Os treinos livres desta sexta-feira, em Xangai, serão usados em boa parte para Ferrari testar as novidades que trouxe para a China. Segundo Felipe Massa, porém, dificilmente as novas partes farão uma diferença muito significativa.
"Vamos testar uma nova asa dianteira, mas não acho que a diferença vai ser muito grande", disse o piloto brasileiro.
Apesar da desvantagem para a Red Bull, Massa chegou a Xangai empolgado com seu bom desempenho em Sepang, há uma semana. "Um resultado bom é sempre importante e claro que me dá mais vontade de estar na briga. Sei do que sou capaz", falou o ferrarista.
"Fiz duas boas largadas, tanto na Malásia quanto na Austrália, e na última corrida pude mostrar um ritmo forte, completamente diferente e isso só indica que estamos no caminho certo", completou.
Fonte: Folha.com
quinta-feira, 14 de abril de 2011
0 comentáriosMassa recupera confiança e demonstra otimismo para GP da China
'Para chineses, aço é quase um alimento', diz Martins, da Vale
A China produz hoje, sozinha, mais aço do que o total fabricado por todos os outros países. O desempenho, consequência de uma estratégia traçada há cinco décadas pelo líder Mao Tsé-tung (1893-1976), dá a dimensão da importância da siderurgia para a economia do país e faz com que o setor atraia grande atenção do cidadão chinês comum, segundo o diretor-executivo de Marketing, Vendas e Estratégias da Vale, José Carlos Martins.
"Não estamos falando de uma simples commodity. Para os chineses, o aço é quase como um alimento, como o arroz e o feijão são para os brasileiros", diz Martins, também encarregado das operações de ferrosos da Vale.
Maior mineradora do Brasil e segunda maior do mundo, a Vale tem se beneficiado do apetite das siderúrgicas chinesas: no ano passado, anunciou um lucro recorde (R$ 30,1 bilhões), alimentado em grande medida pelas exportações para a China de minério de ferro, principal matéria-prima do aço.
Em entrevista à BBC Brasil, Martins diz que a Vale também tem se empenhado em exportar produtos de maior valor agregado, como pediu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas cita barreiras ambientais como entraves a empreendimentos industriais.
BBC Brasil - Os preços das commodities estão em alta nos últimos anos, mas esse mercado está sujeito a oscilações, e há previsões de que o crescimento chinês possa desacelerar bruscamente com o estouro de uma bolha no setor imobiliário. A Vale considera essa hipótese?
José Carlos Martins - Às vezes as pessoas se impressionam por nuances macroeconômicas, mas isso é só espuma. A China ainda tem muita gente para passar do campo para a cidade. Se a velocidade desse processo for muito grande, vai gerar pressão inflacionária, mas o governo chinês percebeu esse fenômeno e o está controlando.
Mas não existe só a China. Há mais 3,6 bilhões de pessoas na Ásia num processo de urbanização. Mesmo que a China reduza a expansão, o fenômeno asiático continuará mantendo uma demanda forte.
BBC Brasil - Quais são as particularidades de negociar com os chineses?
Martins - A China é uma nação de 5 mil anos, e eles sempre foram grandes mercadores. Passaram por uma experiência socialista, até que o Deng Xiaoping iniciou processo de abertura. O problema deles foi só relembrar.
É um povo muito fácil de tratar, que tem uma similaridade brutal em seu comportamento com os brasileiros. Antes de fazer negócios, o chinês quer conhecê-lo, processo que normalmente inclui alguns tragos. Eles têm a percepção de que as pessoas mostram mais quem são quando bebem um pouco e estão mais abertas.
BBC Brasil - Algumas empresas brasileiras se queixaram publicamente de que parceiros ou clientes chineses tendem a querer resolver problemas diretamente com o governo brasileiro e não com o setor privado. O senhor compartilha dessa experiência?
Martins - Isso é natural numa economia de planejamento central, onde diretrizes são sempre definidas pelo governo. Acredito que, com a velocidade com que estão se desenvolvendo, mais e mais eles vão se assemelhar ao nosso sistema. Temos que administrar melhor essas tensões.
