerando a cláusula, mas sem ela os valores poderiam cair.
CHINA
Fontes na China disseram na última semana que a Vale também estaria oferecendo a seus clientes a possibilidade de mudar a precifiação do quarto trimestre para uma base de preços à vista de outubro a dezembro.
Isso faria com que os valores pudessem refletir mais rapidamente a queda no mercado à vista, praticamente descartando o sistema de ajustes trimestrais instalado há pouco tempo.
De acordo com o analista Raphael Biderman, superintendente da área de metais da Bradesco Corretora, a Vale sempre oferece a seus clientes de contratos firmes a chance de migração para o mercado à vista.
Procurada, a mineradora informou que não comentará o assunto.
A tonelada do minério de ferro entregue na China, no mercado à vista, está cotada nesta segunda-feira em US$ 153,4, queda de 15% ante os US$ 181 no dia 7 de setembro, antes do recrudescimento da crise.
O preço no mercado à vista reflete a incerteza sobre demanda global de aço.
Fonte: Folha.com
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
0 comentáriosFilme "Fausto" ganha ouro em Veneza e chinês Shangjun Cai ganha prêmio de Melhor Diretor
A 68ª edição do Festival de Cinema de Veneza foi concluída no sábado, dando o prêmio máximo, o Leão de Ouro, ao filme "Fausto", baseado na tragédia de Goethe e dirigido pelo diretor russo Aleksander Sokurov. Um filme chinês ganhou os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Atriz.
O festival de 11 dias foi encerrado com uma cerimônia formal de premiação no Lido de Veneza, onde Shangjun Cai recebeu o prêmio de Melhor Diretor pelo filme "Ren Shan Ren Hai" (Montanha de Gente e Mar de Gente) e Deannie Yip recebeu o Coppa Volpi de Melhor Atriz por sua atuação no filme "Tao jie" (Uma vida simples), dirigido por Ann Hui.
"Fausto" recebeu o prêmio de maior honra do festival concorrendo com vinte e dois filmes, entre eles quatro produções chinesas, o suspenso "The Ides of March" de George Clooney, o drama psicoanalítico "A Dangerous Method" de David Cronenberg, "Carnage" de Roman Polanski e "Shame" de Steve McQueen.
O favorito "Terrafirma", filme italiano mais celebrado na competição, ganhou o prêmio especial de jurado, geralmente considerado a segunda mais importante premiação.
"Ren Shan Ren Hai" do diretor Cai tem notável importância, pois foi uma surpresa do festival, sendo o último filme a ser acrescentado na competição.
Os filmes chineses obtiveram prêmios secundários entregues nos dias 9 e 10 de setembro, com o filme "Tao jie" de Hui recebendo cinco prêmios, entre eles o prêmio Nazareno Taddei.
O Festival de Cinema de Veneza, um dos mais antigos e prestigiosos festivais de cinema do mundo, foi iniciado em 13 de agosto e terminou em 10 de setembro quando o quadro completo de filmes ganhadores foi anunciado.
Fonte: CRI On Line
O festival de 11 dias foi encerrado com uma cerimônia formal de premiação no Lido de Veneza, onde Shangjun Cai recebeu o prêmio de Melhor Diretor pelo filme "Ren Shan Ren Hai" (Montanha de Gente e Mar de Gente) e Deannie Yip recebeu o Coppa Volpi de Melhor Atriz por sua atuação no filme "Tao jie" (Uma vida simples), dirigido por Ann Hui.
"Fausto" recebeu o prêmio de maior honra do festival concorrendo com vinte e dois filmes, entre eles quatro produções chinesas, o suspenso "The Ides of March" de George Clooney, o drama psicoanalítico "A Dangerous Method" de David Cronenberg, "Carnage" de Roman Polanski e "Shame" de Steve McQueen.
O favorito "Terrafirma", filme italiano mais celebrado na competição, ganhou o prêmio especial de jurado, geralmente considerado a segunda mais importante premiação.
"Ren Shan Ren Hai" do diretor Cai tem notável importância, pois foi uma surpresa do festival, sendo o último filme a ser acrescentado na competição.
Os filmes chineses obtiveram prêmios secundários entregues nos dias 9 e 10 de setembro, com o filme "Tao jie" de Hui recebendo cinco prêmios, entre eles o prêmio Nazareno Taddei.
O Festival de Cinema de Veneza, um dos mais antigos e prestigiosos festivais de cinema do mundo, foi iniciado em 13 de agosto e terminou em 10 de setembro quando o quadro completo de filmes ganhadores foi anunciado.
Fonte: CRI On Line
sábado, 24 de setembro de 2011
0 comentáriosSem fábrica, JAC perde negociação do IPI
Sem garantias de instalar uma fábrica no Brasil, a importadora da JAC no país perdeu a principal moeda de troca para negociar com o governo brasileiro alternativas ao aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados.
O anúncio do congelamento de investimento de US$ 600 milhões no país foi feito à Folha pela assessoria da JAC na China. A empresa considerou que a decisão do governo brasileiro foi "descontínua, irracional e parcial" e que afetou a confiança.
Com a garantia de uma fábrica no Brasil, o presidente da importadora Sérgio Habib esperava uma permissão do governo para comercializar os carros sem o aumento no IPI - tudo isso enquanto investia para ter os 65% de conteúdo nacional na produção.
À essa manobra, Habib chegou a dar o nome de "regime automotivo diferenciado". Antes de ser surpreendido pelo anúncio da matriz chinesa, o empresário afirmou que buscava reuniões com o governo brasileiro para conseguir o benefício.
Porém, ontem ele não quis dar declarações. Por meio de sua assessoria, informou que embarcaria para a China neste fim de semana com o objetivo de se encontrar com o presidente da JAC e discutir a retomada dos investimentos de uma fábrica no Brasil.
Fonte: Folha.com
O anúncio do congelamento de investimento de US$ 600 milhões no país foi feito à Folha pela assessoria da JAC na China. A empresa considerou que a decisão do governo brasileiro foi "descontínua, irracional e parcial" e que afetou a confiança.
Com a garantia de uma fábrica no Brasil, o presidente da importadora Sérgio Habib esperava uma permissão do governo para comercializar os carros sem o aumento no IPI - tudo isso enquanto investia para ter os 65% de conteúdo nacional na produção.
À essa manobra, Habib chegou a dar o nome de "regime automotivo diferenciado". Antes de ser surpreendido pelo anúncio da matriz chinesa, o empresário afirmou que buscava reuniões com o governo brasileiro para conseguir o benefício.
Porém, ontem ele não quis dar declarações. Por meio de sua assessoria, informou que embarcaria para a China neste fim de semana com o objetivo de se encontrar com o presidente da JAC e discutir a retomada dos investimentos de uma fábrica no Brasil.
Fonte: Folha.com
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
0 comentáriosHuawei quer produzir tablets no Brasil até o ano que vem
A chinesa Huawei pretende produzir tablets no Brasil até o primeiro semestre de 2012 e não descarta aquisições de fabricantes nacionais para atuar de forma mais agressiva no país, afirmou o presidente da Huawei do Brasil, Li Ke.
A companhia - que anunciou nesta segunda-feira o início da montagem de seu smartphone Ideos no Brasil e a fabricação nacional de alguns componentes do aparelho por meio da terceirizada Flextronics, em Sorocaba, no interior de São Paulo - também pretende se beneficiar da lei de incentivo fiscal para tablets.
"Queremos estar produzindo e comercializando os tablets até o início do ano que vem", afirmou Li Ke durante a Futurecom, evento do setor de telecomunicações em São Paulo.
A Huawei já fabrica no Brasil equipamentos de infraestrutura de telefonia. Com o investimento de US$ 350 milhões para os próximos cinco anos anunciado mais cedo em 2011, também vai produzir aparelhos do segmento de transmissão, outros modelos de celulares e os tablets, além de financiar um centro de pesquisa e desenvolvimento e o treinamento de mais de 3.000 técnicos.
"A modalidade de fabricação [dos novos aparelhos] pode ser terceirizada, ou podemos investir em uma fábrica própria. Ainda estamos analisando se o restante será produzido pela Flextronics", disse Li Ke em chinês, acompanhado de um intérprete. Segundo ele, a Huawei não descarta aquisições para o caso de uma unidade de fabricação própria no país.
Fonte: Folha.com
A companhia - que anunciou nesta segunda-feira o início da montagem de seu smartphone Ideos no Brasil e a fabricação nacional de alguns componentes do aparelho por meio da terceirizada Flextronics, em Sorocaba, no interior de São Paulo - também pretende se beneficiar da lei de incentivo fiscal para tablets.
"Queremos estar produzindo e comercializando os tablets até o início do ano que vem", afirmou Li Ke durante a Futurecom, evento do setor de telecomunicações em São Paulo.
A Huawei já fabrica no Brasil equipamentos de infraestrutura de telefonia. Com o investimento de US$ 350 milhões para os próximos cinco anos anunciado mais cedo em 2011, também vai produzir aparelhos do segmento de transmissão, outros modelos de celulares e os tablets, além de financiar um centro de pesquisa e desenvolvimento e o treinamento de mais de 3.000 técnicos.
"A modalidade de fabricação [dos novos aparelhos] pode ser terceirizada, ou podemos investir em uma fábrica própria. Ainda estamos analisando se o restante será produzido pela Flextronics", disse Li Ke em chinês, acompanhado de um intérprete. Segundo ele, a Huawei não descarta aquisições para o caso de uma unidade de fabricação própria no país.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
0 comentáriosUm toque de cultura: Os chineses e a Lua
Para os chineses, a Lua é associada à gentileza e ao brilho, mostrando suas boas esperanças. No 15º dia do oitavo mês do calendário lunar chinês, a Lua está cheia e é quando é celebrado o Festival da Lua, ou o Festival do Meio Outono. A forma da Lua simboliza a reunião familiar. Por isso, o dia é um feriado para que os membros da família possam se reunir e contemplar a Lua cheia. Este ano, o Festival da Lua cai no dia 12 de setembro.
De acordo com a cultura tradicional chinesa, a Lua carrega as emoções humanas. O mito e a filosofia da antiguidade do país explicam porque os chineses gostam da Lua. Em contos antigos, a fada Chang'e vivia na Lua com o cortador de madeira, Wu Gang, e seu coelho de jade predileto.