Fonte: Folha.com
"Não estamos falando de uma simples commodity. Para os chineses, o aço é quase como um alimento, como o arroz e o feijão são para os brasileiros", diz Martins, também encarregado das operações de ferrosos da Vale.
Maior mineradora do Brasil e segunda maior do mundo, a Vale tem se beneficiado do apetite das siderúrgicas chinesas: no ano passado, anunciou um lucro recorde (R$ 30,1 bilhões), alimentado em grande medida pelas exportações para a China de minério de ferro, principal matéria-prima do aço.
Em entrevista à BBC Brasil, Martins diz que a Vale também tem se empenhado em exportar produtos de maior valor agregado, como pediu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas cita barreiras ambientais como entraves a empreendimentos industriais.
BBC Brasil - Os preços das commodities estão em alta nos últimos anos, mas esse mercado está sujeito a oscilações, e há previsões de que o crescimento chinês possa desacelerar bruscamente com o estouro de uma bolha no setor imobiliário. A Vale considera essa hipótese?
José Carlos Martins - Às vezes as pessoas se impressionam por nuances macroeconômicas, mas isso é só espuma. A China ainda tem muita gente para passar do campo para a cidade. Se a velocidade desse processo for muito grande, vai gerar pressão inflacionária, mas o governo chinês percebeu esse fenômeno e o está controlando.
Mas não existe só a China. Há mais 3,6 bilhões de pessoas na Ásia num processo de urbanização. Mesmo que a China reduza a expansão, o fenômeno asiático continuará mantendo uma demanda forte.
BBC Brasil - Quais são as particularidades de negociar com os chineses?
Martins - A China é uma nação de 5 mil anos, e eles sempre foram grandes mercadores. Passaram por uma experiência socialista, até que o Deng Xiaoping iniciou processo de abertura. O problema deles foi só relembrar.
É um povo muito fácil de tratar, que tem uma similaridade brutal em seu comportamento com os brasileiros. Antes de fazer negócios, o chinês quer conhecê-lo, processo que normalmente inclui alguns tragos. Eles têm a percepção de que as pessoas mostram mais quem são quando bebem um pouco e estão mais abertas.
BBC Brasil - Algumas empresas brasileiras se queixaram publicamente de que parceiros ou clientes chineses tendem a querer resolver problemas diretamente com o governo brasileiro e não com o setor privado. O senhor compartilha dessa experiência?
Martins - Isso é natural numa economia de planejamento central, onde diretrizes são sempre definidas pelo governo. Acredito que, com a velocidade com que estão se desenvolvendo, mais e mais eles vão se assemelhar ao nosso sistema. Temos que administrar melhor essas tensões.
Fonte: Folha.com
quarta-feira, 13 de abril de 2011
0 comentáriosEmbraer vende jatos na China e montará Legacy no país
A Embraer anunciou nesta terça-feira novos acordos para venda de 20 aviões às companhias chinesas CDB Leasing e Hebei Airlines. Incluindo opções de compra e pedido recente anterior, as encomendas obtidas pela empresa no país somam 35 unidades do jato modelo 190.
A fabricante brasileira informou ainda que fechou acordo para construir uma linha de produção do jato executivo Legacy 600/650 na China, aproveitando recursos de joint-venture da empresa no país.
A unidade fabril chinesa --uma parceria da Embraer com a estatal China Aviation Industry Corporation II (AVIC) criada no fim de 2002-- estava ameaçada por abrigar apenas a linha de montagem do ERJ-145, jato de 50 assentos com demanda cadente.
A Embraer entregaria neste mês o último ERJ-145 na China de sua carteira de pedidos, o que deixaria a fábrica ociosa a partir de então, ameaçando seu fechamento.
Inicialmente, a Embraer pretendia instalar na China uma linha de montagem para seu modelo Embraer 190, de 100 passageiros, mas a ideia enfrentava resistência do governo chinês, que está desenvolvendo um avião regional similar.
"Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária", afirmou a Embraer em comunicado.
Dos pedidos de jatos 190, 10 são da Hebei Airlines e a primeira entrega está programada para setembro de 2012. A empresa chinesa também acertou direitos de compra de mais cinco unidades.