A Menina – Chang'e
A história ocorreu aproximadamente no ano de 2170 a.c. Naquele tempo, a Terra tinha dez sois circulando por volta dela e cada um deles iluminava a Terra em ordem. Mas, um dia, os dez sois apareceram juntos, queimando a Terra com seu calor. A Terra foi salva por um deus muito hábil em arco e flecha, mas muito cruel. Seu nome era Hou Yi. Ele colocou abaixo nove desses sois e a Terra voltou ao normal. Um dia, Hou Yi roubou o elixir da vida de uma deusa para se tornar imortal. Entretanto, sua bela esposa, Chang'e, descobriu o plano do marido e tomou o elixir sem que ele soubesse, com o intuito de resgatar o povo do regime tirânico de seu companheiro. Depois de tomá-lo, Chang'e voou para a Lua. Hou Yi amava tanto sua esposa que não teve coragem de atirar seu arco contra a Lua. Assim, Chang'e se tornou a deusa lunar.
O cortador de madeira – Wu Gang
Wu Gang foi um aluno indolente que mudava de ideia o tempo todo. Um dia, ele decidiu que queria ser imortal e foi morar em uma montanha. Lá, importunou um imortal para ensiná-lo o segredo. No início, o imortal o ensinou sobre as ervas para curar as doenças, mas, depois de três dias, a inquietação característica de Wu voltou e ele pediu para aprender coisas novas. Então, o imortal começou a ensinar xadrez. Porém, de novo, Wu perdeu o entusiasmo em pouco tempo. O imortal deu ao menino livros sobre a imortalidade e, sem dúvida, Wu ficou aborrecido em poucos dias. O imortal acabou ficando zangado com a impaciência de Wu e enviou o menino para o Palácio da Lua, dizendo que ele deveria cortar uma árvore altíssima antes de poder voltar à Terra. Embora Wu Gang trabalhasse todos os dias, a árvore mágica se recuperava rapidamente e nunca caía.
A lebre – Coelho de Jade
Nesta lenda, três deuses se transformaram em idosos pobres e pediram esmola a uma raposa, a um macaco e a um coelho. A raposa e o macaco tinham comida para oferecer aos idosos, mas o coelho não tinha nada nas mãos. Então, o coelho ofereceu sua própria carne que para eles cozinhassem. Os deuses ficaram emocionados com o sacrifício da lebre e a fizeram viver no Palácio da Lua. Ali, ela se tornou o "coelho de jade".
Os costumes de sacrifício à Lua
Desde a família real à população mais simples, é um costume importante fazer sacrifícios e contemplar a Lua durante o Festival do Meio Outono.
Durante o Festival, filhos e filhas voltam para a casa de seus pais. Às vezes, as pessoas que moram no exterior regressam para visitar seus parentes.
Na noite desta data, as pessoas comem os bolinhos de lua com diferentes recheios em companhia de um copo de chá quente e, com certeza, junto da família e sob a Lua brilhante e redonda. É uma data em que as pessoas também sentem muita saudade dos amigos ou parentes íntimos com quem não podem se reunir. O verso poético "A Lua da terra natal é excepcionalmente mais brilhante" expressa bem esse sentimento. Esta também é uma noite romântica para os namorados, que se sentam na beira do rio ou em bancos de parques, encantados pela Lua mais redonda do ano.
Há um provérbio chinês que diz que os casamentos são feitos no paraíso e preparados na Lua. O homem que faz os preparativos é o "homem idoso da Lua", ou Yue Lao, na língua chinesa. Dizem que esse homem possui um livro com todos os nomes dos bebês recém-nascidos. Ele é o deus que sabe o futuro cônjuge de todas as pessoas e ninguém pode lutar contra as decisões escritas no livro. Neste sentido, o Yue Lao é uma das razões pelas quais a Lua é tão importante na mitologia chinesa e especialmente na ocasião do Festival da Lua. Todas as pessoas sobem montanhas altas ou vão à praia para ver a Lua, com a esperança de que ela realize seus sonhos.
Assim, namorados passam uma noite romântica provando as bolinhas deliciosas ao contemplar a Lua cheia. Até os casais que não conseguem estar juntos vão ver a Lua no mesmo tempo e isso parece que eles estejam lado a lado. Inúmeros poemas são devotados a esta data romântica. Oxalá o Festival da Lua traga a felicidade a todos.
A Festa da Lua retribui, ainda, a colheita das boas safras pedidas durante a Festa da Primavera. Segundo a tradição popular, as famílias devotam a noite às divindades celestiais, assim como os seus pratos exóticos, roupas novas e vários tipos de artesanatos.
A Lua na estética chinesa
De acordo com os mitos sobre a Lua, Chang'e tomou o elixir imortal e Wu Gang cortou a árvore altíssima que podia se recuperar imediatamente após cada golpe. Tudo isto implica o espírito imortal da vida. A grande influência da Lua crescente e minguante no calendário lunar e na filosofia chinesa reflete a busca do espírito imortal e da sabedoria misteriosa.
A cultura chinesa tem algo semelhante à Lua, que sempre respeita a paz, a gentileza e a atitude modesta e amistosa do povo.
Voar para a Lua
No que diz respeito à história da civilização chinesa, o país é a primeira nação a tentar materializar o sonho de voar para o céu. A partir da lenda de Chang'e até as deusas que voam para o céu dos afrescos de Dunhuang, expressam o desejo dos antecedentes chineses de explorar o espaço. Muitos poemas antigos chineses também demonstram a adoração da Lua através de versos bonitos. Por exemplo, o talentoso poeta Li Bai, da dinastia Tang (a.c.618-907), criou mais de 320 poemas sobre a Lua durante sua vida.
O projeto chinês de sondar a Lua foi batizado de "Chang'e". A primeira sonda lunar Chang'e I foi lançada no dia 24 de outubro de 2007 e a Chang'e II foi para o espaço no dia 1º de outubro de 2010. Este satélite é dedicado a capturar imagens mais claras da superfície lunar e executar pesquisas no espaço profundo.
Fonte: CRI On Line
De acordo com a cultura tradicional chinesa, a Lua carrega as emoções humanas. O mito e a filosofia da antiguidade do país explicam porque os chineses gostam da Lua. Em contos antigos, a fada Chang'e vivia na Lua com o cortador de madeira, Wu Gang, e seu coelho de jade predileto.
A Menina – Chang'e
A história ocorreu aproximadamente no ano de 2170 a.c. Naquele tempo, a Terra tinha dez sois circulando por volta dela e cada um deles iluminava a Terra em ordem. Mas, um dia, os dez sois apareceram juntos, queimando a Terra com seu calor. A Terra foi salva por um deus muito hábil em arco e flecha, mas muito cruel. Seu nome era Hou Yi. Ele colocou abaixo nove desses sois e a Terra voltou ao normal. Um dia, Hou Yi roubou o elixir da vida de uma deusa para se tornar imortal. Entretanto, sua bela esposa, Chang'e, descobriu o plano do marido e tomou o elixir sem que ele soubesse, com o intuito de resgatar o povo do regime tirânico de seu companheiro. Depois de tomá-lo, Chang'e voou para a Lua. Hou Yi amava tanto sua esposa que não teve coragem de atirar seu arco contra a Lua. Assim, Chang'e se tornou a deusa lunar.
O cortador de madeira – Wu Gang
Wu Gang foi um aluno indolente que mudava de ideia o tempo todo. Um dia, ele decidiu que queria ser imortal e foi morar em uma montanha. Lá, importunou um imortal para ensiná-lo o segredo. No início, o imortal o ensinou sobre as ervas para curar as doenças, mas, depois de três dias, a inquietação característica de Wu voltou e ele pediu para aprender coisas novas. Então, o imortal começou a ensinar xadrez. Porém, de novo, Wu perdeu o entusiasmo em pouco tempo. O imortal deu ao menino livros sobre a imortalidade e, sem dúvida, Wu ficou aborrecido em poucos dias. O imortal acabou ficando zangado com a impaciência de Wu e enviou o menino para o Palácio da Lua, dizendo que ele deveria cortar uma árvore altíssima antes de poder voltar à Terra. Embora Wu Gang trabalhasse todos os dias, a árvore mágica se recuperava rapidamente e nunca caía.
A lebre – Coelho de Jade
Nesta lenda, três deuses se transformaram em idosos pobres e pediram esmola a uma raposa, a um macaco e a um coelho. A raposa e o macaco tinham comida para oferecer aos idosos, mas o coelho não tinha nada nas mãos. Então, o coelho ofereceu sua própria carne que para eles cozinhassem. Os deuses ficaram emocionados com o sacrifício da lebre e a fizeram viver no Palácio da Lua. Ali, ela se tornou o "coelho de jade".
Os costumes de sacrifício à Lua
Desde a família real à população mais simples, é um costume importante fazer sacrifícios e contemplar a Lua durante o Festival do Meio Outono.
Durante o Festival, filhos e filhas voltam para a casa de seus pais. Às vezes, as pessoas que moram no exterior regressam para visitar seus parentes.
Na noite desta data, as pessoas comem os bolinhos de lua com diferentes recheios em companhia de um copo de chá quente e, com certeza, junto da família e sob a Lua brilhante e redonda. É uma data em que as pessoas também sentem muita saudade dos amigos ou parentes íntimos com quem não podem se reunir. O verso poético "A Lua da terra natal é excepcionalmente mais brilhante" expressa bem esse sentimento. Esta também é uma noite romântica para os namorados, que se sentam na beira do rio ou em bancos de parques, encantados pela Lua mais redonda do ano.
Há um provérbio chinês que diz que os casamentos são feitos no paraíso e preparados na Lua. O homem que faz os preparativos é o "homem idoso da Lua", ou Yue Lao, na língua chinesa. Dizem que esse homem possui um livro com todos os nomes dos bebês recém-nascidos. Ele é o deus que sabe o futuro cônjuge de todas as pessoas e ninguém pode lutar contra as decisões escritas no livro. Neste sentido, o Yue Lao é uma das razões pelas quais a Lua é tão importante na mitologia chinesa e especialmente na ocasião do Festival da Lua. Todas as pessoas sobem montanhas altas ou vão à praia para ver a Lua, com a esperança de que ela realize seus sonhos.
Assim, namorados passam uma noite romântica provando as bolinhas deliciosas ao contemplar a Lua cheia. Até os casais que não conseguem estar juntos vão ver a Lua no mesmo tempo e isso parece que eles estejam lado a lado. Inúmeros poemas são devotados a esta data romântica. Oxalá o Festival da Lua traga a felicidade a todos.