Além dos aviões para a Hebei, a Embraer fez acordo com a CDB Leasing (CLC) para um segundo pedido de 10 jatos 190, depois que a empresa fez uma primeira encomenda de 10 unidades no início do ano. Além deste segundo pedido, a CDB Leasing assinou carta de intenção para um terceiro lote de 10 aviões modelo 190.
Se a carta for confirmada, o pedido total feito pela CLC será de 30 aviões, numa encomenda de US$ 1,25 bilhão a preços de tabela dos aparelhos, informa a Embraer.
Segundo a fabricante brasileira, todos os aviões encomendados pela CLC serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo. A empresa aérea comeca a receber os aviões no segundo semestre deste ano.
Os acordos da Embraer foram anunciados em meio à delegação brasileira que acompanha a viagem de cinco dias da presidente Dilma Rousseff à China.
Fonte: Folha.com
A fabricante brasileira informou ainda que fechou acordo para construir uma linha de produção do jato executivo Legacy 600/650 na China, aproveitando recursos de joint-venture da empresa no país.
A unidade fabril chinesa --uma parceria da Embraer com a estatal China Aviation Industry Corporation II (AVIC) criada no fim de 2002-- estava ameaçada por abrigar apenas a linha de montagem do ERJ-145, jato de 50 assentos com demanda cadente.
A Embraer entregaria neste mês o último ERJ-145 na China de sua carteira de pedidos, o que deixaria a fábrica ociosa a partir de então, ameaçando seu fechamento.
Inicialmente, a Embraer pretendia instalar na China uma linha de montagem para seu modelo Embraer 190, de 100 passageiros, mas a ideia enfrentava resistência do governo chinês, que está desenvolvendo um avião regional similar.
"Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária", afirmou a Embraer em comunicado.
Dos pedidos de jatos 190, 10 são da Hebei Airlines e a primeira entrega está programada para setembro de 2012. A empresa chinesa também acertou direitos de compra de mais cinco unidades.
Além dos aviões para a Hebei, a Embraer fez acordo com a CDB Leasing (CLC) para um segundo pedido de 10 jatos 190, depois que a empresa fez uma primeira encomenda de 10 unidades no início do ano. Além deste segundo pedido, a CDB Leasing assinou carta de intenção para um terceiro lote de 10 aviões modelo 190.
Se a carta for confirmada, o pedido total feito pela CLC será de 30 aviões, numa encomenda de US$ 1,25 bilhão a preços de tabela dos aparelhos, informa a Embraer.
Segundo a fabricante brasileira, todos os aviões encomendados pela CLC serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo. A empresa aérea comeca a receber os aviões no segundo semestre deste ano.
Os acordos da Embraer foram anunciados em meio à delegação brasileira que acompanha a viagem de cinco dias da presidente Dilma Rousseff à China.
Fonte: Folha.com
terça-feira, 12 de abril de 2011
0 comentáriosApple e Foxconn montarão iPad no Brasil a partir de novembro
A empresa taiwanesa Foxconn investirá US$ 12 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos para produzir displays (telas), informou nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff.
A empresa, que já tem cinco fábricas no país, também anunciou que montará iPads em território brasileiro a partir de novembro.
A presidente Dilma chegou ontem em Pequim, para uma visita oficial de cinco dias à China.
O projeto da Foxconn envolve a contratação de 100 mil funcionários, do quais 20 mil serão engenheiros, explicou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que vem negociando com a empresa há três meses. Há planos ainda para a construção de uma "cidade inteligente" para instalar a fábrica e os funcionários da empresa, fornecedora de empresas como Apple, Nokia e BMW, entre várias outras.
Mercadante disse que, se concretizado, será o investimento estrangeiro que mais terá gerado empregos na história do país.
O investimento foi anunciado pelo presidente e fundador da Hon Hai (controladora da Foxconn), o taiwanês Terry Gou, durante reunião com Dilma. O encontro deveria ter ocorrido semanas atrás no Brasil, mas acabou adiado devido ao terremoto japonês, que afetou a cadeia de produção da empresa.
A Foxconn é uma das maioras fabricantes de componentes eletrônicos do mundo. Em 2009, seu faturamento chegou a US$ 61,5 bilhões. Apenas no sul da China, tem cerca de 400 mil funcionários.
A CAMINHO
Segundo a Folha informou no sábado, a Apple já enviou ao país os primeiros lotes de componentes para montagem local do iPad.
Um carregamento com componentes já está a caminho do Brasil em contêineres embarcados a partir da Ásia, que hoje concentra a fabricação dos produtos Apple. A previsão de chegada é de até dois meses.
Estudo da Apple no país mostra que há demanda por ao menos 5.000 iPads mensais. Se combinadas com incentivos, até questões sensíveis, como mão de obra --4,5 vezes mais cara que na China--, são resolvidas.
CENTRO DE PESQUISA
Ontem, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).
"Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento", disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.
Hoje a chinesa ZTE, empresa de telecomunicações, informou em nota que oficializou uma parceria com a prefeitura de Hortolândia (SP), cidade da região de Campinas, para a construção de um polo de produção industrial na cidade. O acordo foi assinado pelo prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, em Pequim.
Dilma inaugurou hoje, na capital chinesa, o Diálogo de Alto Nível Brasil-China sobre Ciência, Tecnologia e Inovação.
Diplomatas brasileiros disseram à agência Efe que ciência, tecnologia e inovação são elementos fundamentais para o desenvolvimento, a criação de empregos e a busca de oportunidades, e que Pequim reconheceu em seu Plano Quinquenal a necessidade de mudar o modelo de crescimento, inovar e produzir qualidade para seu mercado interno e exportação.
OUTROS ACORDOS
Também ontem, a China autorizou três dos 13 frigoríficos brasileiros inspecionados a exportar carne suína para o país.
"Um começo. Esperava-se mais", afirmou à Folha o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, que viajou a Pequim.
Apesar do atual veto à importação de carne suína brasileira, o produto acaba chegando ao consumidor chinês via Hong Kong, para onde é exportado legalmente e em seguida contrabandeada por comerciantes chineses.
A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e grande investidor no país sul-americano (US$ 30 bilhões em 2010), principalmente em minerais, petróleo, soja e telecomunicações.
Fonte: Folha.com
A empresa, que já tem cinco fábricas no país, também anunciou que montará iPads em território brasileiro a partir de novembro.
A presidente Dilma chegou ontem em Pequim, para uma visita oficial de cinco dias à China.
O projeto da Foxconn envolve a contratação de 100 mil funcionários, do quais 20 mil serão engenheiros, explicou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que vem negociando com a empresa há três meses. Há planos ainda para a construção de uma "cidade inteligente" para instalar a fábrica e os funcionários da empresa, fornecedora de empresas como Apple, Nokia e BMW, entre várias outras.
Mercadante disse que, se concretizado, será o investimento estrangeiro que mais terá gerado empregos na história do país.
O investimento foi anunciado pelo presidente e fundador da Hon Hai (controladora da Foxconn), o taiwanês Terry Gou, durante reunião com Dilma. O encontro deveria ter ocorrido semanas atrás no Brasil, mas acabou adiado devido ao terremoto japonês, que afetou a cadeia de produção da empresa.
A Foxconn é uma das maioras fabricantes de componentes eletrônicos do mundo. Em 2009, seu faturamento chegou a US$ 61,5 bilhões. Apenas no sul da China, tem cerca de 400 mil funcionários.
A CAMINHO
Segundo a Folha informou no sábado, a Apple já enviou ao país os primeiros lotes de componentes para montagem local do iPad.
Um carregamento com componentes já está a caminho do Brasil em contêineres embarcados a partir da Ásia, que hoje concentra a fabricação dos produtos Apple. A previsão de chegada é de até dois meses.
Estudo da Apple no país mostra que há demanda por ao menos 5.000 iPads mensais. Se combinadas com incentivos, até questões sensíveis, como mão de obra --4,5 vezes mais cara que na China--, são resolvidas.
CENTRO DE PESQUISA
Ontem, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).
"Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento", disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.