A Festa da Lua retribui, ainda, a colheita das boas safras pedidas durante a Festa da Primavera. Segundo a tradição popular, as famílias devotam a noite às divindades celestiais, assim como os seus pratos exóticos, roupas novas e vários tipos de artesanatos.
A Lua na estética chinesa
De acordo com os mitos sobre a Lua, Chang'e tomou o elixir imortal e Wu Gang cortou a árvore altíssima que podia se recuperar imediatamente após cada golpe. Tudo isto implica o espírito imortal da vida. A grande influência da Lua crescente e minguante no calendário lunar e na filosofia chinesa reflete a busca do espírito imortal e da sabedoria misteriosa.
A cultura chinesa tem algo semelhante à Lua, que sempre respeita a paz, a gentileza e a atitude modesta e amistosa do povo.
Voar para a Lua
No que diz respeito à história da civilização chinesa, o país é a primeira nação a tentar materializar o sonho de voar para o céu. A partir da lenda de Chang'e até as deusas que voam para o céu dos afrescos de Dunhuang, expressam o desejo dos antecedentes chineses de explorar o espaço. Muitos poemas antigos chineses também demonstram a adoração da Lua através de versos bonitos. Por exemplo, o talentoso poeta Li Bai, da dinastia Tang (a.c.618-907), criou mais de 320 poemas sobre a Lua durante sua vida.
O projeto chinês de sondar a Lua foi batizado de "Chang'e". A primeira sonda lunar Chang'e I foi lançada no dia 24 de outubro de 2007 e a Chang'e II foi para o espaço no dia 1º de outubro de 2010. Este satélite é dedicado a capturar imagens mais claras da superfície lunar e executar pesquisas no espaço profundo.
Fonte: CRI On Line
Terra do Kongfu Shaolin acolhe estudantes de todo o mundo
Dengfeng é uma cidade no centro da província chinesa de Henan, famosa pelo Kongfu Shaolin e com mais de 1.500 anos de existência. Por ser considerada terra do Kongfu, ela ocupa uma significativa posição na história das artes marciais e do budismo na China.
Sendo uma cultura milenar, a arte marcial Shaolin é um patrimônio da nação chinesa e é cada vez mais apreciada pelos amantes de artes marciais espalhados em todo o mundo.
Já nos anos 80 do século passado, um filme de Kongfu com o nome "Templo Shaoliln", templo que se situa em Dengfeng, provocou uma onda de Kongfu em todo o mundo. Atraídos pela fama do templo, muitos praticantes locais e internacionais de artes marciais invadiram Dengfeng. Naquele momento, escolas e centros de Kongfu ficaram apinhados nas ruas de Dengfeng e a cultura de artes marciais ficou impregnada em todos os seus cantos.
O Centro de Treinamento de Kongfu do Templo Shaolin, no monte Songshan, foi fundado em 1998 sob a orientação do abade do templo, Shi Yongxin. O local se tornou em um complexo educacional integrado de artes marciais, cinema, esportes e tecnologia moderna. Mais de dez mil estudantes treinam aqui atualmente.
O sub-diretor de Propaganda do governo municipal de Dengfeng, Lv Fuyue, fala sobre a escola:
"Existem atualmente em Dengfeng 49 escolas e centros de Kongfu com mais de 60 mil estudantes. Mais de dois mil deles são dos Estados Unidos, Rússia, República da Coreia, Japão e de vários países do Sudeste Asiático."
No escritório de matrícula do Centro de Treinamento do Templo Shaolin, a dona Zhang e seu filho de oito anos, de Beijing, capital chinesa, estão na fila para fazer a inscrição do garoto. A dona Zhang explica porque quis matricular o filho na escola:
"Mandamos nosso filho ao Templo Shaolin e esperamos que ele fortaleça a saúde e obtenha aqui um carácter de persistência e firmeza, assim como capacidade para enfrentar as dificuldades e a vida sozinho."
O grande mestre de Kongfu Shaolin, Shi Hengtao, fala sobre essa arte marcial:
"Ao chegar ao Templo Shaolin, os praticantes querem principalmente fortalecer a saúde através do Kongfu. Na realidade, no entanto, o Templo Shaolin não divulga somente a técnica do Kongfu, divulga ainda a moralidade do Kongfu. Para aprender o Kongfu Shaolin, é preciso persistência e, nesse processo, forma-se o espírito de firmeza e perseverança."
Alexandr Kurilo, estudante de 15 anos da Bielo-Rússia, veio pela terceira vez a Dengfeng para aprender o Kongfu Shaolin.
"Três anos atrás, meu pai me falou do Templo Shaolin e do Kongfu. Quando cheguei pela primeira vez a Dengfeng, fiquei fascinado com o Kongfu e quis aprender. Quando pratico o Kongfu, me sinto ótimo."
Fonte: CRI On line
Sendo uma cultura milenar, a arte marcial Shaolin é um patrimônio da nação chinesa e é cada vez mais apreciada pelos amantes de artes marciais espalhados em todo o mundo.
Já nos anos 80 do século passado, um filme de Kongfu com o nome "Templo Shaoliln", templo que se situa em Dengfeng, provocou uma onda de Kongfu em todo o mundo. Atraídos pela fama do templo, muitos praticantes locais e internacionais de artes marciais invadiram Dengfeng. Naquele momento, escolas e centros de Kongfu ficaram apinhados nas ruas de Dengfeng e a cultura de artes marciais ficou impregnada em todos os seus cantos.