Hoje a chinesa ZTE, empresa de telecomunicações, informou em nota que oficializou uma parceria com a prefeitura de Hortolândia (SP), cidade da região de Campinas, para a construção de um polo de produção industrial na cidade. O acordo foi assinado pelo prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, em Pequim.
Dilma inaugurou hoje, na capital chinesa, o Diálogo de Alto Nível Brasil-China sobre Ciência, Tecnologia e Inovação.
Diplomatas brasileiros disseram à agência Efe que ciência, tecnologia e inovação são elementos fundamentais para o desenvolvimento, a criação de empregos e a busca de oportunidades, e que Pequim reconheceu em seu Plano Quinquenal a necessidade de mudar o modelo de crescimento, inovar e produzir qualidade para seu mercado interno e exportação.
OUTROS ACORDOS
Também ontem, a China autorizou três dos 13 frigoríficos brasileiros inspecionados a exportar carne suína para o país.
"Um começo. Esperava-se mais", afirmou à Folha o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, que viajou a Pequim.
Apesar do atual veto à importação de carne suína brasileira, o produto acaba chegando ao consumidor chinês via Hong Kong, para onde é exportado legalmente e em seguida contrabandeada por comerciantes chineses.
A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e grande investidor no país sul-americano (US$ 30 bilhões em 2010), principalmente em minerais, petróleo, soja e telecomunicações.
Fonte: Folha.com
segunda-feira, 11 de abril de 2011
0 comentáriosDilma chega à China para alavancar comércio de produtos elaborados
Pequim, 11 abr (EFE).- A presidente Dilma Rousseff chegou nesta segunda-feira à China em sua primeira viagem oficial para reverter o comércio atualmente majoritário de matérias-primas - US$ 30,7 bilhões em 2010 - para outro que inclua a compra pelo gigante asiático de produtos brasileiros elaborados de valor agregado.
Após dedicar boa parte do dia a uma visita particular, Dilma inicia na terça-feira o Diálogo Bilateral de Alto Nível em Ciência, Tecnologia e Inovação, e encerrará um seminário de empresas que buscam negócio e parceiros na China, inaugurado hoje, antes de se reunir com o presidente Hu Jintao.
Na quarta-feira, Dilma se reunirá com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), Wu Bangguo, antes de viajar para a ilha chinesa de Hainan (sul) para participar da cúpula dos Brics (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul).
Na abertura do seminário de negócios com empresas brasileiras e chinesas, em paralelo à chegada da presidente, o vice-ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, destacou que "se se quer uma associação estratégica bilateral deve-se trabalhar conjuntamente".
O Brasil tem uma indústria importante e dinâmica, e existe a vontade política do Governo brasileiro de crescer nas vendas de produtos com mais valor agregado e o "win win" (benefício mútuo) é fundamental, disse à Agência Efe o vice-ministro.
No seminário também discursou o ministro de Indústria, Comércio Exterior e Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e as empresas destacaram a importância do apoio político de Dilma para vender para a China mais produtos de valor agregado, que o Brasil fabrica e o gigante asiático compra em outras partes do mundo.
A reunião, convocada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), braço do Governo para fomentar a exportação, quer abrir mercados, disse à Efe Teixeira, também secretário-executivo do Grupo de especialistas de Relações Exteriores, Fomento, Indústria e Comércio Exterior para a estratégia com a China.
Logo após chegar a Pequim, Dilma se reuniu, segundo a Chancelaria brasileira, com Ren Zhengfei, presidente de Huawei, gigante chinês de equipamentos de telecomunicações, presente no Brasil e em 13 países da América Latina e que compete com a ZTE, o outro gigante chinês do setor, após ter conquistado mercados de Ásia e África.
Em janeiro, a Telebrás rejeitou um recurso de apelação da Huawei, desqualificada em uma licitação para a banda larga, por não cumprir com o equipamento tecnológico apresentado nos requisitos solicitados.
A empresa chinesa diz sofrer uma campanha de desprestígio e contratou várias firmas de relações públicas para melhorar sua imagem por causa das dificuldades que enfrenta.