O Centro de Treinamento de Kongfu do Templo Shaolin, no monte Songshan, foi fundado em 1998 sob a orientação do abade do templo, Shi Yongxin. O local se tornou em um complexo educacional integrado de artes marciais, cinema, esportes e tecnologia moderna. Mais de dez mil estudantes treinam aqui atualmente.
O sub-diretor de Propaganda do governo municipal de Dengfeng, Lv Fuyue, fala sobre a escola:
"Existem atualmente em Dengfeng 49 escolas e centros de Kongfu com mais de 60 mil estudantes. Mais de dois mil deles são dos Estados Unidos, Rússia, República da Coreia, Japão e de vários países do Sudeste Asiático."
No escritório de matrícula do Centro de Treinamento do Templo Shaolin, a dona Zhang e seu filho de oito anos, de Beijing, capital chinesa, estão na fila para fazer a inscrição do garoto. A dona Zhang explica porque quis matricular o filho na escola:
"Mandamos nosso filho ao Templo Shaolin e esperamos que ele fortaleça a saúde e obtenha aqui um carácter de persistência e firmeza, assim como capacidade para enfrentar as dificuldades e a vida sozinho."
O grande mestre de Kongfu Shaolin, Shi Hengtao, fala sobre essa arte marcial:
"Ao chegar ao Templo Shaolin, os praticantes querem principalmente fortalecer a saúde através do Kongfu. Na realidade, no entanto, o Templo Shaolin não divulga somente a técnica do Kongfu, divulga ainda a moralidade do Kongfu. Para aprender o Kongfu Shaolin, é preciso persistência e, nesse processo, forma-se o espírito de firmeza e perseverança."
Alexandr Kurilo, estudante de 15 anos da Bielo-Rússia, veio pela terceira vez a Dengfeng para aprender o Kongfu Shaolin.
"Três anos atrás, meu pai me falou do Templo Shaolin e do Kongfu. Quando cheguei pela primeira vez a Dengfeng, fiquei fascinado com o Kongfu e quis aprender. Quando pratico o Kongfu, me sinto ótimo."
Fonte: CRI On line
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
0 comentários20 maiores cidades da China - Post 07 - Guilin
A cidade de Guilin fica no Sudeste da Região Autônoma da Nacionalidade Zhuang de Guangxi. A beleza da região é marcada pelas formações de karst e as paisagens às margens do Rio Lijiang. Existe uma crença popular muito antiga na China que considera a beleza da paisagem de Guilin como única no mundo. Os visitantes se apegam às montanhas, as encostas abruptas, aos rios e às cataratas. E também ficam encantados porque Guilin concentra muitas etnias, como Zhuang, Miao e Yao.
Guilin é um lugar rico que inspira vários talentos. Desde a antiguidade inúmeros escritores, poetas e artistas deixaram muitas obras e mais de duas mil de esculturas sobre a cidade, o que enriquece ainda mais esta região tão antiga.
Nas dinastias Sui e Tang, Guilin tornou-se um famoso lugar turístico. Hoje em dia, ela ainda é o destino turístico preferido dos chineses, e uma das cidades favoritas entre os estrangeiros.
A cozinha de Guilin é conhecida por seus "snacks" e do uso de especiarias, principalmente a pimenta. O molho mais famoso de Guilin é o chili (桂林 辣椒 酱), amplamente utilizado na culinária pela população local. É feito de pimentão doce, alho e soja fermentada, e é considerado um dos Três Tesouros (桂林 三宝)da cidade. Os outros dois tesouros são Guilin Sanhua Jiu (桂林 三 花酒), uma variedade de arroz baijiu ou licor destilado do arroz, e o tofu em conserva Guilin (桂林 豆腐乳).
O macarrão de arroz Guilin (桂林 米粉) tem sido o café da manhã local desde a dinastia Qin, e são conhecidos pelo seu sabor delicado. Diz a lenda que quando as tropas Qin entraram nesta região, um cozinheiro criou o macarrão de arroz Guilin porque o exército tinha problemas para comer a comida local. Especificamente, a especialidade local é macarrão com carne de cavalo, mas este prato também pode ser encomendado sem a carne de cavalo. Zongzi (粽子; pinyin: zongzi), um bolinho feito de arroz glutinoso e pasta de feijão mung envolto em uma folha de bambu ou de banana, é outra iguaria popular em Guilin.
Algumas curiosidades sobre Guilin:
- Fotos de Guilin foram usadas como cenário para o planeta Kashyyyk, em Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith.
- Muitas cenas do filme The Painted Veil, adaptado do romance de Somerset Maugham 1925 W., foram filmadas em Guilin.
- Guilin é a área final do vídeo game Shenmue II.
- Guilin foi destaque na Leg 9 da 14ª temporada do Amazing Race.
Não perca na próxima sexta: Qingdao
Fonte: Wikipedia, CRI On Line.
Guilin é um lugar rico que inspira vários talentos. Desde a antiguidade inúmeros escritores, poetas e artistas deixaram muitas obras e mais de duas mil de esculturas sobre a cidade, o que enriquece ainda mais esta região tão antiga.
Nas dinastias Sui e Tang, Guilin tornou-se um famoso lugar turístico. Hoje em dia, ela ainda é o destino turístico preferido dos chineses, e uma das cidades favoritas entre os estrangeiros.