Também para entrar nos EUA, onde um funcionário do Ministério de Comércio chinês acusou Washington de utilizar preocupações de segurança nacional para "interferir" nos investimentos chineses ali (a Huawei tentou adquirir nesse país a 3Leaf Systems, ação que o Comitê Federal de Investimento Estrangeiro barrou).
No Brasil, a Huawei é o fornecedor líder de redes ópticas DSLAM, segundo na classificação de IP de Backbone da Telemar, participa das redes 3G (em cooperação com CTBC) e é o vendedor líder para a Telefónica Metro Ethernet.
Além disso, trabalha com operadores nacionais como Telemar, Brasil Telecom, Telefónica, Embratel, Vivo, Claro, TIM, Intelig, Telemig, CTBC Telecom e GVT, departamentos de Governo e grandes companhias financeiras, informa um comunicado oficial.
Fundada em 1987 por um ex-militar chinês, a Huawei conseguiu se associar com a maioria das empresas líderes de telecomunicações e lucrou mais de US$ 28 bilhões em 2010, graças a acordos na Europa, África e Oriente Médio, e na América Latina se transformou em um dos principais fornecedores.
Fonte: EFE
Após dedicar boa parte do dia a uma visita particular, Dilma inicia na terça-feira o Diálogo Bilateral de Alto Nível em Ciência, Tecnologia e Inovação, e encerrará um seminário de empresas que buscam negócio e parceiros na China, inaugurado hoje, antes de se reunir com o presidente Hu Jintao.
Na quarta-feira, Dilma se reunirá com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), Wu Bangguo, antes de viajar para a ilha chinesa de Hainan (sul) para participar da cúpula dos Brics (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul).
Na abertura do seminário de negócios com empresas brasileiras e chinesas, em paralelo à chegada da presidente, o vice-ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, destacou que "se se quer uma associação estratégica bilateral deve-se trabalhar conjuntamente".
O Brasil tem uma indústria importante e dinâmica, e existe a vontade política do Governo brasileiro de crescer nas vendas de produtos com mais valor agregado e o "win win" (benefício mútuo) é fundamental, disse à Agência Efe o vice-ministro.
No seminário também discursou o ministro de Indústria, Comércio Exterior e Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e as empresas destacaram a importância do apoio político de Dilma para vender para a China mais produtos de valor agregado, que o Brasil fabrica e o gigante asiático compra em outras partes do mundo.
A reunião, convocada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), braço do Governo para fomentar a exportação, quer abrir mercados, disse à Efe Teixeira, também secretário-executivo do Grupo de especialistas de Relações Exteriores, Fomento, Indústria e Comércio Exterior para a estratégia com a China.
Logo após chegar a Pequim, Dilma se reuniu, segundo a Chancelaria brasileira, com Ren Zhengfei, presidente de Huawei, gigante chinês de equipamentos de telecomunicações, presente no Brasil e em 13 países da América Latina e que compete com a ZTE, o outro gigante chinês do setor, após ter conquistado mercados de Ásia e África.
Em janeiro, a Telebrás rejeitou um recurso de apelação da Huawei, desqualificada em uma licitação para a banda larga, por não cumprir com o equipamento tecnológico apresentado nos requisitos solicitados.
A empresa chinesa diz sofrer uma campanha de desprestígio e contratou várias firmas de relações públicas para melhorar sua imagem por causa das dificuldades que enfrenta.
Também para entrar nos EUA, onde um funcionário do Ministério de Comércio chinês acusou Washington de utilizar preocupações de segurança nacional para "interferir" nos investimentos chineses ali (a Huawei tentou adquirir nesse país a 3Leaf Systems, ação que o Comitê Federal de Investimento Estrangeiro barrou).
No Brasil, a Huawei é o fornecedor líder de redes ópticas DSLAM, segundo na classificação de IP de Backbone da Telemar, participa das redes 3G (em cooperação com CTBC) e é o vendedor líder para a Telefónica Metro Ethernet.
Além disso, trabalha com operadores nacionais como Telemar, Brasil Telecom, Telefónica, Embratel, Vivo, Claro, TIM, Intelig, Telemig, CTBC Telecom e GVT, departamentos de Governo e grandes companhias financeiras, informa um comunicado oficial.