A cozinha de Guilin é conhecida por seus "snacks" e do uso de especiarias, principalmente a pimenta. O molho mais famoso de Guilin é o chili (桂林 辣椒 酱), amplamente utilizado na culinária pela população local. É feito de pimentão doce, alho e soja fermentada, e é considerado um dos Três Tesouros (桂林 三宝)da cidade. Os outros dois tesouros são Guilin Sanhua Jiu (桂林 三 花酒), uma variedade de arroz baijiu ou licor destilado do arroz, e o tofu em conserva Guilin (桂林 豆腐乳).
O macarrão de arroz Guilin (桂林 米粉) tem sido o café da manhã local desde a dinastia Qin, e são conhecidos pelo seu sabor delicado. Diz a lenda que quando as tropas Qin entraram nesta região, um cozinheiro criou o macarrão de arroz Guilin porque o exército tinha problemas para comer a comida local. Especificamente, a especialidade local é macarrão com carne de cavalo, mas este prato também pode ser encomendado sem a carne de cavalo. Zongzi (粽子; pinyin: zongzi), um bolinho feito de arroz glutinoso e pasta de feijão mung envolto em uma folha de bambu ou de banana, é outra iguaria popular em Guilin.
Algumas curiosidades sobre Guilin:
- Fotos de Guilin foram usadas como cenário para o planeta Kashyyyk, em Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith.
- Muitas cenas do filme The Painted Veil, adaptado do romance de Somerset Maugham 1925 W., foram filmadas em Guilin.
- Guilin é a área final do vídeo game Shenmue II.
- Guilin foi destaque na Leg 9 da 14ª temporada do Amazing Race.
Não perca na próxima sexta: Qingdao
Fonte: Wikipedia, CRI On Line.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
0 comentáriosChineses compram parte de brasileira CBMM por US$ 1,95 bi
Três empresas chinesas pagarão US$ 1,95 bilhão por 15% das ações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), o maior produtor mundial de nióbio, um metal altamente valorizado, informa a imprensa chinesa.
O Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do CITIC Group e Baosteel Group, chegaram a um acordo para a operação, informou a agência oficial Xinhua.
A CBMM extrai, processa, fabrica e comercializa produtos à base de nióbio, metal fundamental para a produção de aços inoxidáveis especiais, caracterizado pela extraordinária estabilidade ante a ação dos agentes químicos.
É utilizado em ligas de alta temperatura e em ligas supercondutoras. Pode ser utilizado na fabricação de automóveis, reatores nucleares, jatos e mísseis.
A China está em busca de reservas estratégicas de recursos chave em todo o mundo para suprir a alta demanda de sua indústria, em particular de matis de terras raras.
O acordo é similar a outro obtido por um consórcio de empresas japonesas e sul-coreanas em março para a compra de uma participação na CBMM, também por 1,95 bilhão de dólares.
O consórcio é integrado pelas japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sojitz e a estatais Japan Oil, Gas and Metals National Corp, assim como as sul-coreanas Posco e National Pension Service (NPS).
Fonte: Folha.com
O Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do CITIC Group e Baosteel Group, chegaram a um acordo para a operação, informou a agência oficial Xinhua.
A CBMM extrai, processa, fabrica e comercializa produtos à base de nióbio, metal fundamental para a produção de aços inoxidáveis especiais, caracterizado pela extraordinária estabilidade ante a ação dos agentes químicos.
É utilizado em ligas de alta temperatura e em ligas supercondutoras. Pode ser utilizado na fabricação de automóveis, reatores nucleares, jatos e mísseis.
A China está em busca de reservas estratégicas de recursos chave em todo o mundo para suprir a alta demanda de sua indústria, em particular de matis de terras raras.
O acordo é similar a outro obtido por um consórcio de empresas japonesas e sul-coreanas em março para a compra de uma participação na CBMM, também por 1,95 bilhão de dólares.
O consórcio é integrado pelas japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sojitz e a estatais Japan Oil, Gas and Metals National Corp, assim como as sul-coreanas Posco e National Pension Service (NPS).
Fonte: Folha.com
terça-feira, 30 de agosto de 2011
0 comentáriosArtista Ai Weiwei lança 1º ataque contra a China após detenção
O artista e dissidente chinês Ai Weiwei usou um artigo jornalístico para lançar seu primeiro ataque contra o governo chinês desde sua libertação, após 81 dias de detenção nas quais pactuou com as autoridades seu silêncio em troca de sua liberdade.
"Não sei se as autoridades vão fazer alguma coisa contra mim", afirmou Ai à agência Efe por telefone. "Eu não diria que (o artigo) não é uma crítica, mas se trata mais da minha opinião sobre a cidade. Continuo sofrendo restrições, como publicar no Twitter ou dar entrevistas à imprensa".
Em seu artigo de opinião, publicado em uma coluna da revista "Newsweek", Ai acusa o regime chinês de negar aos cidadãos "seus direitos básicos".
"Verão escolas de emigrantes que fecham. Verão hospitais nos quais suturam os pacientes, e quando descobrem que estes não têm dinheiro, tiram os pontos. É uma cidade de violência", escreveu o artista, de 54 anos, ao se referir a Pequim.