Fundada em 1987 por um ex-militar chinês, a Huawei conseguiu se associar com a maioria das empresas líderes de telecomunicações e lucrou mais de US$ 28 bilhões em 2010, graças a acordos na Europa, África e Oriente Médio, e na América Latina se transformou em um dos principais fornecedores.
Fonte: EFE
segunda-feira, 4 de abril de 2011
0 comentáriosChina prende artista aclamado e silencia sobre seu paradeiro
O artista plástico chinês Ai Weiwei, reconhecido internacionalmente, estaria desaparecido há mais de 24 horas após ser detido no aeroporto de Pequim. Ele teria sido interpelado na manhã do domingo, quando passava pela segurança do aeroporto, antes de embarcar em um voo para Hong Kong. Ninguém mais teve notícias dele desde então. As autoridades chinesas não comentaram o assunto.
Poucas horas após sua detenção, o estúdio do artista em Pequim foi invadido por mais de 40 policiais. Dezenas de itens foram confiscados e funcionários foram interrogados.
Ai Weiwei, 53, vem se tornando um dos mais eloquentes críticos do regime chinês, principalmente sobre a falta de respeito aos direitos humanos. O artista viajava com uma assistente, Jennifer Ng. Os documentos de ambos foram checados e apenas Ng pôde seguir viagem a Hong Kong. CONOTAÇÕES
POLÍTICAS
A obra de Ai Weiwei é reconhecida em todo o mundo. Ele ajudou a desenhar o estádio olímpico de Pequim, usado nos Jogos de 2008, que ficou conhecido como "Ninho do Pássaro".
Ele atualmente faz uma exposição na galeria Tate Modern, em Londres, com uma obra composta por mais de 100 milhões de peças de porcelana moldadas na forma de sementes de girassol.
O artista também vem se tornando um crítico contumaz do governo chinês. Algumas de suas obras têm conotações políticas. Ele tentou, por exemplo, reunir todos os nomes de estudantes mortos durante o terremoto de Sichuan, de 2008.
Esse é um tema sensível, porque muitas escolas desabaram com o terremoto, levando a acusações de que elas haviam sido construídas de maneira inadequada. O governo chinês não comenta a questão e já prendeu ativistas que questionam a segurança das escolas. Ai Weiwei também deu seu apoio a outros ativistas que enfrentaram as autoridades chinesas.
No final do ano passado, ele compareceu a um tribunal em Pequim ao lado do artista Wu Yuren, que seria julgado. Ele aproveitou a oportunidade para falar à mídia estrangeira, criticando o governo pelo que considera uma falta de direitos básicos e liberdades na China.
No ano passado, o artista foi proibido de viajar ao exterior e colocado brevemente sob prisão domiciliar. Segundo Jennifer Ng, ele é mantido sobre vigilância constante e teria sido visitado por policiais em seu estúdio três vezes recentemente. Ela disse à BBC que o artista foi levado por guardas de fronteira.
"Eu voltei para checar com os seguranças e eles disseram: 'Ele tem outros negócios - você pode seguir sozinha no voo'", disse.
Fonte: Folha.com
Poucas horas após sua detenção, o estúdio do artista em Pequim foi invadido por mais de 40 policiais. Dezenas de itens foram confiscados e funcionários foram interrogados.
Ai Weiwei, 53, vem se tornando um dos mais eloquentes críticos do regime chinês, principalmente sobre a falta de respeito aos direitos humanos. O artista viajava com uma assistente, Jennifer Ng. Os documentos de ambos foram checados e apenas Ng pôde seguir viagem a Hong Kong. CONOTAÇÕES
POLÍTICAS
A obra de Ai Weiwei é reconhecida em todo o mundo. Ele ajudou a desenhar o estádio olímpico de Pequim, usado nos Jogos de 2008, que ficou conhecido como "Ninho do Pássaro".
Ele atualmente faz uma exposição na galeria Tate Modern, em Londres, com uma obra composta por mais de 100 milhões de peças de porcelana moldadas na forma de sementes de girassol.
O artista também vem se tornando um crítico contumaz do governo chinês. Algumas de suas obras têm conotações políticas. Ele tentou, por exemplo, reunir todos os nomes de estudantes mortos durante o terremoto de Sichuan, de 2008.
Esse é um tema sensível, porque muitas escolas desabaram com o terremoto, levando a acusações de que elas haviam sido construídas de maneira inadequada. O governo chinês não comenta a questão e já prendeu ativistas que questionam a segurança das escolas. Ai Weiwei também deu seu apoio a outros ativistas que enfrentaram as autoridades chinesas.
No final do ano passado, ele compareceu a um tribunal em Pequim ao lado do artista Wu Yuren, que seria julgado. Ele aproveitou a oportunidade para falar à mídia estrangeira, criticando o governo pelo que considera uma falta de direitos básicos e liberdades na China.
No ano passado, o artista foi proibido de viajar ao exterior e colocado brevemente sob prisão domiciliar. Segundo Jennifer Ng, ele é mantido sobre vigilância constante e teria sido visitado por policiais em seu estúdio três vezes recentemente. Ela disse à BBC que o artista foi levado por guardas de fronteira.
"Eu voltei para checar com os seguranças e eles disseram: 'Ele tem outros negócios - você pode seguir sozinha no voo'", disse.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 1 de abril de 2011
0 comentáriosReceita da Semana: Bolinho doce de abóbora
Ingredientes:
- 300 gramas de abóbora
- 300 gramas de farinha de arroz glutinoso
- Óleo de fritura
- 20 gramas de leite em pó
- 40 gramas de mel
Preparo:
1. Lave bem e descasque a abóbora. Cozinhe no banho-maria ou no vapor em fogo alto por 15 minutos, ou até que a abóbora fique bem tenra. Tire do fogo e coloque em um prato. Depois, use uma colher para triturar a abóbora.
2. Depois, adicione mel e leite em pó na abóbora, misture bem. Reserve em um prato e esfriar os ingredientes para usar depois.
3. Adiciona pouco a pouco a farinha de arroz glutinoso na abóbora. Mexa bem os ingredientes. Agora, a massa de abóbora precisa de 30 minutos para respirar o ar fresco. Assim, a massa vai ficar tenra e deliciosa. Você pode aproveitar este intervalo para preparar outro prato ou simplesmente descansar um pouco.
4. Após meia hora, modele a massa de abóbora em bolinhos, ou em formas diferentes que você gosta. Mas deve ser pequenino, para que a massa não fique dura.
5. Em uma frigideira, frite os bolinhos de abóbora em fogo baixo. Quando os bolinhos fiquem dourados, tire do fogo e coloque em um prato para escorrer o óleo. Se quiser, pode despejar um pouco de açúcar na superfície dos bolinhos. Já Está pronto. É só servir.
Este prato é muito saboroso e fácil de preparar. Nos festivais, os chineses também gostam de modelar a massa em forma de abóbora. É muito interessante mesmo.
Agora, eu tenho duas dicas para você no preparo deste prato. Primeira, se a massa ainda fica húmida, adiciona um pouco mais de farinha de arroz glutinoso até que a massa fique adequada para formar um bolinho. E segunda dica, frite os bolinhos em fogo baixo. Se não, a superfície de bolinho será queimada mas o interior ainda é mal passado.
Fonte: CRI On Line
Fotos Magníficas de Hangzhou
Hangzhou é uma cidade da China, capital da província de Zhejiang. É um porto no rio Fushun, perto de Xangai. Tem cerca de 6,3 milhões de habitantes. É um centro ferroviário, industrial e turístico importante. Foi fundada em 606 sendo capital de vários reinos até a conquista mongol em 1276. Foi reconstruída, retomando a sua prosperidade e atraindo numerosos estrangeiros - árabes, persas e cristãos. Foi quase destruída em 1861 pela rebelião Taiping. A chegada do caminho-de-ferro em 1909 trouxe-lhe nova prosperidade. Foi ocupada pelo Japão de 1937 a 1945.
Escolhemos Hangzhou para animar a sexta-feira com suas maravilhosas paisagens:
Fonte: CRI On Line
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