Ai foi libertado em junho, mas pesam sobre ele acusações de evasão de impostos que tanto o artista como sua família negam, ao considerá-los uma desculpa para silenciar suas opiniões.
Segundo seus familiares, o criador do Ninho do Pássaro, uma das principais construções das Olimpíadas de Pequim 2008, obteve sua liberdade em troca de manter silêncio na internet e de não conceder entrevistas para falar sobre sua prisão.
A família explicou à Efe em junho que Ai tinha sofrido torturas psicológicas durante os três meses de clausura, já que dois guardas o olhavam fixamente durante 24 horas por dia, inclusive durante o banho, e esteve recluso em um pequeno espaço no qual só havia uma cama.
"O pior de Pequim é que nunca se pode confiar em seu sistema judiciário. Sem confiança, não se pode identificar nada: é como uma tempestade de areia. Tudo muda constantemente segundo a vontade de outro, de quem está no poder", continuou em sua coluna.
CRÍTICAS
Filho do venerado poeta revolucionário Ai Qing, o artista manifestou em sua coluna que não se sente identificado com Pequim.
"Não se consegue respostas das autoridades, minha esposa esteve escrevendo pedidos a cada dia, fazendo ligações à delegacia a cada dia. Apenas para saber onde estava seu marido. Não há documentos, não há informação", acrescentou.
Ai ressaltou que em Pequim "você se encontra totalmente isolado" porque a memória da cidade foi totalmente apagada, "e você não sabe quanto tempo vai estar aqui, mas sabe com certeza que podem fazer algo contra sua pessoa".
O artista chinês mais famoso no mundo e feroz crítico do regime comunista até sua detenção concluiu sua coluna traçando um paralelo entre Pequim e "O Castelo", de Franz Kafka, ao alegar que "Pequim é um pesadelo. Um constante pesadelo".
Com o artigo, Ai volta a desafiar o pacto de silêncio que mantém com o regime depois que, no último dia 9 de agosto, denunciou em seu Twitter as prisões e maus tratos que sofreram outros dissidentes.
Sua detenção foi a de maior repercussão entre as centenas que o regime comunista chinês realiza desde fevereiro, em uma campanha de ameaças, assédio, prisões e torturas contra intelectuais, advogados e artistas para evitar em seu território algo parecido com a "Primavera Árabe".
Fonte: EFE
"Não sei se as autoridades vão fazer alguma coisa contra mim", afirmou Ai à agência Efe por telefone. "Eu não diria que (o artigo) não é uma crítica, mas se trata mais da minha opinião sobre a cidade. Continuo sofrendo restrições, como publicar no Twitter ou dar entrevistas à imprensa".
Em seu artigo de opinião, publicado em uma coluna da revista "Newsweek", Ai acusa o regime chinês de negar aos cidadãos "seus direitos básicos".
"Verão escolas de emigrantes que fecham. Verão hospitais nos quais suturam os pacientes, e quando descobrem que estes não têm dinheiro, tiram os pontos. É uma cidade de violência", escreveu o artista, de 54 anos, ao se referir a Pequim.
Ai foi libertado em junho, mas pesam sobre ele acusações de evasão de impostos que tanto o artista como sua família negam, ao considerá-los uma desculpa para silenciar suas opiniões.
Segundo seus familiares, o criador do Ninho do Pássaro, uma das principais construções das Olimpíadas de Pequim 2008, obteve sua liberdade em troca de manter silêncio na internet e de não conceder entrevistas para falar sobre sua prisão.
A família explicou à Efe em junho que Ai tinha sofrido torturas psicológicas durante os três meses de clausura, já que dois guardas o olhavam fixamente durante 24 horas por dia, inclusive durante o banho, e esteve recluso em um pequeno espaço no qual só havia uma cama.
"O pior de Pequim é que nunca se pode confiar em seu sistema judiciário. Sem confiança, não se pode identificar nada: é como uma tempestade de areia. Tudo muda constantemente segundo a vontade de outro, de quem está no poder", continuou em sua coluna.
CRÍTICAS
Filho do venerado poeta revolucionário Ai Qing, o artista manifestou em sua coluna que não se sente identificado com Pequim.
"Não se consegue respostas das autoridades, minha esposa esteve escrevendo pedidos a cada dia, fazendo ligações à delegacia a cada dia. Apenas para saber onde estava seu marido. Não há documentos, não há informação", acrescentou.
Ai ressaltou que em Pequim "você se encontra totalmente isolado" porque a memória da cidade foi totalmente apagada, "e você não sabe quanto tempo vai estar aqui, mas sabe com certeza que podem fazer algo contra sua pessoa".
O artista chinês mais famoso no mundo e feroz crítico do regime comunista até sua detenção concluiu sua coluna traçando um paralelo entre Pequim e "O Castelo", de Franz Kafka, ao alegar que "Pequim é um pesadelo. Um constante pesadelo".
Com o artigo, Ai volta a desafiar o pacto de silêncio que mantém com o regime depois que, no último dia 9 de agosto, denunciou em seu Twitter as prisões e maus tratos que sofreram outros dissidentes.
Sua detenção foi a de maior repercussão entre as centenas que o regime comunista chinês realiza desde fevereiro, em uma campanha de ameaças, assédio, prisões e torturas contra intelectuais, advogados e artistas para evitar em seu território algo parecido com a "Primavera Árabe".
Fonte: EFE
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